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GRAND PRIX - O FILME

A QUEM PODE ASSISTIR A ESTRÉIA NO CINE MAJESTIC EM PLENA RUA AUGUSTA... NOS TEMPOS DO ROBERTO CARLOS NO TEATRO RECORD... A DUZENTOS POR HORA NA ESTRADA DE SANTOS???

“Grand Prix” fez as minhas delícias de adolescente, quando o vi pela primeira vez em Johannesburg, em 19 de Agosto de 1967, um sábado.

Tinha sido o filme escolhido para inauguração de uma nova sala na capital do Rand, chamada Royal Cinerama, especializada na passagem de filmes naquele formato (écran semi-circular com tripla projeção simultânea).

 Ao longo dos anos revi o filme dezenas de vezes (a última foi neste último fim-de-semana, na recente e magnífica edição em Blu-Ray), mas a memória daquela 1ª sessão nunca mais me abandonou.

Recordo ainda o foyer do cinema todo engalanado com artefatos relacionados com o filme, onde nem sequer faltavam dois ou três prototipos dos bólides de Fórmula 1 (os famosos charutos da época).

Transcrevem-se de seguida as notas originais que constavam do programa de apresentação, que era distribuído gratuitamente à entrada para a sala:



“Grand Prix” is the story of four drivers, the women behind them, the cars beneath them. These four daredevils dice with death across the race tracks of the globe. Each has his eyes and heart on the world championship. Only one can win. They are:-

The American…Peter Aron (James Garner). Aron, a restless, abrasive personality, lives for driving. Starting the season with Jordan - BRM he is fired after a multiple crash at Monaco, rejected by the autocratic Manetta-Ferrari owner (Adolfo Celi), finally ends up in partnership with Japan’s ambitious Izo Yamura (Toshiro Mifune). Both badly want the world championship. Yamura for his cars. Aron for himself.

The Corsican…Jean-Pierre Sarti (Yves Montand). At an age when most top drivers have retired to the grandstands, he aims one last fling at the world title…and a win that could give him the elusive hat trick. An added tension to his bid is his blossoming love affair with fashion editor Louise Fredrickson (Eva Marie Saint). And at speeds approaching 200 miles per hour, tension spells trouble.



The Britisher…Scott Stoddard (Brian Bedford). A talented young Jordan-BRM driver, whose marriage and racing suffer from the shadow of his dead brother Roger, a former world champ whose personality still haunts the circuits in general and the Stoddard family home in particular. And then there is his wife, Pat (Jessica Walter). Pat is a problem - a bored ex-model, failed actress, indifferent wife and troublesome mistress to Stoddard’s archrival and ex-colleague Pete Aron.

The Sicilian…Nino Barlini (Antonio Sabato). A wild young driver played by a wild young actor. Barlini lives and dreams cars, motorbikes and girls. One of the girls is Lisa (Françoise Hardy), an enigmatic beauty who emerges from a Riviera discotheque to follow the racing season…and Barlini.
Of the quartet, one will raise his hand in victory, another will die. Not one of them or their women will ever be the same.



Brilhantemente filmado por John Frankenheimer e pelo fotógrafo Lionel Lindon para o formato Cinerama, “Grand Prix” é um tesouro fílmico de grande estilo que consegue transmitir ao espectador toda a excitação do mundo da Fórmula 1.

 Um mundo que ao longo dos últimos 45 anos não parou de evoluir tecnicamente (sobretudo na segurança dos carros e das pistas), mas que, por isso mesmo, perdeu muito do fascínio inocente de uma época, fascínio esse que este filme conseguiu preservar até aos dias de hoje.

A magnífica sequência dos créditos iniciais (da autoria do aclamado Saul Bass) introduz desde logo o poder visual das imagens que não mais iriam abandonar a memória de todos quantos tiveram o privilégio de assistir a “Grand Prix” numa enorme sala de cinema.

 A divisão do écran, os ângulos múltiplos ou as imagens sobrepostas são aqui usadas exemplarmente, constituindo o todo um excelente mosaico da arte de (bem) filmar.



Entre o circuito citadino do Mónaco, a abrir o filme, e a antiga e espectacular  pista de Monza (hoje em dia muito diferente no seu traçado), “Grand Prix” acompanha diversas corridas da temporada de 1966 (todas elas tratadas cinematicamente de modo diferente), centrando a sua história em quatro pilotos e nos seus mundos particulares.

 Misto de ficção e realidade, com uma realização semi-documental extremamente eficaz, o filme vai alternando as vidas pessoais de cada um dos quatro homens com as suas ambições profissionais enquanto corredores de Fórmula 1.

O resultado chega a ser épico, no sentido em que “Grand Prix” é um marco que jamais poderá ser ultrapassado, por ter sido realizado numa época em que apesar de tudo o mundo do desporto automóvel ainda não era a grande indústria dos nossos dias.


Nota do divulgador: - Tal apresentação acima esta no Rato Cinéfilo, mas com certeza tive eu a chance de assistir o filme e logo em seguida estar acompanhando a Formula 1 em Interlagos como Mapista e cronometrista pela Federação de Automobilismo Paulista!!! Com certeza tive a chance de conversar com vários pilotos e até andar no Coopersucar do Emerson Fittipaldi, pois o projetista era um colega da FEI PUC Ricardo Divila!!!
Hoje já com meus 74 anos não perco nem mesmo de madrugada os pilotos que são mais robos pois as máquinas foram modernizadas e todas as informações que antigamente eram quase libra para que o piloto soubesse dos box as informações e a única informação antiga ainda é a plaqueta dando quem esta atrás e que possa ultrapassa-lo e o tempo e a sua posição!!!!
Naquela época ninguém ganhava milhões de dólares como ganham os pilotos atuais!!! Mas assistir nossos brasileiros na pista valia a pena ver a torcida na arquibancada com a bandeira brasileira a cada passagem dos nossos pilotos brasileiros!!!! Para quem não sabe Ronnie Peterson tinha o mesmo hobby que eu de fotografia... trocamos várias ideias com filtros especiais para melhores fotos e máquinas profissionais que na época mostrei a ele a Fujica com motor drive que era quase uma filmadora de fotos sequenciais!!! Com alta definição... que tenho uma foto do Emerson com seu Coopersucar só o carro nítido e o resto em movimento, inversamente a imagem de outras fotos que tem o carro como uma mancha e o resto totalmente nítido!!! Fotografia e mecânica são as minhas paixões... e naturalmente fã do Ayrton Senna da Silva!!!!
Ivan o terrivel e Rato cinéfilo
Enviado por Ivan o terrivel em 22/05/2019
Reeditado em 22/05/2019
Código do texto: T6653480
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Ivan o terrivel
São Paulo - São Paulo - Brasil, 75 anos
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Ivan o terrivel