Resumo do resumo - A arte de curar pelo espírito.
TRECHOS ESSENCIA - MELHORES MOMENTOS.
"aqueles que julgam poder melhorar a sua saúde física e a sua prosperidade material por meios espirituais têm de aprender ainda muitas coisas;
e a primeira dessas lições seja talvez esta: que abram mão dessas suas metas materiais e só procurem a sua realização espiritual em Deus.
As coisas externas são aditamentos subsequentes, mas nunca poderão ser a meta.
A meta da vida espiritual consiste em despertar em si a imagem e semelhança de Deus e realizar a identidade espiritual do Cristo, o Filho de Deus."
"importa não esquecermos que o fato de uma determinada doença, física, psíquica ou de outra natureza, não é a meta da cura espiritual.
O escopo real é a conscientização da realidade de Deus.
Quando o tratamento começa com a pergunta “Pai, de que natureza será este testemunho?”
não tardará a resposta a vir mais ou menos da seguinte forma:
Realiza-me em ti, meu filho! Sente que eu sou um ser que vivo e me movo em tua vida.
Conscientiza que eu estou presente em ti. Testifica que eu estou em ti como força vital."
"Não te dirijas a Deus com o desejo de ser curado; não vás ter com Deus
esperando emprego; não vás ter com Deus na expectativa de receber
segurança e proteção:
vai ter com Deus esperando Deus.
Vai ter com Deus na esperança de receber a experiência espiritual da sua presença.
E verás como então Deus se manifesta em forma de harmonia nos acontecimentos, nas
coisas ordinárias de cada dia – até em coisas como a de encontrares um lugar
para estacionar o carro, ou de conseguires uma passagem de avião ou um
lugarzinho em um hotel lotado." - " primeiro as coisas de Deus, e o resto lhe ..."
"não devem dar importância ao seu corpo, à sua bolsa ou aos seus afazeres.
Que diferença fazem estas coisas? Uma só coisa é realmente importante:
“Será que eu conheço a Deus? Será que atingi um ponto em minha vida onde possa conhecer a Deus?
Que diferença faz que eu tenha muita ou pouca saúde, se não conheço a Deus, se ainda não me encontrei com
ele face a face?”
Prosseguindo em nossos esforços, não tardaremos a efetuar curas – em nós mesmos e curas em outros.
Mesmo a cura de uma simples dor de cabeça nos deveria servir de prova de que a presença de Deus está atuando em nossa
vida, aqui e agora. Depois disto, nunca mais deveria haver necessidade de outra cura, porque, a partir daí, saberemos:
“Agora sei que há uma possibilidade de ter experiência de Deus em minha vida; agora tive a prova disto; de hoje em diante dedicarei a minha vida a esse ideal”
Observa o milagre que acontece quando a tua mente cessa de lutar, quando
desiste de querer crear algo, de querer multiplicar, de querer curar, salvar ou
redimir! Observa o milagre em tua vida quando aprendes a relaxar-te
mentalmente, compreendendo que a Infinita Realidade de Deus é o único Eu Sou.
O Pai conhece as minhas necessidades, e eu aqui estou como simples
observador, não orando para ter boas oportunidades amanhã, mas sentado
tranquilamente nesta atmosfera da alma, e contemplando como as
oportunidades vêm ter comigo. .. Agora.
Olha para dentro da alma e do coração do teu paciente ou discípulo e vê a Deus presente nele.
Enquanto não vires a Deus manifestado na pessoa que está diante de ti, terás
vontade de pedir a Deus para que faça algo por alguém – e isto derrotará a tua
intenção. Toda vez que pensas que teu paciente necessita de ajuda está
turvada a tua visão espiritual.
Uma vez que tenhamos encontrado a Deus face a face e saibamos o que a
presença de Deus significa em nossa vida, a partir daí a nossa vida não tem
mais senão um sentido único – viver na presença de Deus. A partir daí, não
teremos mais nenhum problema a solucionar – basta que tenhamos um
verdadeiro conhecimento de Deus. Todo o amigo da verdade fará bem em
renunciar a toda tentativa de solver os seus problemas pessoais por si mesmo,
e em vez disto, interessar-se pela única meta sublime: “Que diferença faz que
os meus problemas estejam ou não solucionados, se não cheguei a um
conhecimento verdadeiro de Deus? Agora tenho um só problema: conhecer a
Deus em verdade, porque conhecê-lo é possuir a vida eterna. Uma vez que eu
conheça a Deus – adeus problemas todos!
