DO MUNDO MULTIPOLAR PARA O BIPOLAR NA GUERRA FRIA

RESUMO

Após a unificação da Itália no final de 1870 e da Alemanha em janeiro de 1871, vários países disputavam a hegemonia ( supremacia, superioridade, cultural, econômica ou militar) que se intensificou com a Primeira e Segunda Guerra Mundial, para alguns historiadores na realidade foi apenas uma guerra em que houve um pequeno intervalo entre elas. Nesse cenário, Inglaterra e França tinham se consolidado como potencias imperialistas, EUA, Alemanha, Itália, Japão e Rússia, competiam pela ampliação de mercado de seus produtos industrializados e fontes de matéria prima para suas indústrias, Assim prevalecia a ordem multipolar, ou seja, haviam diversos polos ou centro de poder no cenário internacional. Para complementar esse texto será anexado em particular a unificação da Itália e a unificação da Alemanha.

A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL = 1914-1918 = Resultou de um conjunto de acontecimentos relacionados à disputa por mercados entre potências industriais, as quais organizadas em alianças políticas e militares buscaram defender seus interesses econômicos e ampliar sua influência política, cultural e militar no mundo globalizado. De um lado havia a Tríplice Entende formados pela Inglaterra, França e Rússia e do outro Alemanha, Itália e o Império Austro-húngaro. Derrotados em 1917, a Rússia abandonou a guerra após a revolução socialista, e depois da guerra civil liderada por Lênin em 1922 adotou o nome de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) em que na sua bandeira passou a ser composta pelas figuras de uma foice e um martelo simbolizando a união do trabalhador do campo com o da indústria. O EUA entraram na guerra em 1917 com seu poderoso arsenal bélico teve importância decisiva na vitória da Tríplice Entende

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL= 1939-1945 = Em 1929 quando o mundo era dominado pelas disputas imperialistas a economia mundial foi surpreendida pela crise econômica provocada pela quebra da Bolsa de New York, até então o EUA estavam ajudando financeiramente os países da Europa prejudicados com a Primeira Guerra. Na Alemanha e na Itália, em particular, o fim dos investimentos americanos provocou o fechamento de várias indústrias, agravando o desemprego e o empobrecimento da classe média e das classes trabalhadoras. Esse cenário facilitou a ascensão do nazismo na Alemanha e do fascismo na Itália que prometiam para a população melhores dias e um Estado Forte e respeitado, em suma prometiam como por um passe de mágica a solução dos problemas que afetavam principalmente as classes mais desfavorecidas.

Nesse contesto somava-se ainda o ressentimento da Alemanha que perdeu a região da Alsácia e Lorena para a França auxiliada pelos ingleses. Essa região que foi perdida para os franceses era rica em carvão e ferro. Sentindo-se humilhada e prejudicada no tratado de paz assinado com o término da primeira guerra, Hitler a frente do partido nazista prometeu o revanche em favor da Alemanha, arrastando o povo alemão para o início da Segunda Guerra. Convém destacar que nem todos os alemães eram a favor da guerra e do nazismo, portanto esses alemães foram os primeiros presos a serem enviados para os campos de concentração. Notaremos que os países que participam da Segunda Guerra são os mesmos que haviam participado da Primeira e, pelos mesmos motivos. Os Aliados formados principalmente por EUA, França, Inglaterra e Rússia contra o EIXO formado por Alemanha, Itália e Japão. Na Europa após muita luta por terra mar e ar, a Itália se rendeu em 1943 que após a derrota, o povo apoiou a luta em favor dos aliados. A Alemanha se rendeu em 8 de maio de 1945, com a morte de Adolf Hitler e Eva Brown, uma grande quantidade de oficiais alemães foram presos, alguns julgados, condenados e executados. O governo do EUA aproveitou a situação e levou para a América todos os cientistas de todas as áreas que pode capturar, principalmente o gênio alemão Wernher Von Braun, responsável pela construção das bombas V 1 e V 2, que passou a atuar como chefe supremo da NASA durante a corrida espacial gerada pela Guerra Fria (disputa pela hegemonia sem a utilização de armas)