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TECNOLOGIA ASSISTIVA: MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE COMO LIDAR COM A DIVERSIDADE EM SALA DE AULA

                                 TECNOLOGIA ASSISTIVA:
MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE COMO LIDAR COM A DIVERSIDADE EM SALA DE AULA
Raquel Barbosa Nogueira
Pós-Graduanda em Psicopedagogia
raquel-bbarbosa@outlook.com



RESUMO
O presente trabalho baseia-se no estudo da importância de se criar métodos e estratégias de como lidar com a diversidade em sala de aula, considerando a tecnologia assistiva como ferramenta motivacional do aprendizado. Ressaltando que a aprendizagem ocorre mediante estímulos, cabe não somente ao professor como também todos envolvidos no processo educacional promover este estímulo através de atividades capazes de fazer com que o aluno possa se integrar no contexto socioeducativo. Outro fator importante, além do estímulo, é a mediação. Este segundo fator atua direcionando a forma como o ensino será conduzido, para a promoção de um conhecimento significativo para o aluno. Deste modo, torna-se necessário e importante que o profissional esteja em constante formação continuada e que se preocupe com a educação e formação de seus alunos, pois estes deverão ser formados para atuarem junto à sociedade. Assim, o ambiente estrutural e organizacional são elementos primordiais para instrumentalização dos computadores e, por conseguinte, ocorra a aprendizagem. Os termos nativos e imigrantes digitais se diferem, o nativo digital é caracterizado pelo indivíduo que já nasce no contexto tecnológico e os imigrantes são os indivíduos que se adaptam a este novo modelo, porém não com tanta facilidade. Conclui-se que a utilização dos recursos computacionais e tecnologia assistiva auxiliam na adesão e facilitação do conhecimento.

Palavras Chaves: mediação, aprendizagem significativa, tecnologia assistiva e formação continuada.

ABSTRACT
Keywords: guide; research; Perspectivas.

1. INTRODUÇÃO
          Durante anos a escola foi composta por uma sala de aula, alunos, professor e um quadro para que o aluno pudesse copiar o conteúdo programado. Mas, a tecnologia surgiu para transformar essa ideia de que só aprende através de meios “tradicionais”. Contudo, as perguntas começaram a surgir, como ficaria o aluno nessa transição? E os professores, o que fazer? E os alunos que possuem alguma deficiência, seja ela visual ou física, como iriam aprender utilizando o computador?
Surge à necessidade de integrar o aluno portador de necessidades especiais, de acordo com suas limitações e o contexto sócio histórico no qual ele está inserido, é importante nos referimos ao atual momento da nossa sociedade, em que o avanço das tecnologias de informação são grandes balizadores da relação entre o mundo existente e as leituras possíveis deste mesmo mundo. Assim, diante das transformações decorrentes dos avanços tecnológicos, é pertinente e necessário inserir o uso destas tecnologias como ferramenta de aprendizado e também como ferramenta de auxílio às necessidades e limitações de um indivíduo portador de necessidade especial, visto que as tecnologias, cada vez mais, precocemente passam fazer parte da nossa vida.
          Deficiência Visão Multifuncional  MEC (AAIDD,2002) “por limitações significaticas, tanto no funcionamento intelectual quanto no comportamento adaptativo o qual está expresso nas habilidades adaptativas, conceituais, sociais e práticas. Essa incapacidade tem início antes dos dezoito anos de idade” (p.20).
         Deste modo, atualmente uma das maneiras que vem revolucionando o processo de ensino-aprendizagem é a introdução de recursos tecnológicos computacionais em sala de aula, fazendo com que   sejam parte ativa do processo de ensino e aprendizagem.
Neste contexto, é importante salientar que os alunos, em função da sociedade de informação e comunicação, vem se constituindo em uma geração de “nativos digitais”, pois já nascem inseridos no uso de diversas tecnologias. Os termos nativos e imigrantes digitais se diferem, o nativo digital é caracterizado pelo indivíduo que já nasce no contexto tecnológico e os imigrantes são os indivíduos que se adaptam a este novo modelo, porém não com tanta facilidade, no decorrer do trabalho será possível entender o porquê que os alunos de hoje tem mais facilidade de utilizarem as mídias atuais.Com base nestes conceitos de “nativos” e “imigrantes digitais”, é que verifica-se que o processo de ensino a partir da inserção de novas tecnologias fica extremamente complexo, visto que existe um choque de percepções pelo fato de professores e alunos terem um processo de socialização com os meios midiáticos bastante diferenciados.
          E hoje uma das melhores maneiras de ensinar e o aluno aprender é fazer com que ele faça parte ativa dos recursos tecnológicos. Sabe-se que nossos alunos são nativos digitais, pois já nascem inseridos nas diversas tecnologias, diferentemente de seus professores que são caracterizados como imigrantes digitais, não fazendo parte diretamente deste avanço, sendo aqueles que valorizam mais os livros do que o computador, porém são obrigados a serem agentes participativos e conhecedores da realidade tecnológica.
         Com base nestes conceitos de nativos e imigrantes digitais, é que o processo de ensino tecnológico fica restrito, já que os professores não tem conhecimento prático desta era digital.
