HOMENAGEM AO DIA DOS MORTOS

HOMENAGEM AO DIA DOS MORTOS.

Qual é mesmo o significado do dia dos mortos na atualidade? Ainda tem grande significado de outrora ? Antes de analisarmos, observemos a sua origem, o que pensam alguns religiosos de algumas religiões.

ORIGEM:

" A data em que o dia dos mortos é comemorado origina-se da cultura asteca que a celebrava no nono mês do calendário solar. O culto era sempre presidido pela dama da morte, da qual foi tirada a imagem de La Catrina, esposa de Mictlantecuhtli ,o rei dos mortos"

"No México o dia dos mortos é uma celebração de origem indígena , que honra os falecidos no dia 2 de novembro. Começa no dia 31 de outubro e coincide com as tradições católica do dia dos fiéis defuntos e o dia de Todos os Santos. Além do México, também é celebrada em outros países da América Central e em algumas regiões dos Estados Unidos, onde a população mexicana é grande. A Unesco declarou-a como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

A cultura mexicana se espalhou também pela Europa, em Praga por exemplo, os moradores celebram o dia dos mortos com máscaras, velas e caveiras de açúcar. Na América Latina um dos pontos mais interessantes dessa celebração ocorre no país guatemalteco, marcado pela construção e uso de pipas gigantes , além das tradicionais visitas aos túmulos".

(Fonte: Infosscola. Wikipédia)

A POSIÇÃO DE ALGUMAS RELIGIÕES

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Para kelsan Gedin , representante budista, a morte significa o começo de uma próxima vida e, por isso, ela é apenas uma passagem , onde não importa o que aconteça com o corpo da pessoa, mas ela terá um recomeço (...)

Para o padre Antonino Fernandez o dia de finados é a ressurreição, é a recordação saudosa daqueles que amamos na vida (...)

Para Emanoel Cristiano, presidente do Centro de Estudos Espiritas Nosso Lar,, não existe morte e o dia de finados não é celebrado por reconhecerem que a partida de alguém faz parte da vida e é um estado de transição para o espirito imortal (...)

Para o professor titular do Instituto de Biologia da UNICAMP e presidente da sociedade Islâmica de Campinas, Mohaaamed Habib , a morte para os os muçulmanos é um término de uma fase rápida, e de uma curta duração ao encerrar esse período , inicia-se a preparação para o processo de ressuscitação no dia do juízo final (...)

Já para Ricardo Puccetti , diretor religioso da sociedade Israelita Brasileira Beth Jacob. A morte é encarada como uma passagem e um acontecimento natural, onde existe um processo de luto que não se fala de perda, mas sim de tudo o que a pessoa conquistou e foi durante a vida (...)

De acordo com o babalorixá Edilson Marcos Vicentim a morte não existe na umbanda .Ela é o momento em que o espirito se liberta do corpo e, em muitos momentos ,não se encontram no campo espiritual e precisam de apoio e orientação (...)

(Fonte: Globo.com G1)

Como se observa não existe um consenso entre as religiões quanto a comemoração do dia dos mortos. Não sei precisar se existe uma literatura sobre a comemoração dos dia dos mortos ao longo dos anos, e sua transformações,modificações, a não aceitação com o passar do tempo. Mas o que observo é que assim como várias tradições, o dia de finados ao longo dos séculos foi se modificando. O sistema capitalista por sua natureza é um sistema que não alimenta esse tipo de cultura, pois como sabemos tem uma mentalidade fincada no aqui e agora, com a valorização nos bens materiais, no consumismo, e no exalçamento da vida, na qualidade da existência, na prolongação da vivência humana cada vez maior e para melhor aproveitar o fruto do esforço, do investimento ao longo da vida do indivíduo. Então, morte é uma consequência natural, mas não para ficar reverenciando.

A morte é algo que alvita , que leva a pessoa tirar o seu foco, sua energia , seu propósito de produção , e isso não interessa ao sistema, embora contraditoriamente , o sistema capitalista em grande parte não aplica de um modo geral esse pensamento na prática. Exige em demasia dos subordinados dos patrões trabalho, trabalho, menos tempo para ficar em seus lares, sugando assim a vitalidade dos trabalhadores.

Porém, não se pode generalizar, como foi dito acima, o sistema capitalista produz com suas fábricas de produtos estéticos, academias, aconselhamentos de auto ajuda , produtos nutricionais preparados para o chamado rejuvenescimento. O público consumidor é em sua maioria de uma renda satisfatória, com empregos, posição empresarial, pessoas bem situadas no setor estatal.

Vivemos há algum tempo, isso não é de hoje, em que viver tornou-se um algo fugaz, sem grandes perspectivas , um mundo modificado, em que as cobranças sejam elas quais forem se tornaram sufocantes, o que leva milhares de pessoas tirarem suas próprias vidas, então, a morte não é mais algo aterrador como era séculos atrás. Em sendo assim, por que reverenciar a morte e por que não reverenciar a vida em quanto se pode?

inclemente
Enviado por inclemente em 02/11/2019
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