Começa a rivalidade em torno de Tsukune: a súcubus Kurono Kurumu peita (literalmente falando) a vampiresa Moka Akashiya.
ROSÁRIO+VAMPIRA episódio 2: o assédio sexual da súcubos
O mangá original de "Rosário+Vampira" não tem a carga de erotismo, a meu ver excessiva, do desenho animado. Apesar de que, tudo se resume ao aspecto de harém - tipo de história de mangás e animês onde um garoto íntegro e tímido atrai o interesse de diversas garotas, muito mais desenvoltas que ele. E o rapaz, sendo pudico, não encoraja os assédios e não ocorrem cenas de sexo.
Neste segundo episódio vemos como Tsukune, que veio parar numa academia de youkais (ou "monstros" em tradução inadequada), sendo embora humano, é assediado por Kurono Kurumu, uma bela súcubus, na aparência uma bonita colegial, mas quando se transforma ganha uma cauda, garras e asas de 🦇 morcego.
Kurono usa os seus poderes hipnóticos para dominar a mente de Tsukune, pois resolveu ficar com ele, mesmo não sabendo que tipo de youkai ele é (sabemos que ele é humano e foi parar sem querer nessa estranha academia oculta numa barreira).
Tsukune, sob hipnose, repele sua amiga vampira Moka, que em sua forma disfarçada em humana é tímida. Apesar porém dos amassos que recebe da súcubus (aqui utilizam o clichê dos seios grandes), cenas aliás dispensáveis, Tsukune reage e não se entrega. Aparentemente a súcubus, como depois explica, pertence a uma raça em risco de extinção, que busca conseguir escravos para a reprodução.
Moka é vampira, apesar da sua doçura. Aqui ela argumenta não ter tomado o café ☕ da manhã para morder o pescoço de Tsukune.
Resenha do episódio 2 (Súcubus + Vampira) da série de animação "Rosário + Vampira" (Rozario to banpaia), baseada no mangá de Akihisa Ikeda. Estúdio Gonzo, Japão, 2004. Direção: Yakayuki Inagaki.
Elenco de dublagem:
Tsukune Aone: Daisuke Kishio
Moka Akashiya: Nana Mizuki
Komiya Saizou: Nobuyki Hiyama
Motorista (Nurari): Norihiro Inoue
Shizuki Nekonome: Kikuko Inoue
Kurono Kurumu: Misato Fukuen
"O que eu estou fazendo nessa escola?"
(Tsukune Aone)
"A verdadeira forma dela é uma súcubo. Ela tem poderes para escravizar os homens."
(Moka Akashiya)
"Ele é meu único e precioso amigo."
(Moka Akashiya, referindo-se a Tsukune Aone)
Kurono finge-se de sofredora para buscar intimidades com Tsukune Aone. O rapaz é logo envolvido pelo feitiço da súcubo.
Apesar do pretexto tolo, Kurono gostou realmente de Tsukune e só se enfurece quando ele resiste ao encantamento. Moka nesse ínterim passa por uma experiência mística inesperada: sozinha, triste, deprimida por haver sido rejeitada, de repente o Rosário fala com ela, avisando-a que Tsukune estava enfeitiçado pela súcubus - e ela deveria agir.
Moka consegue interferir a tempo e pede a Tsukune para retirar o Rosário, que sela os seus poderes de vampira. Desta vez Tsukune tem dificuldade, num suspense pouco convincente, mas consegue antes que o ataque da súcubus se consuma. A cena, pelo que se viu no capítulo 1, já é previsível: surge a vampiresa e Moka, muito mais poderosa, derrota facilmente a súcubos.
Kurono acaba chorando e pedindo perdão, que é concedido a pedido de Tsukune.
Esta e outras cenas se ressentem de uma simplificação comum em animações e mesmo em filmagens ao vivo: cenas ao ar livre, à luz do dia, inclusive com lutas, onde ninguém mais aparece a não ser os personagens envolvidos: ninguém vê, ninguém percebe nada.
Também não entendo porque os personagens masculinos têm tanto interesse em Moka e em Kurono, sem dúvida garotas atraentes, mas são todos youkais disfarçados, e de vários tipos, ou seja, tirando fora Tsukune, que foi parar ali por acaso (ou o que é mais provável, por manobra de alguém), ninguém ali é humano.
Segundo o que foi explicado no primeiro episódio, o objetivo da Academia Youkai é ensinar aos diversos seres, desde cedo, a aprenderem a sobreviver num mundo dominado pela humanidade. E são instruídos a se manterem em forma humana e não revelarem sua verdadeira natureza. Isso na verdade é um recurso de roteiro para introduzir Tsukune no local, que assim pode fingir ser algum tipo de youkai. Mas a sua situação é muito perigosa, pois ele não tem poderes, não pode se transformar em nada e se for descoberto provavelmente será morto.
Há porém alguém na escola que ficou sabendo o seu segredo mas se tornou sua amiga: a vampiresa Moka.
Apesar das aparências em contrário, Tsukune prefere perdoar Kurono e lhe dar uma chance: "Kurumu-san não se parece com uma garota ruim."
Em tempo: a cena em que o Rosário no pescoço de Moka FALA é impressionante e empresta caráter religioso ao filme. Quem estaria de fato falando através do Rosário? E note-se, Moka não tem a lascívia da súcubos, em si ela é inocente, apesar do exagero no animê, da curteza de seu uniforme escolar (não é assim no mangá). Tsukune é um rapaz puro e, encorajada pelo Rosário, Moka o salva do assédio sexual hipnótico de Kurono. E complementarmente, Kurono abandona suas intenções criminosas, embora ainda queira Tsukune.
Moka revela a Tsukune a verdadeira indentidade de Kurono: uma súcubus.
Rio de Janeiro, 25 a 30 de março de 2025.