A IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA PSICOPEDAGÓGICA EM FAVOR AO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Não considere nenhuma prática como imutável.

Mude e esteja disposto a mudar novamente.

Não aceite verdade eterna. “Experimente”

SKINNER

RESUMO

Este artigo tem como objetivo abordar questões que nos levam a refletir sobre a importância da prática psicopedagógica em favor ao aprendizado dos alunos que muitas vezes apresentam dificuldades neste processo os conduzindo consequentemente ao fracasso escolar. Dizemos que um aluno está com dificuldades de aprendizagem, quando o mesmo não consegue ler, escrever, calcular e desempenhar algumas atividades. Causas estas muitas vezes cognitivas; afetivas, emocionais, econômica, sociais e culturais que podem influenciar causando sérios transtornos à criança e ao adolescente. Levando em consideração a importância do processo de aprendizagem cabe ao professor adaptar se e buscar novos conhecimentos para aprimorar o seu trabalho produzindo favoravelmente sucesso ao seu aluno.

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PALAVRAS-CHAVE: Importância. Prática. Psicopedagogia. Ensino-Aprendizagem.

1 INTRODUÇÃO

Este artigo tem por objetivo apresentar aos profissionais da área uma nova visão sobre as dificuldades da aprendizagem, conscientizando-os da necessidade de colocar em prática ideias que proporcionem aprendizado favorável desenvolvendo a competência e habilidade dos alunos.

Costumamos dizer que um aluno está com dificuldades para aprender

Quando o mesmo passa a apresentar dificuldades ao ler, escrever, calcular ou desempenhar algumas atividades escolares com sucesso, independentemente, deste ter ou não potencial normal ou superior aos demais para aprender.

Esther Pillar Grossi doutora em Psicologia da Inteligência pela Universidade de Paris explica: "Desde o nascimento até a hora da morte, todo ser humano tem potencial para aprender algo novo. Porém, a inteligência é um processo a ser construído e precisa de uma série de oportunidades para acontecer. ”.

Alguns fatores podem influenciar neste processo da aquisição de aprendizagem se mal sucedido causando transtornos para a criança, a família e até mesmo para a escola, tais como: A metodologia utilizada na sala de aula, currículo escolar apresentado inadequadamente aos alunos, à falta de prática de alguns profissionais, exercícios e conteúdos inapropriados, entre outros. Vejamos o que diz SCOZ (2002) a respeito desta prática:

[...], no que se refere à prática docente suponho que o despreparo e a.

Insegurança está na raiz da dissimulação, da estratégia de culpar a vítima.

e ao mesmo tempo ama- La sem nada poder fazer de objetivo para evitar-lhe

o peso do fracasso. Uma melhor capacidade profissional do professor

Permitiria, no mínimo, eliminar essa hipótese. [...], vejo na capacidade.

Profissional o ponto crítico a partir do qual imprimir um caráter político à

Prática docente para esse professor. (SCOZ, 2002, p. 12).

A psicopedagogia contribui para o diagnóstico das dificuldades da aprendizagem possibilitando ao professor olhar cada aluno de forma única facilitando o desempenho escolar.

SCOZ (2002) diz a respeito “[...] o objetivo principal da psicopedagogia é resgatar uma visão mais globalizante e, consequentemente, dos problemas decorrentes desse processo”. Ou seja, na opinião do autor além de identificar as causas, verifica a origem das diversas manifestações.

Portanto a proposta deste estudo é abordar questões desde o momento do surgimento da Psicopedagogia até os dias atuais, além de apresentar questões de como ocorre o processo de aprendizagem tratando as possíveis dificuldades que ocorrem durante este processo, ampliando o conhecimento dos estudantes da área possibilitando-os ter uma ponte que favoreça seu entendimento a respeito do aluno enquanto sujeito construtor do seu próprio conhecimento.

2 A HISTÓRIA DA PSICOPEDAGOGIA NO BRASIL E SUA TRAGETÓRIA

A história da psicopedagogia começa a partir da necessidade de compreensão do processo de aprendizagem de caráter interdisciplinar, bem como também para atender as necessidades de crianças com problemas e dificuldades de aprendizagem.

