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A INTERMEDIAÇÃO


“Naqueles tempos, viviam gigantes sobre a terra, antes e depois que chegassem os filhos dos céus, achassem belas as filhas dos homens e, com elas coabitassem, gerando filhos que foram os grandes varões de fama”. Gen. 6:4.
                                     
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      Os processos vivenciados pelo homem, ao longo dos tempos, na medida do possível, têm sido relatados pela História. Os dados expostos são colhidos, com sustentação científica, com o auxílio da Arqueologia, Museologia, Lingüística, Química e vários outros ramos da ciência. Todavia, os levantamentos históricos parecem encontrar barreiras quase intransponíveis que se situam nas brumas do próprio tempo.
     Como as afirmações da História se consolidam, com a tradução ou a compreensão de documentos escritos, traços e restos podem dar sustentação a possibilidades que ainda se perdem no terreno inquietante das proposições.
     Não obstante o aparato científico no levantamento da História, seus relatos passam, ainda, pelo crivo severo do poder. Refiro-me ao poder das ideologias políticas dominantes e, principalmente, dos poderes confessionais dogmáticos.
     Mas, é sob o manto da intuição que nos colocamos para tentar encontrar o momento exato em que aparece, nas sociedades da antiguidade remota, a classe sacerdotal intermediando as relações entre o homem e Deus.
     Quem teria instituído a primeira forma de religião? Quem teria estabelecido a intermediação, criando o sacerdócio?
     As perguntas fazem sentido, ao percebermos, desde os primórdios da ambulação humana sobre o planeta, a influência dessa casta social tanto sobre o “poder” espiritual, quanto sobre ou com o “poder temporal”.
     É perfeitamente dispensável discorrer sobre essa presença marcante nos mais variados campos da atividade humana exercida pelo clero na Antiguidade, na contemporaneidade e, principalmente, durante a Idade Média.
     O nosso problema é questionar lá “no mais remoto atrás” onde teria sido o nascedouro dessa categoria de homens destinada a influir de maneira definitiva sobre os destinos da humanidade, desde lá até os nossos dias.
     Particularmente penso que o mais cartesiano dos cientistas, antes de se debruçar sobre a mesa de trabalho, em algum momento, “intuiu” que o descobrimento ou a elaboração de algo ainda não existente poderia ser realizável.
       Muito embora a desprestigiada “intuição” não esteja catalogada como uma ferramenta da ciência, inegavelmente, é ela o ponto de partida para qualquer avanço em qualquer tipo do conhecimento ou da criação humana...
      Assim, prestigiando a “intuição”, ouso  formular uma possibilidade para justificar a influência clerical e o seu aparecimento como fator determinante da vida social.
      Para discorrer sobre o clero, temos que nos referir às precedências.
      Para que haja clero, é necessário que haja religião e para que haja religião, é necessário que haja, antes de mais nada, “divindade”, ou seja, Deus.
      A explicação bíblica sobre esse assunto já é por demais conhecida e já causou os efeitos que desejava, os que não desejava e, ainda, os que estão por vir e que, seguramente, não estarão sob o seu controle. Assim, enveredemos por outros caminhos...
     Admitindo-se as conclusões de Zecharia Sitchin, de David Icke e outros pesquisadores que abordam a temática das nossas origens, sob o enfoque dos escritos cuneiformes encontrados, pela Arqueologia, em sítios da Antiguidade Suméria, no Iraque, podemos inferir que:
      Foram cientistas provenientes de Nibiru sob o comando de “Anu”, que, para cumprimento de sua missão na Terra, necessitaram desenvolver um tipo de criatura que viesse a lhes servir no trabalho escravo, de exploração mineral.
      Dotados de nível tecnológico-científico impensável para o ser humano de hoje, dominavam de forma exponencial, o campo da Genética e, assim, lançaram-se a experiências laboratoriais com primatas já existentes que redundaram na criação de um tipo híbrido de humanóide que outros pesquisadores denominam de “lulus”.
      Aos lulus, segundo as orientações de Anu, não poderia ser permitida a reprodução a fim de que isso não comprometesse, pela superioridade numérica, a predominância da equipe nibiruana que se havia instalado na Terra. Assim, os lulus eram de configuração híbrida (machos e fêmeas ou andróginos), inférteis.
      Cumpriam suas tarefas e viviam integrados, criaturas e criadores, atendendo às necessidades emergenciais de Nibiru.
      Enki e Enlil, dois dos filhos de Anu, rei nibiruano, que se destacavam no comando da exploração das minas  eram responsáveis, junto com a geneticista Ninhursag, também filha de Anu, irmã e mulher de Enki,  pela manipulação genética bem sucedida.
      Desentendimentos, por questões de predominância ou liderança, surgiram entre Enki, de um lado e Anu e Enlil, de outro. Enki invejava a preferência de seu pai por Enlil e planejava ter o controle da atividade de prospecção no planeta.