         Certo de que toda criança tem direito a educação, sendo dever da família promover uma educação de qualidade, a Escola deverá fornecer recursos para todo tipo de criança, pois cada vez mais as escolas tem recebido crianças com Necessidades Educativas Especiais. O que fazer com essas crianças? Excluir, incluir, mediar, ensinar, integrar? Muitas são as perguntas, sendo o primeiro passo possibilitar a autonomia deste indivíduo, através de sua integração na escola.
         Alfabetização Midiática e Informacional está voltada e relacionada aos estudos e conhecimentos básicos na utilização dos computadores primordial no currículo profissional, entendendo como funcional a utilidade do computador no processo educacional e a importância dos profissionais conhecerem sobre o que estão ensinando, não basta que prepare uma aula perfeita e ilustrativa, se o professor não sabe utilizar dos recursos para provocar o aprendizado.
        Enquanto professores é necessário estimular os alunos e tornar o aprendizado significativo, para que o fracasso escolar não seja tão crescente e os alunos compreendam o que estão fazendo e não uma mera reprodução de conceitos e regras.
        Foi então que surgiu a Tecnologia Assistiva, com o objetivo de promover a aprendizagem através do computador, sendo que com atividades adaptadas de acordo com a deficiência de cada indivíduo.O termo Tecnologia Assistiva está relacionado com práticas e/ou estratégias que forneçam a independência do indivíduo, sendo considerada Tecnologia Assistiva desde um lápis, até programas e recursos do computador. Sendo assim, o computador estabelece duas importantes funções mediante a Tecnologia Assistiva: de um lado destinada aos que tem restrição nos movimentos , limitando a escrita no papel; e de outro destinada aos que possuem restrição na fala, através do uso de softwares que promovem uma comunicação real e ampla.  (Kleina, 2012)
         Atualmente o computador faz parte da escola, porém para que tudo ocorra sendo favorável à aprendizagem é necessário a organização de toda a estrutura física e organizacional da escola.
         As TICs poderá ser abordada: como Tecnologia Assistiva através do uso do computador  em si e por meio da Tecnologia Assistiva usando técnicas e programas.
         Neste sentido, analisar a introdução da tecnologia em sala de aula ajuda a refletir sobre como estas questões, que já se configuravam enquanto elementos complicadores na relação ensino e aprendizagem vêm sendo tratadas a partir dos computadores inseridos como ferramentas didáticas.
         Por outro lado, é importante afirmar que a UNESCO tem a preocupação com as relações estabelecidas entre o professor e as mídias, pois existem dúvidas sobre a real capacidade dos professores de ensinar utilizando recursos tecnológicos. Neste contexto, Alfabetização Midiática e Informacional surge como um instrumento voltado e relacionado para o desenvolvimento de programas que proporcionam estudos e novos conhecimentos na utilização dos computadores por parte dos docentes.  A partir destes programas, entende-se ser primordial ao currículo profissional não apenas utilizar mídias e recursos computacionais, mas, sobretudo, saber utilizar estes mesmos recursos. Aos professores são apresentadas metodologias que ajudam a compreender como funciona a utilidade do computador no processo educacional e a importância dos profissionais conhecerem sobre o que estão ensinando, não basta que prepare uma aula perfeita e ilustrativa, se o professor não sabe utilizar dos recursos para provocar o aprendizado. Enquanto professores é necessário estimular os alunos e tornar o aprendizado significativo, para que o fracasso escolar não seja tão crescente e os alunos compreendam o que estão fazendo e não uma mera reprodução de conceitos e regras.
         Com o intuito de motivar a partir de estímulos surgem os primeiros cursos de Psicopedagogia que objetivava a formação dos educadores e psicólogos, já que estes são os profissionais preocupados em tentar solucionar problemas de aprendizagem e tentar entender o motivo pelo qual tantos alunos estavam evadindo das escolas. Em 1980, foi fundada a ABp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), a fim de promover a qualidade de ensino voltada para a prática.
         Muitas são as dúvidas sobre o trabalho do psicopedagogo; cabe ressaltar que o psicopedagogo tem um trabalho clínico que ocorre quando o sujeito já apresenta diagnóstico e necessita de um tratamento e o preventivo que acontece na instituição escolar com o objetivo de observar e analisar o ser de forma integral, aconselhando os pais no que for notado.
         A Psicopedagogia é a área do conhecimento que estuda como as pessoas constroem o conhecimento. Em outras palavras, busca decifrar como ocorre o processo de construção de conhecimento dos indivíduos, baseada nos aspectos: racional, relacional e desiderativo. Sendo assim, a Psicopedagogia surgiu no Brasil no final da década de 70, com o objetivo de saber porque muitos não aprendiam.
         Dessa forma, a tecnologia assistiva surge para atender aos mais diversos tipos de necessidades dos alunos. Porém o uso dessas ferramentas acarretam insegurança por parte dos professores, pois se sentem despreparados diante do novo. Mas, nada como o empenho do profissional em poder auxiliar no processo de ensino aprendizagem do aluno. Sendo assim, o professor poderá adaptar recursos já existentem de acordo com a necessidade específica do aluno e da escola na qual estuda permitindo assim, maior autonomia e atuação na realização das atividades.

