A capa do volume 3 mostra Sano (apelidado Zanza), Yahijo, Kaoru e Kenshin, este com a imensa cicatriz em X que o marcará pelo resto da vida.
Aqui os códigos de acesso para as resenhas dos volumes 1 e 2.
https://www.recantodasletras.com.br/resenhas/7045362
https://www.recantodasletras.com.br/resenhas/7200126
SAMURAI X volume 3: o adversário sinistro
Histórias de samurais são um charme da literatura, cinema e quadrinhos do Japão. Esta série de Nobuhiro Watsuki apresenta um "rurouni", ou seja um samurai errante, independente, que não serve a ninguém. Kenshin Himura servira o poder no passado, sendo conhecido como Battoussai, o "Retalhador" que, como monarquista, ajudou a estabelecer a "Era Meiji", no século 19. Abandonou tudo, tornou-se pacífico e humilde, portando uma espada sem corte, e nunca diz "eu", mas "este servo".
Mas o passado o persegue.
Neste volume 3 vemos a continuação do combate contra o gigantesco Zanza, que tem ódio dos monarquistas e é induzido pelos irmãos Hiruma (dois vilões) a desafiar Kenshin. No decorrer do combate, porém, Zanza acabará se convencendo que Kenshin não é o vilão que ele supunha.
O que já era esperado acontece, ou seja, Zanza acaba se aliando a Kenshin, como Kaoru Kamiya e o garoto Hiahiko Myoujin.
Abre-se então o caminho para o confronto com um verdadeiro vilão: o Chapéu Negro, Jin-E Udou, um assassino sinistro e zombeteiro que mata monarquistas e, segundo o delegado que procura Kenshin, "tem prazer de matar".
Zanza, com sua imensa espada que só permite golpes horizontais (zanbatou), e Kenshin, com sua espada sem corte (sakabatou), já que ele decidiu nunca mais matar.
Resenha do volume 3 do mangá "Samurai X", de Nobuhiro Watsuki. Editora JBC, São Paulo-SP, sem data. Editora Shueishi, Tokyo, 1997. Título original: "Rurouni Kenshin". Tradução: Luiz Octávio Kobayashi. Nesta edição, os atos 7 a 11.
O bando de capangas reunidos por Tani revela-se inútil diante do Chapéu Negro e sua técnica de hipnotismo instantâneo. Somente Kenshin e Zanza resistem.
"Vamos parar por aqui esta luta inútil. Este servo não tem a menor vontade de continuar lutando com você."
(Kenshin Himura)
"É verdade que, em teoria, a restauração ocorreu dez anos atrás e veio uma nova era, a Era Meiji. Mas na prática, as pessoas que precisam da felicidade ainda estão presas a uma era antiga, onde os fracos continuam oprimidos injustamente."
(Kenshin Himura)
Será inevitável a luta entre Kenshin e o Chapéu Negro. Todavia, neste volume ela fica inconclusa.
Jin-E de fato é um vilão, perverso e desprezível. Ri de forma esquisita, "ufufu ", e possui estranhos poderes. Consegue paralisar adversários com a técnica "shin no ippou" (o Espírito Unilateral), que consistiria em direcionar a energia do corpo pelo olhar, paralisando os inimigos com paralisia instantânea.
Ele vinha praticando massacres de antigos monarquistas que ocupassem cargos importantes nas áreas políticas, financeiras e econômicas do governo. Avisava com antecedência e matava seus alvos e os guarda-costas e policiais, nem que fossem dezenas, graças à técnica paralisante.
Mas Kenshin é imune a essa técnica, pois a pode anular com sua própria força mental (Zanza, agora com o nome de Sano, também consegue).
Portanto, quando Kenshin e Sano vão proteger, a pedido do delegado, certo figurão chamado Tani, o confronto inicial já é impressionante. Tani a princípio despreza o inimigo porque tem uma guarda pessoal bem treinada, mas Sano desmoraliza os capangas de saída por reconhece-los: "Ei, ei, cadê o pessoal bem treinado? Já arrebentei todo mundo aqui pelo menos uma vez".
O Chapéu Negro vai preferir ir embora e atrair Kenshin para um duelo, sequestrando Kaoru. A cena final é meio confusa, mas é um gancho para o que deverá ser um grande combate no volume 4.
Até dá pena que um homem que se tornou tão pacífico como Kenshin seja perseguido pelo seu passado como Battousai, "o retalhador", e não consiga viver pacificamente.
Rio de Janeiro, 3 a 6 de março de 2025.