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Corpos Ardentes (Preciso da sua critica)

(Sócrates Di Lima)

 
PARTE I
 
A madrugada rompia o dia, trazendo na sua bagagem, a névoa fina orvalhada e fria.
As águas do canal urbano cortavam a cidade, fazendo içar de seu leito, uma fumaça esparsa feita neblina, naquela madrugada fria e silenciosa.
Praticamente ninguém ousava aventurar-se nas ruas desertas e misteriosas da pacata cidade do Norte da Capital do Estado de São Paulo.
Não era um inverno qualquer, pois, naquela cidade, raramente se via esta estação do ano tão gélida.
Sob a neblina se via um vulto aparentando feminino caminhar lento e compassado de um lado a outro, como se a espera de alguém.
Ruídos de veículos se ouviam no leito carroçável, ora freadas bruscas, ora aceleradas diante do semáforo que continuava cumprindo sua função.
Curioso para saber o que acontecia nas madrugadas com as mulheres de vida fácil, encontrava-me estacionado junto ao meio fio, numa distância mínima de uns 50 metros da esquina, onde lhe chamou a atenção um corpo exuberante locomovendo-se de um lado ao outro.
Um veículo parava, aquele corpo caminhava, curvava-se, abria-se uma porta e lá se via indo para algum canto, com alguém que nunca havia visto.
Na busca daquilo que a que se proôs a descobrir, permanecia estacionado, aguardando o retorno daquela mulher, o qual poderia ser breve ou demorado. Mas, como aquele era o seu objetivo, pacientemente esperava.
Algum tempo depois, o veículo retornava, ela descia delicadamente, pois, se via suas pernas longas, seu calçado de salto bem alto, fino e aquele corpo erguia-se, aprumava no espaço e seguia novamente jogando os quadris de um lado a outro, como se no toque repicado e marcado de um instrumento do tipo tambor.
Outro carro, mais outro, outro, enfim, toda a madrugada daquela noite fria se via aquele corpo que sendo usado por tantos corpos distintos.
Por várias madrugadas esteve naquele lugar, observando a vida trabalhosa daquele ser que vendia seu corpo ao público masculino ao preço tabelado de R$ 150,00 por uma hora de prazer e luxuria.
Max continuava estacionado com seu veículo ao meio fio, observando o movimento, quando teve vontade de se dar o prazer de usar daquele corpo como todos que assim fizeram naquelas madrugadas frias e solitárias.
Mas, sempre que pegava a carteira, não tinha a coragem de se dar ao direito a libertinagem.
Seu corpo sedento tinha ânsia, tremia, parecia viciado com a falta de outro corpo.
Mas, se permitia apenas observar.
Não era uma tara, nem mesmo um desvio de conduta aquele procedimento, era apenas uma curiosidade em saber como era a vida de uma mulher da vida, especialmente daquela.
Alguns podiam dizer que aquelas mulheres tinham uma vida fácil, mas, enganavam-se, não era nada fácil.
 Um Max criou coragem e chegou até ela, pois, soube-se que ela permanecia todos os dias, sentada numa cadeira de um bar na Rua José Bonifácio esquina com Duque de Caxias a espera de seus clientes.
Encostou o carro no meio fio e a chamou.
Aquele corpo veio apressado, debruçou-se na janela e disse:
- Vamos fazer um programinha?
- Quanto custa?
- Cento e cinquenta reais
- Por quanto tempo?
- Uma hora.- Completo?
- Menos beijo na boca, me disse num leve sorriso nos lábios.
- Ah!! Assim não, quero beijo na boca.
- Quem sabe, respondeu.
- Onde podemos ir?
- Onde você quiser.
- Entra.
A porta se abriu e aquele corpo entrou e sentou-se no banco do passageiro.
Com as mãos frias ela pegou na mão de Max e disse:
Você está com aparência de assustado, o que está pensando?
- Nada, sou assim, esta é minha aparência.
- Está bom... vou acreditar.
- Vamos sair logo daqui o tempo vale dinheiro e não podemos perder tempo aqui parado.
- Está legal.
Deu a partida no veículo e saíramos.
No caminho a rapariga, sem qualquer solicitação, ligou o som e começou a tocar um cd do Callument Lobo, em seguida, tirou as sandálias e colocou os pés sobre o painel do veículo...e resmungou:
- Que chatice essas músicas, não tem coisa melhor?
- Do que você gosta? Perguntou-lhe.
- Gosto de Sertanejo, não tem aí?
- Tem.
- No porta luvas?
-Sim.