No Brasil a psicopedagogia iniciou-se na década de 70 na qual as dificuldades de aprendizagem eram associadas à função neurológica nomeada na época de (DCM) “Disfunção cerebral mínima” que segundo BOSSA. (2000. p. 48) virou moda na época, camuflando os problemas sócio-pedagógicos.

De acordo com Visca (apud BOSSA, 2000, p. 21).

[...] a psicopedagogia foi inicialmente uma ação subsidiada da medicina e da

psicologia, perfilando - se posteriormente com um conhecimento independente e

complementar possuída de um objeto, denominado de processo de aprendizagem, e

de recursos diagnósticos, corretores e preventivos próprios

A Psicopedagogia começa a se estruturar e é sustentada por referenciais teóricos que oferecem estudos, teses e produções científicas para auxiliar profissionais de áreas afins.

Também na década de 70 iniciam-se os primeiros cursos de especialização com enfoque psicopedagógico na PUC em São Paulo,

Segundo Mendes (1998, p. 44).

Em meio à deste processo do surgimento dos cursos, há que se destacar o papel da.

Associação Brasileira do Psicopedagogia, constituída em 1980 sob a denominação

de associação dos psicopedagogos de São Paulo, graças à iniciativa de um grupo

profissionais formados pelo curso da sedes [ ....] O pioneirismo destas pessoas

estava fundamentado um discurso daqueles que ao se apropriarem de um função

teórica, embasavam sua pratica em referencial ( a partir de então) denominado

psicopedagogo.

Em 1979 cria-se em São Paulo no instituto Sapientiase o primeiro curso regular em Psicopedagogia, mas é no Rio de Janeiro nos anos 80 que a escola Guatemala inicia trabalhos juntamente com os professores para promover ações preventivas voltadas á preocupação das deficiências de aprendizagem.

É importante ressaltar também a respeito do processo de surgimentos da psicopedagogia que segundo MENDES (1998, p. 44).

Em meio à deste processo do surgimento dos cursos, há que e se destacar o papel da

Associação Brasileira do Psicopedagogia, constituída em 1980 sob a denominação

de associação dos psicopedagogos de São Paulo, graças à iniciativa de um grupo

profissionais formados pelo curso da sedes. O pioneirismo destas pessoas

estava fundamentado um discurso daqueles que ao se apropriarem de um função

teórica, embasavam sua pratica em referencial ( a partir de então) denominado

Psicopedagogo. ( MENDES 1998, p. 44)

Conforme (SAMPAIO 2006) O Brasil recebe influências Americanas, Europeias e Argentinas. Utilizando – se também da Psicologia, da epistemologia e de teorias cognitivistas e psicogenéticas, tais como: Piaget, Freud, Enrique Pichon Riviere, entre outros.

VISCA (2001) também obtém grande contribuição com a teoria que tem como principal objeto de estudo os níveis de inteligência da psicanálise sobre as manifestações emocionais.

SISTO (2001) também fala sobre esses fatores emocionais que envolvem este processo.

[...]. Sentimentos básicos de alegria e tristeza, sucesso e fracasso

experimentados em relação aos objetos e situações também serão

experimentados, futuramente, em relação ás próprias pessoas, o que dará

origem aos sentimentos interindividuais. (SISTO, 2001, p.102)

Como já citado a psicopedagogia surgiu para tratar os problemas da aprendizagem promovendo a resolução de problemas, bem como tem como função investigar buscar, perceber raciocinar, conduzir examinar, e contribuir para o desenvolvimento intelectual do aluno promovendo interferência por isso se dá a importância de se aprofundar e se especializar no assunto.

[I...] A psicopedagogia além de dominar a patologia e a etiologia dos

problemas de aprendizagem, aprofundou conhecimentos que lhe

possibilitam uma contribuição efetiva não só relacionada aos problemas de

aprendizagem, mas, também, na melhoria da qualidade do ensino oferecido

nas escolas. [...]. Dessa forma contribui para a percepção global do fato

educativo e para a compreensão satisfatória dos objetivos da educação e

da finalidade da escola, possibilitando, assim, uma ação transformadora.