2. DESENVOLVIMENTO
2.1 DIFERENÇA ENTRE EDUCAÇÃO ESPECIAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA
         Os termos apesar de subtender que significam a mesma coisa, eles assumem diferentes conceitos. A educação especial, segundo Mendes (2002, p. 12) está relacionada às práticas diárias adaptadas as dificuldades e/ou deficiências do aluno, desenvolvidas por profissionais que estejam aptos na integração do aprendizado. Já incluir o aluno, significa inseri-lo na sala de aula, independente de qualquer dificuldade ou deficiência por ele apresentada, ou seja, “acesso na classe convencional da rede regular de ensino para todas as pessoas, independente de cor, etnia, idade, sexo e necessidades especiais” (MENDES, 2002, p. 12).
         Kleina (2012) conceitua educação especial como o “atendimento de todas as pessoas que precisam de métodos, recursos e procedimentos específicos no decorrer no processo”, ou seja, os alunos com necessidades especiais são assegurados por lei de que podem fazer parte de uma escola regular, sendo necessário adaptações no método, para que o aprendizado haja significado.
         Desse modo, a educação especial nada mais é que um atendimento especializado,  com recursos e estratégias  com a mediação profissional, com a função de auxiliar no aprendizado do aluno portador de alguma necessidade especial dentro da sala de aula.
         Até pouco tempos atrás,  alunos com necessidades educacionais especiais (deficiência visual, auditiva, física ou mental) eram incluídos, ou melhor, integrados nas salas de aula, não tendo o apoio necessário para o seu desenvolvimento. Hoje, a partir de políticas públicas, numa realidade não muito diferente, porém mais expansivas, muitas escolas além de integrar este aluno, têm também procurado criar condições para que esse aluno com necessidades específicas possa participar de todo o processo de adaptação e aprendizagem, para tanto as instituições regulares de ensino têm disponibilizado recursos humanos e tecnológicos enquanto mediadores.
         Parolin, (2006) destaca que o principio da Inclusão Escolar é a certeza de que Todos têm o direito de pertencer, de que necessitamos compreender e aceitar as diferenças. Portanto, a importância não apenas de incluir o aluno, mas também de integrá-lo como participante ativo, mesmo mediante de suas limitações.
         Vale ressaltar, que o aluno portador de alguma necessidade especial deve ser inserido na sala de aula junto com os demais alunos, e este deverá ter um atendimento direcionado, especializado e adaptado mediante sua realidade.
         Cabe a escola, promover o aprendizado para todos, não basta apenas incluir/integrar é necessário incluir/participar.
          Inclusão é, assim, o termo utilizado por quem defende o sistema caleidoscópio de inserção. (...) No sistema caleidoscópio não existe uma diversificação de atendimento. A criança entrará na escola, na turma comum do ensino regular, e lá ficará. Caberá à escola encontrar respostas educativas para as necessidades específicas cada aluno, quaisquer que sejam elas. A inclusão (...) tende para uma especialização do ensino para todos (...) a inclusão exige rupturas. (WERNECK, 1997, p. 52 -53)
         No entanto, com o passar do tempo, as perguntas vão surgindo e com elas as dúvidas. Como integrar um aluno com necessidades especiais?
Para muitos o novo é assustador, para outros é um desafio a ser cumprido e tem aqueles que preferem o comodismo a inovar, pois requer tempo para pesquisar, elaborar e aplicar. É certo de que um aluno com necessidade educacional especial em algumas atividades requer mais tempo para resolver o que é proposto, mas o aprender não é competitividade e deve ser prazeroso.
         O uso das Tecnologias Assistivas, por meio de ambientes informatizados de aprendizagem (computador) para as necessidades de seu aluno, apresenta-se como um dos recursos tecnológicos a serem disponibilizados para que ocorra assim à integração e participação do mesmo.
         Assim, diante das transformações decorrentes dos avanços tecnológicos, é pertinente e necessário inserir o uso de tecnologias como ferramenta de aprendizado visto que as tecnologias, cada vez mais, precocemente passam fazer parte da nossa vida e a escola não tem a função de embasar o ensino a partir da diferenciação de pessoa, pois ser diferente é característica humana, mas sim promover um ensino igualitário. Para que o aluno tenha um ensino seja diferenciado, basta que ele apresente alguma dificuldade, por exemplo, de escrever caso tenha quebrado o braço, seja essa permanente ou não.
2.2 TECNOLOGIA
O termo tecnologia, segundo o dicionário Aurélio significa “um conjunto de conhecimento”, especialmente princípios científicos, que se aplicam a um determinado ramo de atividade. Por outro lado, a partir de uma visão mais apurada, Rodrigues (2001) argumenta que a tecnologia pode ser tratada como um conceito que engloba o potencial de mudança e que o seu avanço permite uma abordagem mais aprofundada sobre as questões que se relacionam com o conhecimento e a sua transmissão:
         Técnica e tecnologia têm origem na palavra grega techné (fabricar, produzir e construir) que consiste em alterar o mundo de forma prática, mesmo sem compreendê-la. A palavra tecnologia provém de uma junção, do termo tecno, do grego techné, que é saber fazer, e logia, do grego lócus, razão. Portanto, tecnologia significa a razão do saber fazer (RODRIGUES, 2001, p. 75).