Abriu o porta luvas e pegou a porta CDs e procurou...
- Nossa, tem aqui música country!!
- Sim, o gosto é eclético, principalmente esse tipo de música.
- Vou colocar esse aqui. Se referindo ao CD do Alan Jackson.
- Ok, pode colocar.
A música era balançada e ela se mexia toda no banco onde se encontrava.
De repente, abriu a bolsa e tirou um cigarro.
- Me desculpa, mas, não quero que fume aqui. Interpelou para a moça.
- Ah!! Deixa de ser chato, é só um baseado.
-O que!! Está maluca. Nem pensar.
- Ora...como você é careta, vai me dizer que nunca puxou um “ fuminho”.
- Claro que não, não é minha praia. Respondeu.
- Vamos logo então, pois, lá no Motel eu fumo o meu baseado.
Imediatamente pisou no freio para parar o carro.
A moça se assustou, quase caiu do banco...
- Você é louco, como para o carro desse jeito.
- Olha, quero deixar uma coisa clara aqui entre nós, disse Max.
- O que?
 - Nada de “ fuminho”, nada de “ baseado”, nem aqui e nem no motel estamos entendidos.
- Está certo, também não tem beijo na boca...
- Revanchismo é! É assim que você vê as coisas?
- Não, mas, você quem está querendo assim.
- Vocês fazem isto com todo mundo que sai?
- Não, é que já está no final da minha jornada e eu estou morrendo de vontade.
- Olha, não será dessa vez, ok.
- Está bom, resmungou.
Durante alguns minutos, ficaram em silêncio, apenas o som do carro.
Quase chegando ao motel, abriu novamente a bolsa e retirou dela, um tubo de vidro pequeno, com um pó branco.
- O que é isto? O que está pretendendo agora?
- Isto aqui é “ coca” “ coca pura”, da boa.
Nesse momento Max freou o carro subitamente.
- O que foi agora gritou a moça.
- O que foi é que eu não quero isto. Não sou usuário e nem vou permitir que você use isto enquanto estiver comigo, gritou Max.
- Nossa, como você é “ quadrado”.
- A questão nem é esta, é que eu não “ curto” droga alguma, nem cigarro eu fumo “ sacô”.
- Saquei, meu... respondeu irritada.

Enquanto isto, na Delegacia de Polícia:

- Quero falar com o delegado, indagou alguém no balcão do plantão policial.
- O que o senhor quer com o doutor?
- Quero registrar uma queixa de furto.
- Pois não, um minuto que após registrar um flagrante de entorpecente eu já o atendo.
- Demora?
- O senhor aguarda, por favor, disse a escrivã.
Em silêncio o homem encostou-se no balcão e ali ficou.
Aquela madrugada estava agitada, plantão policial cheio de pessoas, a cada momento chegavam policiais trazendo algemados, pessoas que acabaram de cometer algum ilícito penal, como, furto, (art. 155 do CP). roubo(art.157 do CP), porte de entorpecente(art.12 da Lei 6368/73), usuários de drogas(art.16 da Lei 6368/73), lesões corporais(art. 129 do CP)., e assim, a madrugada seguia seu cotidiano.
Algumas horas se passaram quando a escrivã, se dirigindo ao homem debruçado no balcão, perguntou-lhe:
-Qual a sua queixa Senhor?
- Olha dona, saí com uma “ puta” há umas 3 horas atrás, fomos para um hotelzinho lá na José Bonifácio...
- E aí, indagou a escrivã.
- Pêra, moça, deixa-me contar do começo.
Com ar de impaciência a escrivã resmungou;
- Conta só o que aconteceu, sem histórias, seja breve senhor.
