DE GRÃO EM GRÃO, A GALINHA ENCHE O PAPO
Chagaspires
Atualmente tenho ido pagar os boletos bancários, em uma Loteria da Caixa que fica a uns dois quilômetros da minha residência.
Isso porque a que existia em meu bairro fechou; e também para me forçar a caminhar, pois nos últimos meses não encontro ânimo suficiente para fazer exercícios.
Quando das minhas idas para fazer tais coisas; andando pelas calçadas, me deparei com uma moeda de dez centavos; apanhei a insigne moedinha e coloquei-a no bolso.
Muita gente que eu conheço passaria ao largo e não apanharia a pequena moeda, já que seu valor é tão insignificante.
Como eu tenho um pequeno mealheiro, sempre que pego em alguma moeda, tenho colocado nele. Assim vou juntando as moedas com o propósito de só tira-las do cofrezinho no final do ano.
Com a quantidade do dinheiro amealhado faço as compras das Festas de final do ano.
Peru, queijos, champanhe e outras guloseimas inerentes àqueles dias festivos.
Aprendi isso com a minha mãe.
Ela sempre usava aquele ditado popular que diz: “De grão em grão a galinha enche o papo”.
Então assim fazendo eu vou enchendo o mealheiro com as moedinhas, para no final do ano ,o galo velho aqui, encher a pança.