         Deste modo, computador é visto como uma ferramenta tecnológica que pode ser facilmente adaptado como um recurso didático capaz de facilitar a aprendizagem. É o professor que fará a intermediação deste recurso, fomentando a independência do estudante mediante a máquina, fazendo com que ele por si só já desenvolva aptidões para lidar com a ferramenta.
         A verdadeira integração do computador na realidade da escola supõe uma nova organização escolar mais descentrada, um currículo mais flexível, a instauração de novos tempos escolares, menos rígidos e programados, mudanças no próprio espaço da sala de aula. E isto não acontece de um dia para outro: requer tempo, ajudas específicas, incentivos, toda uma estrutura de apoio. (FREITAS, 2008, p. 176)
         Levy (1999),  defende que a tecnologia não é boa, nem má, mas depende do uso que se faz dela, do contexto em que se insere, daí a necessidade  de um adulto mediar e demonstrar os perigos causados pelo computador e pelo crescente e irrestrito uso da internet. Dentre os perigos associado ao uso da rede mundial de computadores sem orientação destacam-se a facilidade de propagação da violência sexual e pornografia infantil. Como resposta a estes riscos o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação ,  lançaram  no dia 07 de Abril de em 2015 o Programa  Humaniza Redes, que tem como objetivo a  promoção de  um acesso seguro a rede, facilitando assim, o controle dos pais e auxiliando as escolas, pois o Mec também irá disponibilizar para as escolas públicas materiais que auxiliarão os alunos a se prevenirem.
         O professor deve estar aberto para mudanças, principalmente em relação à sua nova postura: o de facilitador e coordenador do processo de ensino aprendizagem; ele precisa aprender a aprender, a lidar com as rápidas mudanças, ser dinâmico e flexível. Acabou a esfera educacional de detenção do conhecimento, do professor “sabe tudo”. (TAJRA, 2000)
         Mediante a tantas transformações, o professor se sente desafiado e ao mesmo tempo receoso de colocar em prática aulas inovadoras e integradas com a informática, pois em sua opinião nenhuma ferramenta poderá substituir o livro, sim não irá substituir o livro, será suporte de pesquisa e auxiliará nos estudos, podendo o aluno aprender o mesmo conteúdo de diferentes formas, como por exemplo: vídeos aulas, jogos educativos, pesquisas e sites educativos.
“...em primeiro lugar, o termo tecnologia não indica apenas objetos físicos, como dispositivos ou equipamento, mas antes se refere mais genericamente a produtos, contextos organizacionais ou modos de agir, que encerram uma série de princípios e componentes técnicos”. (EUROPEAN COMMISSION - DGXIII, 1998).
         Moraes (1997) afirma que “o simples acesso à tecnologia, em si, não é o aspecto mais importante” no contexto educacional, a criação de novos ambientes de aprendizagem e de novas dinâmicas sociais a partir do uso dessas novas ferramentas é que devem ser o objetivo dos docentes que resolvem trabalhar com estas tecnologias. Então, para conquistar a atenção deste aluno, rodeado por estímulos tecnológicos, é necessário pensar e colocar em prática atividades inovadoras e lúdicas, capazes de proporcionar diversas formas de aprender, para que o aluno tenha uma capacidade de apreender os conteúdos das aulas.
         Dentre tantas possibilidades de aprender através do uso das tecnologias, ressalto a Educação Tecnológica como recurso didático. Entendo o processo educativo como lento e gradativo, o que não difere do ensino informatizado, apesar de hoje nossos alunos já nascerem na era digital, chamados e conhecidos assim como nativos digitais, a informática também é processual e depende do empoderamento do docente.
          A inserção do uso da Educação Tecnológica como metodologia de ensino e aprendizagem se confunde com o avanço dos meios computacionais. Já  década 1970 pensava-se na introdução da informática educativa. Assim sendo, em 1972 criou-se a CAPRE  que tinha como objetivo: priorizar o ensino através das dificuldades; integrar os conhecimentos pré - existentes com os já existentes e facilitar o gerenciamento de informações através dos eletrônicos.
          Entretanto, as primeiras experiências do uso efetivo da tecnologia em sala de aula se refere ao ano de 1987, em que foram criados dois importantes projetos; projeto formar oferecido pela Unicamp, com objetivo de capacitar profissionais em recursos humanos e o projeto Cied- Centros de Informática e Educação, que serão feitos por estes profissionais do curso.
          Contudo, a transposição entre a concepção e a introdução, de fato, da informática na educação básica, via política pública, se deu somente em  1995 quando foi criado o PROINFO . Este foi um programa desenvolvido para as escolas públicas, pela SEED/MEC  nos 1º e 2º segmento da educação básica, com intuito de educar os alunos utilizando o que hoje na sociedade é indispensável, que são os computadores.
         Segundo Campos (2009) o uso de novas tecnologias vem adquirindo cada vez mais relevância no cenário educacional brasileiro. Sua utilização como instrumento para a aprendizagem aumenta de maneira muito sistemática. Por consequência, o processo de escolarização vem sendo pressionado em realizar mudanças estruturais e organizacionais, ou seja, é imperativo que as escolas adaptem quanto ao âmbito profissional, quanto ao âmbito estrutural da escola, para que forneçam diversos meios de aprendizagem e que esta se torne significativa.