- Bom, aí, eu fui tomar banho e deixei minhas roupas sobre uma cadeira, quando voltei, coloquei a roupa e então ela me disse que o meu tempo estava acabando e teríamos que ir embora.
- E então? Interpelou a escrivã.
- Então a gente saiu, paguei a conta com um dinheiro que eu tinha no bolso e deixei a “ puta” lá na avenida.
- Senhor, por favor, não precisa falar assim, diga, mulher de programa, é menos ofensivo...
- Mulher de programa uma “ porra”, é “ puta” mesmo, respondeu o homem já alterado.
- Se o senhor continuar assim, vou ter que chamar o delegado e o senhor poderá se prejudicar. Continue.
- Pois é, deixei a “ vagabunda” lá na esquina e parei no posto para abastecer o carro, e, aí, não achei o dinheiro, o talão de cheque e meus cartões de crédito que estavam na carteira.
- E o senhor está achando que foi a pessoa que lhe fez companhia?
- Acho não, tenho certeza que foi aquela “ pilantra”.
- O senhor sabe o nome dela?
- Não.
- Sabe descrevê-la?
O homem parou, pensou, coçou a cabeça e respondeu:
- Era alta, mais ou menos um metro e oitenta, olhos verdes, mas, me pareciam lente de contato, cabelos longos, lisos e loiros, usava salto alto que parecia ter dois metros de altura com aqueles sapatos, vestido…deixa-me ver....vestido!!! Não me lembro a cor do vestido.
- E onde mesmo a deixou?
- Lá na avenida, esquina da nove de julho com São José.
- O senhor voltou lá?
- Sim, mas, não estava mais.
-Ok, está registrado sua queixa, se surgir alguma coisa, entraremos em contato com o senhor.
- Eu vou voltar lá e pegar aquela “ puta” e enchê-la de “ porrada”, falou o homem em tom ameaçador.
- Não o aconselho a fazer isto, além de perigoso, o senhor pode responder por crime de lesão corporal dolosa, etc.
- Está legal...está legal...resmungou o homem e saiu.
Algumas semanas se passaram, e Max, novamente na madrugada, vagava em busca de uma nova aventura.
Circulou por várias ruas e avenidas da cidade, sem que tivesse êxito na busca, apesar de se deparar com inúmeras mulheres nas esquinas da vida em busca do prazer remuneratório, sem chances do prazer carnal.
Foi quando, descendo a Rua Barão do Amazonas, nas proximidades da Rua Duque de Caxias, num ponto de ônibus, deparou-se com uma silhueta feminina sentada dando a entender que esperava o ônibus.
Passou devagarzinho e percebeu que a jovem mulher olhou e esboçou um sorriso.
Parou o carro, e pelo retrovisor da porta direita, percebeu que a moça se levantou de caminhava até o carro. Abriu-lhe a porta, e, sem perda de tempo, a moça entrou no carro.
- Aonde vamos, perguntou-lhe, no intuito de saber para onde ia.
- Para onde você quiser, respondeu-me.
- Está bem, podemos ir a um motel?
- O que você acha?
- Ora. Ora...acho que devemos ir.
- Posso saber seu nome?
- Nada de nomes, moço...nada de nomes.
-Está certo, mas, deixa-me olhá-la melhor, você é mulher mesmo!!!
- Não acredito que está me fazendo esta pergunta? Não sabe distinguir uma mulher de um homem?
- Saber eu sei, acontece que hoje tem muito homem parecidíssimo com mulher, até na voz e você não tem o pomo-de-adão, só por isto, fiz a pergunta.
- Está certo, mas, sou muito mulher viu, muito mesmo.
Bom, então vamos.
 