Homem, não perdes o teu tempo em lutas contra as formas da ilusão; não
tentes eliminar reumatismo, câncer ou tuberculose, nem te preocupes com o
problema da decrepitude senil. Não procures modificar o mundo dos
fenômenos. Remonta mais além! Reconhece que, na verdade, Deus somente é
o teu ser, que a única coisa que te faz sofrer é essa crença generalizada em
dois poderes.
Enquanto o homem crê na realidade e legalidade da doença e do mal, confere poder a essas irrealidades e ilegalidades. E o homem começa a lutar contra essas supostas realidades – que Deus não realizou, mas que o homem-ego realiza – e, pela luta, afirma a realidade dessas irrealidades.
nada há contra que lutar; nada há o que curar,
nada há o que melhorar, nada há o que suprir, nada há o que superar.
Reconhece esta verdade – e tudo está bom.
Quando entras em meditação, mantém em ti a consciência de não pedires
alguma modificação ou cura, nenhum restabelecimento ou melhoramento de
algo ou de alguém.
“Entro em meditação, mas não
trato de nenhuma pessoa ou circunstância. Minha meditação nada tem que ver
com isto. Só se ocupa com a experiência da presença de Deus, aqui e agora
onde estou. Por isto, me mantenho quieto e permitirei essa realização”.
O caminho único para evitar irrealidades realizadas pelo ego está no seguinte:
sentar-se calmamente,
estabelecer em si um grande silêncio,
esvaziar-se do seu ego ilusório
e esperar, em paz e sossego, até que venha a certeza interna:
“Não há outros deuses ao meu lado.(lado de Deus)"
Deus é o único poder
não há Deus e o homem; não há Deus mais tu,
por isto, não pode haver pessoa que se possa dirigir a Deus com alguma necessidade.
Os homens do mundo se comprazem em locuções como estas: “Deus
providenciará, se Deus quiser”, “Deus o fará” – e, no entanto, Deus nada faz.
Quem tudo faz acontecer é tão-somente a nossa relação consciente com Deus.
Acostumar-te-ás a não ver o homem segundo a sua aparência, mas o verás através dos seus olhos, para
além dos seus olhos, na certeza de que lá está o Cristo de Deus. Fazendo isto,
aprendes a prescindir da aparência externa, e, em lugar de tentares curar
alguém ou restabelecer alguém ou melhorar alguém, te tornarás
verdadeiramente uma testemunha da sua natureza crística, da sua essencial
identidade com o Cristo.
Ao ver um irmão doente, um bebado, mendigo diga: (ELE É) “Este é meu filho amado, no qual me comprazo... O Eu no meu
interior é poderoso”
Palavras não resolvem este problema. Deve ser uma convicção interna – e
esta só se adquire por meio de exercícios, pela compreensão e pela prática –
sem falar da graça de Deus que reside no teu íntimo.
Quem trabalha neste plano e recebe o grito de socorro de um doente,
fecha os olhos e não pensa pensamento algum. Não reflete o que o doente
deva comer ou beber, ou como deveria ser a sua saúde. O curador espiritual
senta-se tranquilamente, na consciência de que a sua mente é um vaso
receptivo. Receptivo, para receber o quê? Para receber em si aquela “voz
suave e silenciosa”, que se chama Deus, e que é a alma dentro do homem.
Não discorre sobre coisa alguma; assume simplesmente uma atitude de quietude.
Não é a atividade da tua mente que libertará alguém; é a atuação da Verdade que, através do canal da tua mente,
libertará alguém dos seus males. (eu, por mim mesmo, nada realizo.)
Esse centro é o teu consciente, e esse consciente não está no
teu corpo; o teu corpo está nesse consciente, que é ilimitado.
Homem! Cultua a Deus, na firme convicção de que o Reino Espiritual
é íntegro e invulnerável, e que nenhuma doença, nenhum pecado, nenhuma
pobreza, nenhuma deficiência fazem parte do Reino de Deus;
e é precisamente esta faculdade, de conhecer a realidade, que realiza a cura pelo
espírito
Enquanto nos ocupamos com câncer, tuberculose, paralisia, tumor, resfriado, gripe, etc.,
estamos em um beco sem saída. Que fazer contra esses males? Como
libertar-nos deles? Será que temos o poder de os eliminar? Ou haverá algum
Deus que os possa remover? Milhares de orações sobem a Deus, pedindo-lhe
que cure os nossos males, que modifique as circunstâncias ingratas – mas é
inútil... Deste modo nada acontecerá...