2.2.1 TECNOLOGIA E CAPACITAÇÃO DOS PROFESSORES
         Os professores são dotados de conhecimentos e informações, porém relata Choo (2003) que estes dois termos se diferem, conhecimento é a capacidade de estabelecer sentido a tantas informações que hoje no Século XXI cada vez mais tem aumentado, devido ao avanço das tecnologias online. Para Drucker (1992) a informação é fator de produção importante para a obtenção de vantagem competitiva, uma vez que os fatores tradicionais – terras, mão-de-obra e recursos financeiros – por si sós já não garantem a competitividade, ou seja, hoje em meio a tantas informações na sociedade do conhecimento, faz necessário saber o que está sendo vivenciado na sociedade atual, para que possa argumentar o que julga certo embasado em informações reais. É preciso, portanto, que o ensino não fique restrito no ensino tradicional de sala de aula, aquele professor que ensina somente o que o diz o livro, mas sim mostrar as diversas formas de aprender aquele conteúdo, trazendo para sala de aula práticas que irão estimular e aguçar a curiosidade.
          Para Valente (1998, p. 02), o termo “[...] informática na educação refere-se à inserção do computador no processo de aprendizagem dos conteúdos curriculares de todos os níveis e modalidades de educação”, porém este recurso não surge para substituir o ensino e aprendizado presencial, muito menos o trabalho docente; surge esta tendência a fim de auxiliar o aluno no seu desenvolvimento pleno, necessitando de um professor que, por um lado persista em suas práticas, e por outro lado, seja flexível em adotar metodologias inovadoras.
         O professor deve estar aberto para mudanças, principalmente em relação à sua nova postura: o de facilitador e coordenador do processo de ensino aprendizagem; ele precisa aprender a aprender, a lidar com as rápidas mudanças, ser dinâmico e flexível. Acabou a esfera educacional de detenção do conhecimento, do professor “sabe tudo” (TAJRA, 2000, p. 114).
         Mediante a tantas transformações, o professor se sente desafiado e ao mesmo tempo receoso de colocar em prática aulas inovadoras e integradas com a informática, pois em sua opinião nenhuma ferramenta poderá substituir o livro, sim não irá substituir o livro, será suporte de pesquisa e auxiliará nos estudos, podendo o aluno aprender o mesmo conteúdo de diferentes formas, como por exemplo: tecnologia assistiva.
         Segundo Morán (1997) a internet é uma tecnologia que facilita a motivação dos alunos, pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece, neste sentido, é preciso desmistificar o conceito que internet aliena, o uso deve ser controlado por um adulto, o que hoje não acontece, pois um dos maiores causadores de alienação são os próprios pais, que dão liberdade aos filhos de terem todos os aplicativos e login nas mais variadas redes.
         Para Morán (1997, p. 6) “[...] Na Internet também desenvolvemos formas novas de comunicação, principalmente escrita” [...], ou seja, ajuda na reaproximação de pessoas distantes, pois possibilita comunicação através de diversos aplicativos e facilidades que hoje são oferecidas pelas operadoras de telefonia, porém tornam as pessoas com vícios de escrita com abreviaturas e simplificações nas palavras.
         Cabe ao professor inovar no processo educacional, instigando a partir da tecnologia a curiosidade e o prazer do seu aluno, desenvolvendo-se assim uma prática desafiadora e dinâmica. O uso dos recursos computacionais não substitui a prática educacional, o professor atua como colaborador/mediador nesta perspectiva midialógica.
         Sabemos que a internet disponibiliza diversas informações sobre um mesmo assunto, daí surge à importância do olhar do professor, a fim de que utilize o que é importante e necessário. Valente (1999) destaca que o processo de construção de conhecimento pelo aluno durante a navegação na internet se dá a partir do momento em que as informações encontradas na web forem ressignificadas por ele e não simplesmente absorvidas.
         Grande parte dos alunos tem acesso aos recursos computacionais/internet em suas residências, tornando assim o aprendizado mais eficaz, já que este tem um conhecimento prévio a respeito desta ferramenta, sendo necessário que a escola enquanto instituição adote e utilize o computador como ferramenta de suporte educacional, ampliando assim, suas habilidades computacionais e cognitivas.
         Moraes (1997, p. 53) afirma que “o simples acesso à tecnologia, em si, não é o aspecto mais importante” no contexto educacional, a criação de novos ambientes de aprendizagem e de novas dinâmicas sociais a partir do uso dessas novas ferramentas é que devem ser o objetivo dos docentes que resolvem trabalhar com estas tecnologias.
         Então, para conquistar a atenção deste aluno, rodeado por estímulos tecnológicos, é necessário pensar e colocar em prática atividades inovadoras e lúdicas, capazes de proporcionar diversas formas de aprender, para que o aluno tenha uma capacidade de apreender os conteúdos das aulas.

2.2.2 TECNOLOGIA ASSISTIVA
         O termo tecnologia assistiva vem sendo cada vez mais abordado por profissionais que atuam na  Educação Especial.
         Tecnologia assistiva é uma área de conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades, ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social  (BRASIL 2007ata da III reunião, linhas 225-230).