(SCOZ, 2002, p. 34)

A psicopedagogia tem por objetivo compreender, estudar e pesquisar a aprendizagem e as dificuldades humanas. Na concepção do termo busca-se o resultado de uma investigação sobre o homem e suas multifaces: biológica, afetiva-intelectual, como objeto de estudo da Psicopedagogia.

De acordo com SCOZ (1994) “[...] o objetivo principal da psicopedagogia é resgatar uma visão mais globalizante e, consequentemente, dos problemas decorrentes desse processo”. Além de identificar as causas, verifica a origem das diversas manifestações.

Bem como suas características relacionais com a aprendizagem, tendo ainda como meta compreender a complexidade dos múltiplos fatores envolvidos neste processo.

Nesse sentido, BOSSA (1994, p.06) diz que

Penso que a psicopedagogia com área aplicação, antecede status de área de estudos,

o qual tem procurado sistematizar um corpo teórico próprio, definir seu objeto de

estudo, demiliar, seu campo de atuação, e para isso recorrer à psicologia,

psicanálise, lingüística, fonoaudiólogo, medicina, pedagogia.

BOSSA (1994, p.06)

Uma vez que a aprendizagem é entendida como decorrente de uma construção, processo o qual leva ao questionamento, pesquisas e a diagnóstico podendo levar ao tratamento e prevenção das dificuldades na aprendizagem.

3 A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA PARA EVITAR O FRACASSO ESCOLAR.

Com base nas pesquisas podemos notar que o processo de ensino aprendizagem é árduo mais também gratificante quando atingimos o nosso objetivo.

Sabemos que muitas vezes não conseguimos conduzir o aluno ao aprendizado por estarmos despreparados, por esse motivo cabe ao professor se conscientizar da importância de mediar e adotar práticas de interversões preventivas e diagnósticas para que o seu trabalho contribua satisfatoriamente para a instituição escolar, bem como para o aluno promovendo ao mesmo a possibilidade de ativar a potencialização das competências e habilidades para a superação dos obstáculos da aprendizagem.

RAMOZZI-CHIAROTTINO, que realiza pesquisas nesse enfoque explica:

Depois de vários anos de observação do comportamento da criança em situação

natural, chegamos à conclusão de que os distúrbios de aprendizagem são

determinados por deficiências no aspecto endógeno do processo da cognição e

de que a natureza de tais deficiências depende do meio no qual a criança vive e

de suas possibilidades de ação neste meio, ou seja, depende das trocas do

organismo com o meio, num período crítico de zero a sete anos.

Ramozzi-Chiarottino (1994, p.83).

Neste momento a intervenção psicopedagógico é de suma importância acontecer, pois focaliza o sujeito na sua relação com a aprendizagem conforme afirma RUBSTEIN.

[...]. (A intervenção psicopedagógica focaliza o sujeito na sua relação com a

aprendizagem. A meta do psicopedagogo é ajudar aquele que, por

diferentes razões, não consegue aprender formal ou informalmente, para

que consiga não apenas interessar- se por aprender, mas adquirir ou

desenvolver habilidades necessárias para tanto (RUBINSTEIN, 2001, p.

25)

CAMPOS aponta (2001, p.211) que Ao psicopedagogo não interessam as questões de estrutura da personalidade, enquanto estas não afetam de forma que manifesta o vínculo do individuo com aprendizagem.

Da mesma forma, o psicopedagogo não trabalha específico unicamente com conteúdos escolares e formas. Mas antes com situ ações cognitivas com o próprio processo de pensamento, de construção do conhecimento e solução de problemas procura-se o resgate do prazer em aprender, não para a escola, ou para a família, mas para a vida da criança.

