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OS FERROVIÁRIOS MOSTRARAM ALTERNATIVAS AO GOVERNO

            Um grupo de jovens ferroviários que entrou na R.F.F.S.A na década de 80 preocupou-se com as instalações seculares da N.O.B./R.F.F.S.A., As condições das linhas, dos vagões, dos trens de passageiros, locomotivas, com a segurança no Trabalho e a necessidade de investimentos e modernização da ferrovia.
           Abriu-se um debate dentro da Noroeste do Brasil envolvendo setores dos trabalhadores veteranos e experiente e jovens trabalhadores ferroviários egressos de Escolas Técnicas e até da Universidade Federal e também os Sindicatos de ferroviários que trocavam informações com outras entidades do Brasil e de outros países, também entrou nesse debate a F.A.E.F. e A.E.C.B. do Rio de Janeiro, O Roque Ferreira de Bauru que foi professor na Escolinha do SENAI/R.F.F.S.A de Bauru assumiu a Presidência do Sindicato de Bauru e Mato Grosso do Sul e Manoel Vitório de Corumbá-MS a Vice Presidencia da Executiva do Sindicato, houve na época um grande avanço na discussão ferroviária da N.O.B. e participamos ativamente da criação do Comando Nacional Metro Ferroviário no Brasil, Mas os planos do Governo Collor e outros governos que lhe sucederam, procuravam sempre ignorar as posições e cobranças dos ferroviários rumo a modernização do Sistema Ferroviário da antiga N.O.B. que era denominada SR-10 e constitui-se em um trecho autosuficiente e rentável da RFFSA até os anos 80, não havia razão para passa-lo a frente ou desfazer-se desta importante e estratégica ferrovia e se fosse feita a privatização,deveriam haver garantias da manutenção do Trem do Pantanal que fazia o percurso diário de Bauru-SP a Corumbá -MS pelo seu importante papel social e pela necessidade da Industria de Turismo do interior de São Paulo, do cerrado e pantanal de Mato Grosso do Sul e para evitar problemas sociais graves,pois mais de 75% dos ferroviários na ativa tinham entre 25 e 30 anos de serviço, demiti-los foi uma tragédia, um verdadeiro crime politico típico de ditaduras.
            Mas o interesse de muitos politicos brasileiros, não era manter a ferrovia e sim propiciar mais mercados a Onibus, caminhões, peças, carros de passeios que aos poucos entupiram as estradas por falta de alternativa de transportes e a destruição quase total das ferrorovias, instalando um clima de guerra e milhares de mortes e tragédias em rodovias brasileiras e prejuízos financeiros bilionários além de perdas de vidas humanas..Os novos ferroviários da década de 80 aliados aos veteranos ferroviários experientes e amantes da ferrovia, fizeram propostas de alto nível e factíveis ao governo brasileiro que ignorou todas as propostas de modernização, investimentos e melhorias na ferrovia e garantia de postos de trabalho e jogou a rua milhares de ferroviários e isso virou uma bola de neve que elevou em dois anos o desemprego a mais de 1.000.000 ( um milhão de desempregados ) pelo efeito dominó da demissão dos ferroviários que afetou muitos outros setores do entorno da atividade ferroviária, talvez tenha sido o estopim para a maior crise de desempego no Brasil que atinge hoje quase 15 milhões de brasileiros e não existe recurso suficiente para dar assistência ou garantir a saúde e vida destas pessoas hoje, dignamente o que agravou também a segurança pública no Brasil.
                Muitos politicos só pensaram nos ricos lobistas internacionais das montadoras que poderiam lhes financiar as Campanhas eleitorais de Presidente, Senadores, Deputados e até Prefeitos e vereadores Brasil afora, pouco se importando com o futuro do Brasil que é o presente que temos.
                 Mais do que uma simples luta contra a Privatização enlouquecida que houve na R.F.F.S.A e garantir emprego aos trabalhadores, os ferroviários que se reuniram em varias capitais e criaram o Comando Nacional , com todas as suas falhas e juventude , e sonhos defenderam os interesses da Republica Federativa do Brasil e de seu povo, seus trabalhadores e fomos as rádios, jornais e canais de televisão que nos abriram as portas na época e deixamos claras as nossas posições e o erro que o Governo Collor e depois FHC e demais governantes que sucederam o "louco Collor" e seu discurso de carrões de luxo e carroça que fez a cabeça de muitos eleitores tontos, estavam cometendo um grave erro,  em prejudicar ou ignorar a importância da ferrovia na composição dos modais brasileiros....Hoje a História e o povo pode nos julgar com tranquilidade e saber que estàvamos mostrando uma realidade e fatos...INFELIZMENTE OS GOVERNANTES DO BRASIL NOS IGNORARAM E PREFERIRAM NOS DISCRIMINAR,DEMITIR E COMPROMETER A ECONOMIA E OS TRANSPORTES NO BRASIL...
               Muitos estragos irreversíveis foram feitos,muitas vidas se perderam desnecessáriamente, mas ainda é  tempo de um Governo e os cidadãos brasileiros repensarem o papel da ferrovia e da integração de modais de transportes no Brasil...sob pena de inviabilizar ainda mais a nossa economia e continuarmos sendo uma nação de crises crônicas.
Manoel Vitorio
Enviado por Manoel Vitorio em 24/09/2017
Reeditado em 24/09/2017
Código do texto: T6123209
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Manoel Vitorio
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 63 anos
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Manoel Vitorio