OUTRAS VIDAS GENÉTICAS

 

Após longo tempo perdido, mergulhado em pensamentos, buscando o porque de certas atitudes que tomei, meu comportamento, minha criatividade, minha escrita, meu modo de ver a vida, talvez tenha encontrado uma explicação plausível.
Herdamos de nossos ancestrais caraterísticas genéticas, como cor dos olhos, cabelos, formação óssea, altura entre outras características, todas vindas de cargas genéticas de nossa genealogia.
 Sofremos mudanças durante a passagem de geração, lei do uso e desuso, da evolução das espécies, que tendem a mudarem suas características como o passar do tempo.
Tais mudanças são passadas em nossos genes. Temos reações como nos arrepiar diante de uma situação de medo ou estresse trazida lá dos australoptécos (que possuía grande quantidade de pelos) aumentando sua estatura diante de um predador, como fazem gatos, cachorros, leões, aves, peixes.
Quando suspiramos, nos espreguiçamos, bocejamos, estando como mais gente, todos tende a fazer o mesmo, pois tal reação era do tempo que vivíamos em bandos.
Assim, no meu modo de ver, podemos receber também informações de vivencias, de emoções, de habilidades, de fobias, de reações.
Tal modo de raciocínio poderia nos levar a explicar o virtuosismo de certas crianças para a música, a arte, para calcular, o raciocínio lógico, que não foram treinados, nem praticaram, incompatível com sua tenra idade.
O sentimento de já termos estado em algum lugar, ou vivido determinada situação ,deja vu, talvez não seja algo que algum ancestral tenha vivenciado tal situação ou estado em determinado lugar?
Os sonhos. Sonhamos com pessoas nunca vimos e momentos que jamais vivemos ou viveremos, doenças psicológicas, alcoolismo, depressão, tendências suicidas, mau humor, mentes criminosas, sem antecedentes, sensibilidade, sexto sentido e tantas outras situações que fogem ao nosso controle.
Tenho conhecimento de pessoas que são más, sem nenhuma razão aparente, tentam fazer coisas boas, serem piedosas gentis, mas na primeira oportunidade reagem de forma grotesca e recaem na sua maldade.
Por outro lado, conheço pessoas que tem todas as razões para serem revoltadas, serem vingativas, porém agem com extrema doçura e mansidão. Será que algo em sua genética não contribua com tal comportamento?
Outro exemplo, gêmeos univitelinos, mesmo distantes, tem reações parecidas, tem dores, sentem apreensão, ansiedade, quando o outro está passando por uma situação estressante.
Como filhos adotivos, mesmo não sabendo do fato, desenvolvem personalidades semelhantes a seus pais biológicos? Hábitos, vícios, capacidade intelectual, personalidade?
A hipnose, que nos leva a regressão até o ventre materno, contamos fatos que nunca vivemos, que nem de longe escutamos, narramos perfeitamente. Seria bem provável que nos genes armazenassem tais dados.
Na linha espirita kardesista, trata sobre herança de outras vidas. Será que esta herança não esteja impressa em nossa codificação genética?
Em outra linha, espíritos ruins, santos que baixam, que se apossam da mente da pessoa.
Na religião católica, a possessão, o exorcismo, não seria a dominância ou a recessividade posta nas atitudes.
Não sou religioso, nem ateu, acredito em uma força superior, somos partes de um todo, somos formados de átomos, moléculas todos vindos da mesma origem, apenas delimitados por corpos, quantidades de um ou outro elemento. “ Do pó ao pó”.
Não quero causar polêmica, nem tão pouco me promover, apenas tento buscar uma explicação para minha preocupante forma de ver as coisas, de resistir, de superar os obstáculos que a vida me impõe.
Não quero também justificar meus erros, culpando minha genética, ou desafiar um conhecimento estabelecido por milênios. Quero apenas me entender.

 


 

 

Dego Bitencourt
Enviado por Dego Bitencourt em 16/10/2016
Reeditado em 06/12/2022
Código do texto: T5793607
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