         Tecnologia assistiva,  dessa forma, aborda formas de tornar o sujeito funcional, e que o mesmo seja capaz de realizar as atividades propostas partir do uso de equipamentos e materiais, não necessariamente somente portadores de necessidades especiais, mas sim de quaisquer limitações apresentadas. Cabe ao professor, identificar o que o seu aluno é capaz de fazer, e como ele quanto profissional deve agir para desenvolver suas habilidades.
          Bersch(2008, p. 2) caracteriza tecnologia assistiva como
um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida independente e inclusão.
         Num sentido amplo percebemos que a evolução tecnológica caminha na direção de tornar a vida mais fácil. Sem nos apercebermos utilizamos constantemente ferramentas que foram especialmente desenvolvidas para favorecer e simplificar as atividades do cotidiano, como os talheres, canetas, computadores, controle remoto, automóveis, telefones celulares, relógio, enfim, uma interminável lista de recursos, que já estão assimilados à nossa rotina.
         Para a implementação do recurso de Tecnologia Assistiva é necessário um planejamento, partindo de algumas considerações relevantes, sendo elas: identificar a deficiência ou limitação do seu aluno, qual recurso utilizar e o objetivo. Após essa análise, torna-se fundamental que o recurso atenda a necessidade do seu aluno, fazendo com ele desenvolva aptidões e, por conseguinte sua autonomia, para realização das tarefas por si só.
         Os materiais, recursos, propostas, podem ser adaptados pelo professor manualmente, de acordo com as especificidades de seus alunos, ou comprados. Com o passar do tempo, aquele recurso irá desenvolver as potencialidades dos indivíduos, sendo assim, é essencial ir adaptando de acordo com a necessidade.
         A informática estimula a comunicação, interesse e autoconfiança, através de jogos complementares e interdisciplinares, gerando assim a construção de novos conhecimentos que importantes para formação do cidadão, desenvolvendo assim sua autonomia.
         Para Sanches (1991, p. 121) diz que “(...) para a maioria das pessoas as tecnologias tornam a vida mais fácil, para uma pessoa com necessidades especiais, a tecnologia torna as coisas possíveis”.
         Compreendendo assim, a necessidade de saber trabalhar com recursos tecnológicos, estando em constante formação continuada, a fim de melhoria educacional dos alunos.

2.2.3 TECNOLOGIAS ASSISTIVA E SUAS CATEGORIAS
         De acordo com “ADA” American with Disabilities Act as categorias foram definidas:

  Quadro 1: Categorias da Tecnologia Assistiva
Auxiliares à vida prática e diária Disponibilizar produtos de sua vida cotidiana, a fim de promover autonomia.
Comunicação aumentativa e alternativa Propiciar através das TA’s desenvolver habilidades nos alunos com dificuldades ou perca total da fala e/ou escrita.
Recursos de acessibilidade ao computador Hardwares e softwares para trabalhar com os portadores de necessidades especiais.
Acessibilidade arquitetônica Adaptar a estrutura física do ambiente
Órteses e próteses Substituir partes ausentes do corpo, ou usar a tecnologia junto com a parte comprometida.
Adequação postural Adequar a postura
Auxílio de mobilidade Possibilitar a mobilidade pessoal
Auxílio para cegos ou baixa visão Ampliar a baixa visão
Auxílio para pessoas com surdez ou déficit auditivo Auxiliar por meio de equipamentos (infravermelho, aparelhos para surdez
Adaptação em veículos Acessórios adaptados nos carros, promovendo maior comodidade, autonomia e segurança.
   Fonte: Kleina, 2012
O sistema de apoios proposto pela AADID (2010) é dividido por duas modalidades sendo caracterizadas por: naturais e de serviço.
A natural é quando o deficiente é capaz de realizar tarefas do cotidiano, ou seja, sendo autônomo  desenvolvendo assim, estratégias e recursos de como lidar com situações.
A de serviço, como o próprio nome já diz, refere-se ao apoio de um conjunto de profissionais para o desenvolvimento do portador de necessidades especiais.
 
2.3.4 RECURSOS DE HARDWARE E DE SOFTWARE PARA ALUNOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA
O computador foi um dos recursos mais citados acima, pois além de auxiliar no processo educacional ele também promove a independência e autonomia dos portadores de deficiência.
Um deficiente visual pode recorrer aos softwares sonoros para que possam utilizar o computador e agilizar os estudos, pois assim perderá menos tempo do que se fosse utilizar o Braille. Podendo assim, produzir mais e ser atuante em sala de aula. Os materiais disponibilizados em sala de aula também poderá auxiliar no aprendizado do deficente visual desde que esteja em arquivo digital, podendo assim o aluno escutar usando o software de seu computador.
Alunos com altas habilidades, o uso do computador será estimulante a partir de pesquisas e do uso de softwares que desenvolvam o raciocínio lógico.
Os alunos portadores de deficiência auditiva poderão utilizar o computador como fonte de comunicação, ou seja, trocar mensagem a partir recursos da internet.
Além disso, o computador não somente para os autistas como para todos os alunos é um instrumento de mediação do ensino aprendizado, desde que o professor/psicopedagogo e os próprios familiares saibam utilizá-lo com esse objetivo, sabendo assim, diferenciar que para necessidade faz-se necessário abordagens diferenciadas. Como por exemplo, um aluno com Hiperatividade não poderá receber estímulos de softwares muito ativos, pois isso implicará no desenvolvimento de sua atenção e concentração
.
