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     AS “ARTES” DA ARTE

     A raça humana, a parte mais aprimorada da natureza, deveria aprender com a natureza, com as árvores e mesmo com os animais a ser parte da natureza e a dar continuidade a tudo de bom que a natureza é e que de bom e belo produz.

     Pensemos só em duas: a jabuticabeira e a abelha.

     A jabuticabeira impressiona pela produção de frutos no tronco e pela quantidade exuberante de frutos que produz.

     A abelha é responsável pela polinização, e pela produção do mel. “Polinização é o ato da transferência de células reprodutivas masculinas (núcleos espermáticos) através dos grãos do pólen (espermatozoides das plantas) que estão localizados nas anteras de uma flor, para o receptor feminino (estigma) de outra flor (da mesma espécie), ou para o seu próprio estigma.] Pode-se dizer que a polinização é o ato sexual das plantas espermatófitas, já que é através deste processo que o gameta masculino pode alcançar o gameta feminino e fecundá-lo.” (Wikipedia). Há vários métodos de fazer isso.

     A arte da natureza é sempre bela e frutífera, ou seja, útil; a arte da raça humana nem sempre, até pelo contrário: às vezes é feia e perniciosa.
Vejamos, rapidamente.

     No cinema.

     Vimos Hollywood impingir filmes durante décadas, prejudiciais ao relacionamento conjugal e familial, com belos atores, fundo musical, belos recantos e paisagens escolhidas, e o pior, embutindo o consumo do cigarro e da bebida. As massas iam correndo para assistir e depois pondo o nome das atrizes nas filhas, enquanto os filhos do casamento ficavam sem o pai ou a mãe, e enquanto o outro cônjuge ia em busca da felicidade, de outro “amor”. Sucessos de bilheteria!

     No Brasil a tal da Semana da Arte Moderna, em 1922 tentou fortalecer novas diretrizes na pintura e, na Literatura, a abolição do soneto estilo parnasiano.

     O soneto sobreviveu e até cresceu e até melhorou, muitos assumindo um estilo neoparnasiano que valoriza tanto o conteúdo quanto a forma rígida estreando também outras modalidade, digamos, só com quatro estrofes, sem rima, nem métrica, ou só com métrica, como os decassílabos de Carlos Drumond de Andrade.
Quanto à pintura moderna não tenho acesso a ela, mas fiz um soneto à Figuras de Picasso, um dos
seu expoentes máximos.

     E tenho dito. Se alguém não gostar, fica o dito por não dito; mas aqui ainda vai o tal soneto:

        
  FIGURAS DE PICASSO

Nuances das figuras de Picasso
são tão grotescas, quais grotescas são
as formas das pinturas que lá estão,
só para encher de cores todo espaço,

mas o pior de tudo é que elas vão
influenciando com estardalhaço
as mentes do indefeso populacho
sempre sujeito à contaminação

Depois vem o depois quando as pessoas
não são mais homem e não são mulher
e cada qual é aquilo que quiser

mas, entretanto, não têm formas boas
para casar se casa como quer:
homem com homem, mulher com mulher.

Diógenes Pereira de Araújo 18.5.20



 
Diógenes Pereira de Araújo
Enviado por Diógenes Pereira de Araújo em 19/05/2020
Código do texto: T6952114
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Diógenes Pereira de Araújo
Bauru - São Paulo - Brasil, 85 anos
251 textos (10784 leituras)
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Diógenes Pereira de Araújo