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DIRETRIZES HARMÔNICAS

            A Terra constitui um hospital/escola, onde chegamos com o objetivo de aprender alguma tarefa ou curar alguma cicatriz de erros pretéritos. O mundo espiritual está sempre colaborando conosco, com os encarnados, no sentido de despertarmos para a vida real, do espírito, e não nos deixarmos enganar pelas aparências fugazes do mundo material, que serve simplesmente de laboratório para o espírito.

            Sempre tem havido diretrizes harmônicas para nós, que estamos reencarnados na matéria, sem consciência do que aconteceu em outras vivências, e sofrendo o peso do “escafandro de carne” que operamos. Em função dos desejos que invade nossa mente, vindo dos interesses da carne, de se preservar e reproduzir, facilmente esquecemos ou tememos aquilo que o mundo espiritual nos ensina. Muitas vezes desanimamos e fugimos do dever que chega à nossa consciência.

            Hoje temos, com as lições do espiritismo, um bom arcabouço psicológico e filosófico, que desmitifica a morte e revela a realidade além do mundo material. Compreendemos melhor qual é a nossa finalidade existencial, os condicionamentos e reflexos que sofremos, as imposições e necessidades do corpo físico, e tudo isso nos ajuda a operar a vontade em busca dos interesses evolutivos do espírito.

            Esses conhecimentos servem como diretrizes para a criação de um paradigma de vida condizente com os objetivos espirituais. Isso muitas vezes entra em confronto religioso, em algumas ocasiões, com situações muito comum de ser encontrada no Brasil: o alto índice de criminalidade. São pessoas brutalizadas que vivem entre nós como verdadeiras feras, selvagens, que não titubeiam em matar para alcançar seus objetivos materiais. Para fazer isso usam armas, e o país, de forma inconsequente, aprova um estatuto de desarmamento onde quem possui e carrega armas são essas feras. O cidadão que não tem essas tendências materiais e criminosas, é obrigado a andar e viver dentro de suas casas sem armas, se tornando um alvo extremamente fácil para esses meliantes.

            Entro em desarmonia muitas vezes com confrades, por defender o uso de uma arma para me defender dessas feras. Meus confrades, em sua maioria, são de opinião que não devemos armar armados, que é melhor ser vítima do que algoz. Acontece que não quero ser vítima nem algoz, e usando uma arma para me defender, evito ser uma vítima indefesa, e se for necessário usar a arma nessas circunstâncias de defesa, acredito que eu não esteja sendo algoz.

            Ao procurar uma diretriz harmônica para viver, justifico perante a minha consciência, onde está a lei de Deus, e não me sinto reprovado por isso. Afinal, nosso maior Mestre já advertia: orai e vigiai. De que adianta eu vigiar dentro de casa e estiver em orações, se um bando invade meu lar, e faz todo tipo de brutalidade que seus instintos perversos exigem? Qual a vantagem espiritual de ser uma vítima com minha família, sob essa onda de agressividade? Afinal, nós amamos os animais, mas quando entramos na selva, devemos ir armados, pois senão seremos devorados nas garras da primeira fera que aparecer.
Sióstio de Lapa
Enviado por Sióstio de Lapa em 04/04/2019
Código do texto: T6615349
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Sióstio de Lapa
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 67 anos
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