Mas, então, o que fazer?
Enquanto a doença permanecer em nossa consciência como doença, nada
poderá ser feito contra ela. Mas, se uma consciência mais iluminada nos fizer
ver que não se trata de uma doença, mas sim duma ilusão ou miragem creada
por nós, então foi dado o primeiro passo para a cura.
Na realidade, é fácil o processo curativo, seja qual for a doença, contanto que o mal, doença ou
pecado seja reconhecido na consciência como inexistente no plano da
realidade divina, mas apenas existente no plano do nosso ego humano.
Cura espiritual total consiste em não reconhecer a realidade de uma situação
negativa.
Enquanto uma doença for realidade para ti, enquanto crês que a febre tem de
seguir o seu curso, enquanto tentas reduzi-la com certos expedientes,
enquanto tentas reprimir um tumor, enquanto acreditas que uma doença deva
necessariamente percorrer este ou aquele processo – estás fora da terapia
espiritual.
somente os traços brancos de giz — tempo, diagnóstico, sintomas e outros indícios — te podem fazer crer que és um prisioneiro de doença e culpa. A única coisa necessária para a tua libertação é
saltares por cima do traço de giz. E por que não? Que é que te
impede? Uma crença? Uma teoria? No momento em que vejas
nisto uma simples crença, uma simples teoria, apagam-se os traços
brancos do teu cárcere — e estás livre.
continuarão os homens a sofrer, até que apareça
alguém e veja que as leis do pecado, da doença, da pobreza, são
apenas traços de giz; e lhes diga, em virtude da sua visão espiritual:
“Qual era o teu impedimento?”
E, quando se trata de um mal incurável, os homens enxergam
três traços de giz, em vez de um só.
É esta a quintessência da cura pelo espírito – acordar!
Torna-te consciente da tua verdadeira unidade com o Infinito.
tu és a consciência do Cristo, tu és um filho de Deus
Não há motivo algum para lutar. Relaxa, desentesa os teus nervos e
compreende que não há nada em todo o Universo senão Deus somente
as ilusões deste mundo – pecado e doenças, limitações e
deficiências – não são coisas realmente existentes no mundo de Deus, mas
tão-somente miragens e idéias creadas pela mente humana.
O que foi creado por nós pode ser por nós abolido. A cura
pelo espírito é impossível enquanto mantivermos a convicção de que os males
sejam realidades existentes no mundo de Deus. Conhecer o seu verdadeiro
caráter é ser curado desses males.
O indivíduo humano aparece no mundo já
hipnotizado até certo ponto.
hipnotização universal que o indivíduo sucumbe, em virtude da sua
receptividade, que já lhe vem do seio materno.
hipnotismo universal que atua sobre a consciência humana; trata-se de uma crença geral na
existência de uma egoidade separada de Deus, e essa crença atua hipnoticamente.
Essa hipnose coletiva subjuga os homens, sem que eles tenham disto consciência, e atua sobre eles de tal modo
que milhares sofrem resfriados quando o mundo afirma que está chovendo lá fora.
a barreira é a crença em algo separado de Deus.
Quem quiser, pode usar a palavra “tentação”, em vez de hipnose. Quem se
sente doente, pode considerar isto como uma tentação, que pode ser aceita ou rejeitada.
descobrir como neutralizar esse estado hipnótico.
– é simplesmente a experiência da presença de Deus.
( a cura não vem de frases mentais, mas de uma experiência da presença de Deus).
Quando deixamos de pensar pensamentos e
palavras, e mergulhamos no grande silêncio, então a mente pára – e a hipnose acabou.
Ao vivermos essa experiência, sentimos que entramos em uma nova dimensão, que ultrapassa a vida
Todas as dificuldades se dissipam na medida que desenvolvemos a faculdade de ficar
quietos, de contemplar, de sermos testemunhas de como a harmonia divina se
desdobra; e, graças ao princípio da unidade, também os nossos pacientes participam dessa harmonia.
Tu mesmo, nunca serás o curador, tu és apenas alguém que se ocupa com o
tratamento – o curador é outro, o Poder Supremo e Único
Se Deus é a lei eterna, única e universal, não pode existir nenhuma lei de desarmonia, como,
por exemplo, uma lei de doença, uma lei de dissolução, de infecção ou
contágio.
A única oração verdadeira é o desejo de nos tornarmos conscientes da
realidade de Deus.
nenhum tratamento é realmente completado enquanto o curador não sinta em si um certo grau de certeza interior.
