A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Quando se fala em educação financeira, geralmente quer se referir além da necessidade de se guardar dinheiro, sabendo que apenas guarda-lo não irá resolver problemas financeiros. Todavia, é um primeiro passo, não devemos esquecer que todos que se encontram sem recursos financeiros, deixaram de se planejar e também não souberam investir o seu próprio dinheiro. No entanto, dizemos que só se pode começar a enriquecer efetivamente quando se quer, ou seja, é preciso que o sujeito tenha a consciência enquanto um agente econômico deficitário. Mas, na realidade, todos os que se encontram sem recursos, em sua maioria, sequer reconhecem que depende deles a mudança desse quadro. Indagamos então, como podemos mudar essa realidade? Eis a importância da educação financeira, isto é, uma educação de qualidade para todos, incluindo os que figuram como um dos que sofre por conta do tabu de falarmos sobre dinheiro. São estas as verdadeiras causas de tanta pobreza presente em nossa sociedade. Conscientizar tais pessoas da importância da educação financeira é uma tarefa árdua, uma vez que as pessoas estão acostumadas de trabalhar para pagar as contas. Depois, há de se desenvolver um processo de alfabetização financeira nas escolas, pois é uma das alternativas mais eficientes para se atingir esse objetivo. Mas para que isto aconteça, a educação financeira precisa ser obrigatória nas nossas escolas e instituições para poder cumprir com seu papel emancipador do ser humano. A educação financeira, para agregar valor, precisa ir mais além do que apenas reproduzir os conhecimentos, os tipos de comportamentos e hábitos. Como bem falou o professor Boro quando leciona: Muita gente acredita que, enriquecendo-se de informações, terá plenas condições de resolver os seus problemas de saúde financeira, mas esquecem de que o conteúdo conceitual é meramente racional e não vem acompanhado de análise, planejamento, tomada de decisão e controle.

O mesmo ainda acredita que quando a educação financeira é bem trabalhada, faz com que a pessoa desenvolva competências de boa análise das informações disponíveis, a fim de aplicá-las quando necessário. Na mesma linha de raciocínio, o educador financeiro André Massaro vai reconhecer que: é um erro comum confundir educação financeira com informação financeira. Educação financeira forma hábitos que perduram enquanto a informação é algo que se esquece.

Para que isso não ocorra, ela deve transpor os muros da escola e do seio da família para atingir as estradas da vida cotidiana das pessoas, articulando saber e experiência á vida humana concreta.

É preciso investir muito mais numa educação financeira para vida, a fim de que as pessoas não aprendam somente o controle das finanças, poupar e investir, mas que também sejam conscientizadas de que são responsáveis por suas vidas financeiras. Destarte, é preciso que se reestruture o aparelho de educação para incluir a educação financeira nas grades curriculares. (assim como em todo o sistema educacional do país) para que a educação financeira possa cumprir o seu mister de incluir,conscientizar,emancipar,disciplinar e de construir cidadãos mais ricos e uma sociedade mais rica,fraterna e solidária.

Viva a educação financeira!