Concluído uma vez o sujeito mencionado nesse artigo tendo oportunidade a um

vínculo com um psicopedagogo poderá ter a oportunidade de compreender de forma única e integral e vencer seus obstáculos na dificuldade de aprendizagem, ou seja, resgatar suas questões relacionadas à aprendizagem

Portanto é importante priorizar tais conceitos, pois a escola necessita de profissionais capacitados e habilitados para diagnosticar e identificar problemas que possam interferir neste processo de aprendizagem, tais como: Fatos sociais, cognitivos e afetivos.

É necessário que este profissional da educação adote um olhar mais amplo assumindo uma linha de ação de facilite esse processo educacional tanto na instância do ensinar quanto na instância do aprender.

4 PSICOMOTRICIDADE: ALICERCE PARA UMA APRENDIZAGEM SATISFATÓRIA.

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Percebemos que o número de jovens e adolescentes que não acompanham o restante do grupo na aprendizagem tem crescido muito, e com isso aumenta também a preocupação em como auxiliar estes alunos neste processo a fim de utilizar meios que possibilitem que seus objetivos sejam alcançados através de estratégias bem elaboradas.

E por acreditar que a psicomotricidade auxilia o psicopedagogo neste desenvolvimento integral dos alunos com problemas de aprendizado ajudando-o na percepção de mundo e de si mesmo através de trabalhos com o corpo e a mente.

Conforme FONSECA (1985.pag. 21) “A psicomotricidade é a expressão do pensamento pelo ato motor, preciso, econômico e harmonioso”

A psicomotricidade é uma ciência que estuda o ser humano em sua totalidade nela o aluno precisa estabelecer equilíbrio motor através do pensar, sentir e agir para aprender.

De acordo com a citação de SISTO, (2001 pág. 144).”‘ A psicomotricidade existe nos menores gestos e em todas as atividades que desenvolve a motricidade da criança visando o conhecimento e domínio do seu próprio corpo.”

Segundo ALMEIDA (2000. p. 83), a proposta é possibilitar ao aluno raciocinar e pensar em tudo que aprende, encontrando respostas para os porquês e soluções inteligentes para solucionar os problemas relativos à escola e a sua vida.

Portanto conclui-se que a psicomotricidade e a psicopedagogia são aliadas e andam juntas contribuindo responsavelmente para o desenvolvimento e tratamentos de dificuldades da aprendizagem sempre visando o aprimoramento das ações educativas abordando fatos que desenvolvam a habilidade motora despertando um conhecimento de mundo e de si mesmo.

É imprescindível que todos os profissionais da área se conscientizem que o trabalho com o movimento motor é essencial para o desenvolvimento corporal, emocional e mental do aprendiz.

5 LUDICIDADE PARA UMA EDUCAÇAO DE QUALIDADE

Tendo em vista que uma educação de qualidade é compreendida como aquela que abrange a diversidade, podemos observar que o processo educativo não é apenas papel do professor que é um agente mediador entre o aluno e a sociedade, mas também de responsabilidade de todo o coletivo da escola. A instituição escolar é reconhecida e identificada pelo seu caráter social e socializador e é por meio dela que o individuo entra em contato com o processo de ensino aprendizagem.

Neste sentido cabe adotar praticas e alguns recursos que facilitem este processo e as atividades lúdicas podem ser grandes aliadas neste âmbito, tais como; teatro musica contações de historias, e jogos que estimulam a criatividade contribuem na construção do pensamento adquirindo significados simbólicos que promovam a aprendizagem do aluno em vários níveis.

O jogo é um fenômeno universal e esta presente em todas as culturas. Sua importância na história da construção psíquica dos sujeitos humanos tem sido objeto de estudo das mais diversas disciplinas que direta ou indiretamente estudam dos aspectos comportamentais e cognitivos. FONSECA (1985.p. 11.)

As atividades lúdicas contribuem para o desenvolvimento físico e cognitivo intelectual do aluno promovendo o incentivo para que ele possa de forma autônoma encontrar soluções problemas, com ela o professor pode desenvolver habilidades de interdisciplinaridade, momentos de interação e afetividade entre grupos, bem como desenvolve também habilidades motoras.