Esse sentimento de paz que, te inunda – de uma paz que ultrapassa o entendimento – é ele que é
o verdadeiro curador. Se atingires essa consciência de paz interior então se
realiza a cura. É essa conscientização da presença de Deus que realiza a cura.
Caso eu não sinta logo em mim a certeza de que tudo está em ordem,
entrego-me por momentos à meditação para encontrar a minha paz interna e
realizar a minha união com Deus – e isto é tratamento.
Nem em todos os casos consegue o curador espiritual resultado cabal. Pode
isto ser devido ao fato de ele não se achar, nesse momento, na altura da
consciência espiritual. É possível também que o paciente não esteja ainda
acessível ao impacto do tratamento, pelo fato de se achar ainda enredado em
conceitos materialistas da vida.
(A CURA)Só tem que ver com o conhecimento da verdade de que aquele que aparece
como paciente está na unidade essencial com Deus.
A vida é, na verdade, o princípio que anima o corpo. Não é o corpo que te influencia,
tu é que influencias o corpo. O corpo não é lei para tua vida, a tua vida é que é
lei para o teu corpo. O corpo não controla a tua consciência, a tua consciência
é que controla o teu corpo.
Se alguém nos declara: “estou com dor de cabeça”, não há nada que, do ponto
de vista humano, possamos fazer contra isto. Que adianta sabermos
disto? Que adianta ouvirmos todos esses “boatos”? Que adianta estarmos
expostos a todas essas tentações de crermos em um Ego ou em uma lei
separados de Deus, tentações que, com demasiada facilidade, nos são
impingidas por um paciente loquaz? O curador permanece muito mais
facilmente na sua consciência divina quando não presta atenção à pessoa, à
circunstância, à coisa, mas compreende imediatamente: “Essa pessoa é vítima
de uma crença generalizada, da qual não sabe como libertar-se de momento”
Se, de algum modo, esperas participar do ministério da terapia espiritual,
aprende, antes de tudo, a não condenar aqueles que desejas ajudar. Cessa de
condenar, cessa de criticar, cessa de julgar! Eleva-te acima da influência geral,
que se compraz em condenações. Cada um tem as suas fraquezas, e ninguém
se orgulha delas
Quando, nas tuas andanças por este mundo, esbarrares com tragédias e
frustrações, nunca aplicarás o teu tratamento a uma determinada pessoa nem
a um determinado caso, nunca! Quem recebe o tratamento, é o problema em
si.(E QUAL É ESSE PROBLEMA?)
esse problema se baseia SEMPRE na crença de que alguém ou algo existaseparadamente de Deus.
(Então)volta-te para dentro de ti; convence-te de que aquilo
que estás presenciando é uma ilusão; mergulha na paz da presença de Deus
em ti. Todo problema que se te apresentar tem de ser enfrentado no interior da
tua consciência – não somente quando alguém invoca o teu auxílio, mas toda
vez que te encontrares com alguma necessidade.
Quando passando pela rua, encontrares um bêbado, surge um apelo à tua consciência, e é dentro da tua
consciência que tens de tomar atitude. Quando topares com um aleijado ou um
mendigo, não passes de largo sem Ihes prestar atenção. Não o deixes jazer onde está – fisicamente, sim, talvez possas
deixá-lo, espiritualmente ergue-o à verdade do Ser divino.
O tratamento deve realizar-se no momento preciso em que o doente entra na
zona da consciência do curador – quer isto aconteça por telefone, telegrama ou
carta, quer a lembrança do paciente surja subitamente na consciência do
curador. Neste mesmo instante é que se dá o tratamento do doente, e nem um
minuto mais tarde. Há um só instante para remover a crença,
e esse instante é justamente aquele em que ela surge no meu consciente. É
este o tempo para a intuição correta ou para seu desdobramento. O segredo da
cura está nessa reação – nesta intuição imediata.
nesse âmbito não podem atuar leis de injeção ou de contágio. Nem tampouco existem leis que
causem enfermidades físicas. Existe tão-somente a Lei-Deus, a
Lei-Espírito-perfeita, integral, harmoniosa, operando sozinha e
por toda a parte. Não há nada que se possa opor à lei de Deus, que
se possa afirmar contra ela — Deus somente é lei.
No momento em que o homem enfrentar qualquer problema
deve despertar em si imediatamente a consciência da natureza do
problema como sendo uma concepção material ou uma hipnose. E
logo a palavra “Deus” lhe surge na consciência, eclipsando logo
todo o conceito em tomo de pessoas, condições e circunstâncias.