2.3 A UTILIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NO CONTEXTO PSICOPEDAGÓGICO
         A Psicopedagogia trabalha o processo de aprendizagem levando sempre em consideração o ambiente em que o indivíduo está inserido, pois é através do conhecimento do cotidiano das crianças que é possível verificar as causas de suas dificuldades de aprendizagem.
Segundo Neves (apud, BOSSA, 2007, p. 21).
         A psicopedagogia estuda o ato de aprender e ensinar, levando sempre em conta as realidades interna e externa da aprendizagem, tomadas em conjunto. E, mais, procurando estudar a construção do conhecimento em toda sua complexidade, procurando colocar em pé de igualdade os aspectos cognitivos, afetivos e sociais que lhe estão implícitos.
         Investigar as causas da dificuldade do aprender é o papel do diagnóstico psicopedagógico. Durante esse processo o paciente é observado em todos os seus aspectos: cognitivo, familiar, pedagógico e social, por se tratar de um ser que emerge de uma vida real e portador de uma historicidade, onde as causas podem estar entrelaçadas ao presente ou ao passado do sujeito.
          Psicopedagogo por sua vez, tem a função de observar e analisar criteriosamente a escola através de um processo investigativo, as causas que podem estar impedindo e/ou dificultando a aprendizagem. Assim, o verdadeiro trabalho do Psicopedagogo no contexto escolar, é um trabalho preventivo e terapêutico diante das dificuldades dos alunos, buscando a identidade de forma interdisciplinar, olhando o todo , não focando somente em um aspecto, mas sim a família, a escola e questões sociais na qual está inserido esse sujeito multidimensional.
          O psicopedagogo escolar, ou seja Institucional tem a função de assessoria e intervenção diante das dificuldades de aprendizagem, ele atua em todos os espaços da escola observando criteriosamente sobre os problemas instalados. Trabalha com a equipe pedagógica e professores.
         A participação do professor, por inteiro, (corpo, organismo, inteligência e desejo) nessa relação, na sala de aula, no processo ensino-aprendizagem demanda a participação dos alunos também por inteiro. O organismo, transversalizado pela inteligência e o desejo, irá se mostrando em um corpo, e é deste modo que intervém na aprendizagem, já corporizado. (FERNÁNDEZ, 1990).
         O professor assume um papel de suma importância na aprendizagem dos seus alunos, a fim de promover um ensino prazeroso e atrativo, com o intuito de gerar significado/ aprendizado, buscando assim, estratégias para que o seu aluno possa aprender. Nota-se que em alguns casos, as estratégias de ensino não estão de acordo com a realidade do aluno, pois a prática do professor em sala de aula é decisiva no processo de desenvolvimento dos seus alunos, esse talvez seja o momento do professor rever a metodologia utilizada para ensinar seu aluno.
         O psicopedagogo clínico tem a função terapêutica. É na clinica que se faz a avaliação psicopedagógica (processo investigativo), para depois intervir ou encaminhar os pacientes. É através da “escuta psicopedagógica”  e do olhar, que o psicopedagogo consegue observar e analisar esse indivíduo. Para Weffort (1997), não ouvimos
realmente o que os outros falam, e sim o que se quer ouvir.
         Segundo Nádia Bossa, a Psicopedagogia refere-se a um saber e a um saber fazer, às condições subjetivas e relacionais – em especial familiares e escolares – às inibições, atrasos, desvios do sujeito ou grupo a ser diagnosticado. O conhecimento psicopedagógico não se cristaliza numa delimitação fixa, nem nos déficit e alterações subjetivas do aprender, mas avalia a possibilidade do sujeito, a disponibilidade afetiva de saber e fazer, reconhecendo que o saber é próprio do sujeito (2000, p. 127).
         É necessário que haja uma relação aluno/ psicopedagogo pautada na empatia, para que o aluno tenha confiança e sinta-se seguro em sua avaliação e assim, descobrir qual é a metodologia que melhor se encaixa para o desenvolvimento do paciente.
         O diagnóstico é feito a partir da avaliação de uma equipe, através da utilização de diferentes materiais (intervenção), caso o psicopedagogo identifique problemas de aprendizagem, ele encaminhará o paciente para um tratamento psicopedagógico, mas se ele julgar necessário poderá encaminhar para o psicólogo, um fonoaudiólogo, um neurologista, ou outro profissional dependendo do caso.
         Conclui-se que o psicopedagogo deve orientar pais e professores, ou seja, ser o mediador de todo o processo, sendo a família imprescindível para uma atuação mais direta e preventiva , tornando mais fácil a identificação do problema e por conseguinte sucesso no tratamento.
         Vale ressaltar, a importância de o aluno permanecer em seu acompanhamento, mesmo depois de apresentar alguma evolução.
Atualmente uma das maneiras que vem revolucionando o processo de ensino-aprendizagem é a introdução de recursos tecnológicos computacionais na clínica de Psicopedagogia, fazendo com que os pacientes sejam parte ativa do processo de ensino / aprendizagem.