      Para isso, decide dotar os novos lulus com a capacidade de procriar por seus próprios meios, com o objetivo de aumentar o número de criaturas sob seu comando e, assim, ter condições numéricas de influir na decisão sobre o poder.
      Enki, em contraposição (rebeldia) às orientações superiores separa os sexos e dota os lulus com a capacidade de reprodução, aperfeiçoando-lhes os órgãos genitais (crescei e multiplicai).
      Num segundo desembarque de nibiruanos, estes "achando belas as filhas dos homens, com ela coabitaram gerando filhos" que, foram se impondo como uma casta superior, dentre as criaturas, por estarem mais ligadas ao DNA dos seus genitores.
      Tanto os lulus primordiais quanto os subsequentes tinham em seus criadores, “seus deuses”, nascendo, assim, uma relação de subserviência religiosa decorrente da dependência genético-social anteriormente existente.
      Aqui, damos entrada à ideia de que teriam sido os próprios nibiruanos os incentivadores dessa relação, instalando-se definitivamente, como “divindades vindas dos céus”, ou seja, Deuses. Assim, nasceram os deuses, na Terra.
     Interessante é a constatação de que nas Escrituras há uma palavra que, traduzida, aponta para um momento da história humana em que “Deus vivia, na Terra, com os homens. Essa palavra é Emanuel, ou seja, Deus conosco”... Mais adiante, o próprio Deus Iavé, fala diretamente a Moisés, no Monte Sinai, onde se apresenta como Deus de Israel.
     Consolidados como divindades tratam, os nibiruanos, de elaborar normas, regras, leis e mecanismos que direcionem os lulus para uma forma de viver que fosse adequada à sujeição à ordem e à organização necessárias para o desenvolvimento, com base na veneração.
      Posteriormente, os desentendimentos sucessivos entre os próprios membros da equipe determinam desdobramentos que resultam em grupos de lulus, vários, cada qual sob a tutela de “um deus”.
      Cada um desses “deuses” trata, então, de estabelecer regras particulares e formas de rituais ou adoração, com a oferenda de sacrifícios a que lhes deveriam oferecer seus seguidores.
      Com o retorno da maioria dos nibiruanos para seu planeta, os deuses remanescentes, também se firmaram, mais tarde, como chefes das sociedades, instituindo as primeiras linhagens dinásticas da realeza. Era com esse poder que passaram a gerenciar as atividades políticas e sociais, além das religiosas.
      Com o objetivo de garantir a supremacia sobre as criaturas que já eram em número considerável, os deuses nibiruanos tratam de nomear novos reis, a partir das primeiras linhagens das suas descendências, fruto das suas relações com as mulheres eleitas, dentre as fêmeas lulus.
      Surgem, assim, as primeiras dinastias já, dessa vez, não tanto com deuses, mas, com semi-deuses. Essas linhagens dinásticas arquetípicas,  deram início às casas reais que, ainda hoje têm remanescentes nas famílias monárquicas contemporâneas. Aí está a sobrevivência do “sangue real” e tais famílias ainda mantém traços do DNA dos “deuses”, razão pela qual, o casamento entre seus membros é uma das maneiras de que dispõem, para sua manutenção.
     Na medida em que os deuses-reis primordiais vão desaparecendo, seus substitutos, das primeiras gerações, ocupam os espaços deixados dando continuidade ao controle social como “reis-deuses”, estabelecendo os ditames da nobreza e elegendo entre seus parentes de terceira linhagem, os indivíduos que estariam aptos a atuar como “intermediários” entre eles, deuses e o povo devoto.
     Assim, nasce a classe dos sacerdotes que, para se firmar no cenário do poder, vai estabelecendo novas normas, regras, dogmas, religiões e orientações para a manutenção do controle sobre a massa de devotos.
     Inicia-se dessa forma, a criação de uma hierarquia, de juízes, de doutores da lei, de intérpretes da “palavra de deus”, etc... etc...
     O restante da saga, já conhecemos, pois a História nos conta. Entretanto, não creio que os historiadores não tenham se debruçado sobre o raciocínio que abordamos, pois não cremos nisso. Admitimos, sim, que por motivos óbvios, alguma forma de pressão os tenha impedido de desvelar esse assunto.
    Penso que o “Paracleto”, ou seja, o “Espírito da Verdade” já esteja pronto para colocar seu jarro na horizontal vertendo a água, trazendo à luz “tudo aquilo que estava oculto desde o princípio dos tempos; a água da vida, da qual, aquele que beber, viverá...”
    Ao que parece, estamos no limiar de uma visão ou conceito diferente de Deus, na medida em que o oculto seja desvelado e o deus antropomórfico que criamos para nós dê lugar para A Fonte de tudo o que existe...

Amelius

     
     


Amelius
Enviado por Amelius em 20/03/2017
Código do texto: T5947105
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Sobre o autor
Amelius
Sobradinho - Distrito Federal - Brasil, 81 anos
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