(hipnose - fake news)
A quem permites transpor o limiar da tua consciência? Recebes portas adentro da tua consciência coisas como
contágio, infecção, como poderes maléficos? Devias fazer hoje objeto do teu
pensamento diário que nada possa entrar pela porta da tua consciência senão
a verdade do ser.
nunca mais acreditarás que algo possa ser melhorado por meio de manejos
miraculosos ou pela oração. Compreenderás que o que aconteceu foi o
seguinte: que tu te tornaste mais consciente de uma coisa que já existia desde
o princípio em toda a sua plenitude.
Se tu não és um recebedor da Infinita Plenitude não é porque a
Infinita Plenitude esteja ausente – mas é porque te falta a consciência da
Infinita Plenitude.
até me levantei uma hora antes a fim de orar intensamente por proteção. E agora, como me podia acontecer
isto?”
O amigo dele lhe respondeu: “Inventasse um acidente – creaste um desastre”.
“Não te compreendo. Julgava ser importante orar para ter proteção”.
“Isto, sim, é importante, contanto que... Se tivesses compreendido a natureza
da tua oração, tudo estaria certo. Mas agora, dize-me: contra que querias
proteger-te?”
“Ora, contra maus motoristas na estrada, contra acidentes e álcool”.
“Exatamente! Querias proteger-te a ti e tua família contra um poder e contra
uma presença separada de Deus.
E que fizestes? Creaste uma imagem mental de maus motoristas, de álcool e
acidentes – como poderias esperar que tais coisas te protegessem?”
Através desta única lição aprendeu esse homem o princípio fundamental que,
mais tarde, fez dele exímio curador espiritual – a lição de que existe um só
poder, e que esse poder único é Deus.
A lei é para os que vivem humanamente, a graça é para os que vivem espiritualmente.
Espiritualmente, somos infinitos, infinitos como Deus; e por isto é pecado
desejar alguma coisa.
Temos de pedir unicamente que o próprio Deus se dê a
nós e nos beneficie com a Sua graça – isto é pedir, bater e receber; é este o
único desejo legítimo. Mas, se reduzirmos o nosso desejo – o nosso pedir, o
nosso bater, o nosso buscar – a alguma forma de bem material, estaremos
sujeitos ao senso material da lei.
Não temerei bacilos nem infecção nem contágio, nem temerei poderes
humanos. Há um só Poder, o Infinito Invisível.
Se nos apegarmos firmemente a isto, o nosso caminho será harmonioso. Não
quer isto dizer que tenhamos cem por cento de sucesso, porque a pressão que
o mundo exerce sobre nós é grande – jornais, rádio, televisão, conversas,
boatos – tudo isto nos hipnotiza e nos leva à tentação de reconhecermos um
poder separado de Deus. Que de vez em quando sucumbamos a isto não nos
deve angustiar; nada há de que nos devamos envergonhar. Todo homem aqui
na terra tem tido momentos em que as tentações do mundo se infiltraram nele,
convencendo-o de que existiam poderes fora dele.
Todos são tentados a admitir um mundo separado do mundo de Deus, um poder fora do
Poder de Deus, alegrias fora das alegrias de Deus
O Mestre nunca orou para que a tempestade
amainasse; a sua única prece foi esta “Cala-te!” Será que ele falava às águas?
Não, ele falava à sua consciência e à consciência de seus discípulos: “Cala-te,
sê quieto!” Quando a nossa consciência está quieta, não há tempestades nem
dentro nem fora.
No silêncio e na quietude é que está a nossa força – não no falar. A linguagem
é o nosso meio humano para exprimirmos idéias divinas; entretanto, as idéias
divinas se revelam e manifestam em nós sem palavras. Colocamos o dedo
sobre os lábios e recebemos a certeza de que Deus está no campo, e que a
luta não é nossa, mas de Deus – que não há luta alguma.
conhecemos o segredo: o Pai está em mim, e eu estou no Pai, e nós
estamos uns nos outros. Sim, conhecemos esse segredo; mas agora importa
que, sem palavras nem pensamentos, duas, três ou quatro vezes por dia – e,
no próximo ano, vinte vezes por dia – entremos em nós mesmos, por meio
minuto que seja, a fim de conscientizarmos a Presença, a Energia divina, a
Centelha divina, vivendo de tal modo que todas as pessoas que entrarem no
âmbito da nossa consciência sintam o transbordamento de Deus sobre elas.
Autor - JOEL S. GOLDSMITH
Tradutor - HUBERTO ROHDEN