Nesse aspecto, salienta Bossa,

A escola passa a ser vista pela criança como a causadora da sua

infelicidade e a de seus pais e por isso, ela começa a detestá-la. Muitas

vezes, após anos de sofrimento, acaba abandonando os estudos, sem

saber que foi levada a abrir mão de uma parte da sua felicidade: o

prazer de conhecer coisas maravilhosas que a natureza reservou para o

ser humano (2000, p. 30).

Conforme ALMEIDA (2000. P. 83) a proposta é possibilitar ao aprendiz raciocinar e pensar em tudo que se aprende, buscando respostas para os “porquês” e soluções para os problemas relativos a escola e a sua própria vida, tornando- o sujeito critico.

É através de jogos e atividades de movimentos que criança lida com regras, planeja estratégias, aprende a enfrentar situações, utiliza o raciocínio lógico, supera desafios propostos, aprende trabalhar em equipe, supera seus medos e angustias. No entanto alguns requisitos são indispensáveis a observação do psicopedagogo no momento da atividade: A iniciativa, a concentração, o interesse e a motivação do aluno.

Sendo assim vemos que a educação através de atividades psicomotoras como os jogos e brincadeiras é de grande importância para a construção da identidade e autonomia integral do aluno, auxiliando na coordenação e consciência do seu corpo, colocando em pratica funções intelectual e levando a interação social e a um desenvolvimento global.

6 PSICOGENESE DA LINGUA ORAL E ESCRITA: CONTRIBUIÇOES, EQUÍVOCOS E CONSEQUÊNCIAS

Visando o aprimoramento das ações educativas e enfatizando conforme afirma o construtivismo a alfabetização ocorre de maneira individual,

Podemos perceber claramente que alguns alunos aprendem de forma mais rápidas e outros nem tanto, sabemos também que algumas situações não favorecem este processo como, por exemplo, a superlotação em sala de aula, a falta de recursos e até mesmo a má formação do próprio professor.

Em resposta a esta indagação Ferreiro (1992) ressalta que o papel do professor ao fato de os alunos já possuírem um repertório sobre a compreensão da escrita

As pesquisas de Emilia Ferreiro e colaboradores romperam o

imobilismo lamuriento e acusatório e deflagaram um esforço coletivo

de busca de novos caminhos. Deslocando a investigação do “como

se ensina” para o “como se aprende”, Emilia Ferreiro descobriu e

descreveu a psicogênese da língua escrita e abriu espaço – agora

sim – para um novo tipo de pesquisa em pedagogia. Uma pedagogia

onde a compreensão do papel de cada um dos envolvidos no

processo educativo muda radicalmente. Suas ideias, quando levadas

a prática, produzem mudanças tão profundas na própria natureza das

relações educacionais, alteram de tal maneira as relações do poder

pedagógico que, sonho ou não, é inevitável acalentar a ideia de que

esta revolução conceitual sobre a alfabetização acabe levando a

mudanças profundas na própria estrutura escolar (1999, p.6)

Deste modo faz-se necessário considerar alguns equívocos cometidos e presentes ainda hoje já que na maior parte do tempo alguns tendem a empregar um avaliação mais tradicional, utilizando provas escritas apenas e atribuindo uma única nota, que muitas vezes nem condiz com o comportamento do aluno em sala de aula que dificultam este processo trazendo grandes consequências e insucesso ao aluno levando a reprovação

O aluno que repete várias vezes a mesma serie tende a demonstrar ausência de estimulo e falta de motivação para estudar: Algumas vezes, torna-se indisciplinado ou, então, totalmente apático ás atividades escolares. E a escola, (...) torna-se para o aluno um local de tortura psicológica, devido aos seus constantes fracassos escolares, ( HAYOT, 2004, p. 26).

