MONOGATARI volume 1: os apuros de Sayuki

 

MONOGATARI volume 1: os apuros de Sayuki

Miguel Carqueija

 

Conforme a minha anotação eu adquiri este mangá brasileiro em 16 de julho de 2009, e da própria autora! Porém, creio que em razão de mudança, só vim a ler o primeiro volume agora, após 15 anos!

Há coragem em editar um mangá no Brasil, ainda que bem pequeno (32 páginas contando a capa) e publicado em leitura ocidental. Aqui faltam recursos técnicos, editoras que apoiem, tradição na criação de mangás.

Travamos conhecimento com Sayuki Kamishima, de 14 anos, estudante que começa a ter visões que não conferem com a realidade prosaica. Encontramos o clássico chamamento para uma missão especial, sinal de que Sayuki, embora possa parecer, não é uma garota comum. Alguma coisa nela lembra a Usagi Tsukino. Distraída, Sayuki costuma chegar atrasada na escola, mas na abertura do mangá ela faz pior que isso: vai à escola esquecendo que é sábado. O que cria um clima meio estranho, fantasmagórico, como se a escola vazia fosse um local assombrado, até que aparece o professor de Educação Física e lembra a ela que, sábado, só há aulas para o ensino médio, e Sayuki ainda está na oitava série.

 

Resenha do volume 1 do mangá “Monogatari”, de Suzani Figueira. No expediente consta: “Revista Monogatari”. Tesouro Laser, sem data. Capa, roteiro, arte, retículas e “storyboard”: Suzani Figueira. Contracapa|: Deise Freitas (Hakesh). Revisor de roteiro: Daniel Ribeiro. Revisor de arte: Renato Lima.

 

 

“Sayuki é o tipo de garota que quase não consegue esconder o que sente, é forte, determinada, alegre, mas um pouco monga e atrapalhada... Afinal, ninguém é perfeito!”

(Comentário editorial)

 

“Essa rua me dá calafrios.”

(Sayuki Kamishima)

 

“Já entendi que você me ama, mas desse jeito eu vou morrer!”

(Mai, diante do abraço por demais entusiasmado de Sayuki)

 

“Monogatari” quer dizer simplesmente “história”. O traço do desenho é, realmente, fraco, pouco detalhista; mas não esqueçamos que é uma edição amadora, que mesmo assim apresenta capa colorida.

Ficamos sabendo que Sayuki mora com a mãe e a irmã e tem um gato de estimação, o Kuro, preto como a Luna de Sailor Moon. Ela também tem uma amiga chamada Mai e é procurada por um estranho rapaz, Yushiro Takani, que pretende ter Sayuki uma missão a cumprir. E Sayuki acabara de passar por um pesadelo, onde era assediada por um monstro reptiliano.

A curiosidade está despertada.

Detalhe agradável: a narrativa leve que mescla o humor com mistério e aventura.

 

Rio de Janeiro, 14/16 de fevereiro de 2025.