É importante afirmar que a UNESCO tem a preocupação com as relações estabelecidas entre o professor e as mídias, pois existem dúvidas sobre a real capacidade de todos os professores serem capazes de ensinar utilizando recursos tecnológicos. Neste contexto, Alfabetização Midiática e Informacional surge como um instrumento voltado e relacionado para o desenvolvimento de programas que proporcionam estudos e novos conhecimentos na utilização dos computadores por parte dos docentes.  A partir destes programas entende-se ser primordial ao currículo profissional não apenas utilizar mídias e recursos computacionais, mas, sobretudo, saber utilizar estes mesmos recursos. Aos professores são apresentadas metodologias que ajudam a compreender como funciona a utilidade do computador no processo educacional e a importância dos profissionais conhecerem sobre o que estão ensinando, não basta que prepare uma aula perfeita e ilustrativa, se o professor não sabe utilizar dos recursos para provocar o aprendizado.
A tecnologia assistiva tem como objetivo principal a criatividade, pois a tecnologia assistiva é desenvolvida a partir de necessidades específicas de cada indivíduo.  Desse modo, os portadores de necessidades especiais buscam qualidade de vida e inclusão social , através de ações simples como usar o computador e andar pela rua.
         Com isso, na maioria das vezes usam produtos desenvolvidos com base da tecnologias assistivas para auxiliar na reabilitação , independência e autonomia dos deficientes.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho visa contribuir através de metodologias e estratégias para uma reflexão sobre as práticas dos professores que possuem alunos com algum tipo de deficiência, a partir do uso da tecnologia como ferramenta de auxílio ao aprendizado. Deste modo, o olhar aqui desenvolvido foi direcionado para ações destes profissionais, assim como para o reflexo que estas práticas e modernas ferramentas computacionais, possuem sobre o seu crescimento intelectual e cognitivo, respaldada em uma educação integradora a fim da formação conhecimento, centralizada na figura das crianças.
“[...] não existe uma única forma de aprender e tão pouco uma única forma de ensinar, mas o bom aprendizado é, aquele que envolve sempre a interação com os outros indivíduos e a inferência direta ou indireta deles, e fundamentalmente, o respeito ao modo peculiar de cada um aprender”. (VYGOTSKY, 1989 apud ALVES et al, 2006, p.22)
A Educação Especial vem buscando a inserção/ participação/integração de todos os portadores de necessidades especiais na Instituição Regular, com o intuito de minimizar o preconceito existente com esses alunos
Os termos tecnologia educacional e tecnologia assistiva se diferem, entende-se por tecnologia educacional  o uso da tecnologia como um todo, para todos os alunos da classe, já a tecnologia assistiva tem por finalidade ir além de suas limitações, buscando promover a independência e autonomia do aluno através de recursos que irão desenvolver suas potencialidades.
Radabaugh (1993) afirma que “para as pessoas sem deficiência a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis”.
De acordo com o Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência (SNRIPD) de Portugal afirma:
“Entende-se por ajudas técnicas qualquer produto, instrumento, estratégia, serviço e prática utilizada por pessoas com deficiência e pessoas idosas, especialmente, produzido ou geralmente disponível para prevenir, compensar, aliviar ou neutralizar uma deficiência, incapacidade ou desvantagem e melhorar a autonomia e a qualidade de vida dos indivíduos”. (PORTUGAL, 2007).
Nesse sentido, é possível considerar a tecnologia assistiva como aliada aos avanços limitacionais dos alunos.

4. REFERÊNCIAS
BARKLEY, R. A. Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Porto Alegre: Artmed, 2002.
FREITAS, M. T. de A. Computador/Internet como Instrumentos de Aprendizagem: uma reflexão a partir da abordagem psicológica histórico-cultural. In: 2º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação. Universidade Federal de Pernambuco. Recife, Anais eletrônicos, 2008. Disponível em <https://www.ufpe.br/nehte/simposio2008/anais/Maria-Teresa-Freitas.pdf>. Acesso em 27 out 2015
HALLOWELL, E.; RATEY, J. J. Tendência à distração. 2. ed. Editora Rocco, 1999. 354p.
KLEINA, Claudio. Tecnologia AssisTiva em educação especial e educação inclusiva/ Curitiba: InterSaberes, 2012. – ( Série Inclusão Escolar).
PAROLIN, Isabel Cristina Hierro. Aprendendo a incluir e incluindo para aprender. São José dos Campos: Pulso Editorial, 2006.
PORTUGAL. Secretariado Nacional de Reabilitação e Integração da Pessoa com Deficiência. Disponível em http://www.snripd.pt/default.aspx?IdLang=1 Acesso em 03/01/2018.
RADABAUGH, M. P. NIDRR's Long Range Plan - Technology for Access and Function Research Section Two: NIDDR Research Agenda Chapter 5: TECHNOLOGY FOR ACCESS AND FUNCTION - http://www.ncddr.org/rpp/techaf/lrp_ov.html
RODRIGUES, A. M. M. Por uma filosofia da tecnologia. São Paulo: Cortez, 2001.
VYGOTSKY, LEV S.  A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 3ª.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1989. 168p. (Coleção Psicologia e Pedagogia. Nova Série).

Raquel Barbosa Nogueira
Enviado por Raquel Barbosa Nogueira em 05/08/2019
Código do texto: T6713217
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Sobre a autora
Raquel Barbosa Nogueira
Campos dos Goytacazes - Rio de Janeiro - Brasil, 26 anos
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