Cabe ressaltar que o professor deve ter em mente que a aprendizagem é processo de construção individual de cada aluno e que a leitura e a escrita são habilidades importantíssimas em um mundo globalizado, tornando assim o aluno capaz de comunicar com clareza suas ideias e visão de mundo, uma vez que:

A escrita, sistema simbólico que tem um papel mediador na relação

entre sujeito e objeto de conhecimento, é um artefato cultural que

funciona como suporte para certas ações psicológicas, isto é, como

instrumento que possibilita a ampliação da capacidade humana de

registro, transmissão e recuperação de ideias, conceitos, informações

(OLIVEIRA, et al. 2002, p.63)

Acredita-se que o caminho mais favorável é conduzir o discente ao questionamento fazendo-o refletir sobre o objeto de estudo no qual se esta trabalhando não bastando apenas apontar os seus erros.

O professor deve utilizar diversos instrumentos de avaliação, como trabalhos em grupos, atividades extracurriculares, a auto avaliação do seu próprio texto também podem ser grande aliados para que se obtenha melhor desempenho.

Contudo nota-se que é preciso refletir sobre as formas de avaliação que atualmente estão empregando nas escolas atualmente, sobretudo buscando melhorias e novos métodos de uma avaliação mais formativa que promovam o estimulo dos alunos conduzindo ao aprendizad

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Contudo concluímos que os problemas de aprendizagem fazem parte de uma realidade dentro das escolas, portanto faz-se necessário que todos os envolvidos no

Neste processo de ensino e aprendizagem sejam leitores e pesquisadores de soluções para melhorar os problemas de aprendizagem e como podem ser trabalhados de forma a minimizar situações difíceis relacionadas ao assunto no dia a dia da escola e do aluno.

As pesquisas sobre a importância da psicopedagogia como metodologia primordial para o desenvolvimento do trabalho das escolas, no combate aos problemas de aprendizagem dos alunos. Mas quando educadores escolares fazem reflexão sobre sua prática de ensino, é possível analisar o porquê do aluno não conseguir aprender e conseguem detectar fatores que estão interferindo, negativamente, no processo de aprendizagem e que provocam o insucesso do aluno, da escola e da família do aluno.

Campos aponta (2001, p.211) que:

Ao psicopedagogo não interessam as questões de estrutura da personalidade,

enquanto estas não afetam de forma que manifesta o vínculo do individuo com a

aprendizagem. Da mesma forma, o psicopedagogo não trabalha específica e

unicamente com conteúdos escolares e formas. Mas antes com situ ações cognitivas,

com o próprio processo de pensamento, de construção do conhecimento e solução

de problemas. Procura-se o resgate do prazer em aprender, não para a escola, ou

para a família, mas para a vida da criança.

Essa pesquisa buscou apresentar teorias de aprendizagem que comprovem a importância da psicopedagogia para a aprendizagem do aluno e espera-se que este trabalho de fato também tenha contribua para a formação de professores propondo a integração de diferentes abordagens teóricas, através da compreensão dos conceitos presentes.

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REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Paulo Nunes. Educação lúdico-técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo, Edições Loyola: 2000,11ª Ed.

BOSSA. N. A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre: Arte Médica, 1994.

FERREIRO, E; TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Porto

Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

FONSECA, V. Psicomotricidade. 2.ed.São Paulo: Martins Fontes,1985

RAMOZZI-CHIAROTTINO, Z. Em busca do sentido da obra de Jean Piaget. 2ª

Ed. São Paulo: Ática, 1994. 118p.

RUBINSTEIN, Edith. Psicopedagogia: uma prática, diferentes estilos. 1 ed. São

Paulo: Casa da Editora, 2001.

SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e realidade escolar: o problema escolar e de

Aprendizagem. 10 ed. Petrópolis: Vozes, 1994

SISTO, Fermino Fernandes. Dificuldades de aprendizagem no contexto

MENDES M. Psicopedagogia: uma identidade em construção. Dissertação (mestrado empsicopedagogia) Universidade de São Marcos. São Paulo, 1998.

OLIVEIRA, M. K. “Pensar a educação – Contribuições de Vygotsky”. In: 1996

Sites de pesquisas

www.pedagogiaaopedaletra.com/teorias-cognitivistas

www.grupopsicopedagogiando.com.br

Www.portal educação.com. br

SyMoises
Enviado por SyMoises em 09/11/2016
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