Já no motel:
- Quero realmente saber seu nome, insistindo na pergunta.
- Por que quer saber meu nome?
- Não me interessa saber o seu? Disse-lhe a mulher.
- Ora, quero saber para que eu possa procurá-la novamente.
- O moço não sabe nem se vai gostar de mim?
- É verdade, mas...
- Não tem mais…pode me chamar de Rebeca.
- Mas, este não é seu nome?
- Não importa, não importa.
- Está bem, Rebeca.
- Vamos tomar banho juntos?
- Vá você, depois eu vou, respondeu Rebeca.
Enquanto tomava banho, Rebeca pediu uma bebida e acendeu um cigarro, sentou-se numa cadeira e começou a despir-se. Via tudo do lado de dentro do banho, que tinha vidros escuros separando o banheiro do quarto.
Terminou o banho e enrolou-se numa toalha e foi para a cama, enquanto ela, dirigia-se ao banho.
Deitou-se na cama, ligou a televisão para reproduzir mp3, colocou o som baixinho e ficou observando-a tomar banho...
Via a água escorrer por aquele corpo de um metro e oitenta aproximadamente, a espuma do sabonete sobre seus seios pequenos, eretos, mamilos grandes, abdome reto, com um pircing no umbigo... suas mãos deslizavam sobre seus seios, descia o ventre, as pernas longas e grossas. Ficou ali, observando suas mãos tocando seu sexo ensaboado. A água quente caia do chuveiro e banhava todo aquele corpo que eu iria possuir minutos depois.
Com o quarto fechado, o vapor emergido da água do chuveiro tomou conta do Box e deixou tudo opaco, só via aquele vulto esbelto e movendo sob a água quente do chuveiro.
Lembrou-se de um detalhe, a mulher era tão desejosa que eu imaginava que não iria dar conta.
Aproveitando o fato de o vapor da água quente ter deixado os vidros do Box opacos, levantou-se e foi até a calça e pegou um comprimido chamado Cialis e imediatamente engoliu a seco, com receio dela sair do banho e vê-lo tomando o remédio.
Era um reforço para o caso de algo dar errado.
O cialis é um super Viagra, com 36 horas de ereção. Assim dizia a bula. Só esperava que aquela bula não fosse mentirosa. É, por que, às vezes a gente vai com muita sede ao pote e acaba quebrando-o, derramando toda a água e aí complicaria tudo.
Deitou-se novamente na cama, e, olhando-a no banho indagou;
- Vai demorar mais aí?
- Não, já terminei, só um minuto.
Abriu-se a porta do Box e saiu àquela mulher linda, maravilhosa enrolada na toalha que só cobria seus seios e parte de suas pernas, deixando exposto os pelos púbicos daquela vagina que me dava arrepios de tesão.
Ajoelhou-se sobre as pernas de Max pernas e pediu para enxugar seus cabelos.
Puxou a toalha e deixou a descoberta aqueles seios lindos, empinados como duas peras durinhas, acabadas de serem apanhadas no pé...
Puxou aqueles corpos úmidos, arrepiados e trouxe-o para sua boca…. Começou a acariciá-lo com os lábios.
Diminuiu o tom da luz, e sobre a mesa havia uma garrafa de vinho cabernet suave e duas taças, as quais esticou o braço e pegou sem deixar que ela saísse de perto de si.
Sobre a cabeceira da cama havia um painel de controle, onde aumentou o som do CD que tocava uma música suave. Colocou o vinho nas taças e o coloquei na boca dela.
O vinho derramava sobre seus lábios, escorria e caia sobre aqueles seios lindos, ali na minha frente.
Quis beijar sua boca e ela desviou os lábios...
- Não, falou sussurrando.
- Ah!! Só um pouquinho... quero experimentar o gosto do vinho na sua boca. Disse-lhe Max
- ainda não, respondeu.
- Quantas horas o senhor vai me pagar? Disse-lhe
Aquilo quebrou o encanto naquele momento, eu estava excitado, criando um clima de romantismo e sedução e ela veio com aquela conversa.
- Você é uma CT, disse-lhe.
- CT? O que é CT? Perguntou-lhe.
- Corta Tesão…CT é Corta Tesão, foi isso que você fez.
- Ah!! Amorzinho…fica bravo não, desculpa, não imaginei que você seria tão romântico com uma garota de programa.
Max olhou bem naquele par de olhos verdes, muito verdes, os quais não pareciam lentes de contato. Começou a acariciar seus cabelos loiros e longos...
- Olha, deixa-me fantasiar, - deixa-me sentir que você é a mulher que eu mais desejo agora, esquece o que somos e quem somos, deixa-me viver minha fantasia, balbucio Max
- Está legal, mas, não demora, a não ser que você queira pagar para que eu fique mais tempo com você.
- Psiu…não fale nada, falou-lhe, colocando a mão sobre seus lábios impedindo que ela voltasse a falar sobre aquele assunto.
Apaguei a luz, deitei-a sobre a cama.
Max estava a ponto de bala, o sangue pulsava nas veias, o órgão sexual estava firme, parecia uma britadeira, então, sentiu-se aliviado e “ poderoso”.
A noite foi fantástica, aquela mulher era exímia fêmea, excitante, devassa, extremamente libidinosa, ninfomaníaca, compulsiva, e com a ajuda do amigo do pênis, dei conta do recado.
A Lua estava linda e amos deixaram o quarto e se sentaram numa guia que tinha do lado de fora do quarto e ficaram ali admirando a beleza da lua e rindo na alegria de estarem ali.
Alguns minutos se passaram e voltaram para o quarto e lá, voltaram ao amor dantes, colocando-a numa cadeira própria para fazer sexo, onde a mulher ficava de cabeça para baixo e ali fizeram loucuras de amor.
A banheira estava cheia, agua morna e ambos entraram naquela água cheia de sais onde novamente fizeram amor, gritaram e gozaram quase a desfaleceram.
Já ofegante, a carne trêmula, as pernas bambas, levantam e sem se enxugarem deitaram na cama, onde Max encostou-se na cabeceira e com ela sobre o peito, ficaram ali por um belo tempo.
Levantando-se, olhou para Max e acendeu a luz.
Era madrugada, o dia estava se levantando e os dois ali sem dormir à noite toda, só transando como queriam.
E assim, foi por outras vezes.
Era uma quarta-feira, Max fechou seu escritório, ligou para ela e voltaram ao motel no quarto de sempre, o número 27.
Era dia chuvoso, e eles já haviam bebido vinho, cerveja, cachaça e comido casca de siri.
Resolveram então sair para fora do quarto, embaixo de chuva forte e foram fazer amor os dois pelados sem se importar com nada e nem com ninguém, ali ficando os dois agarrados em pé, numa experiência nova e tão gostosa quanto as outras.
Havia, ainda, uma garrafa de vinho sobre a mesa, e as taças ainda pela metade. Levantou-se e foi buscá-las.
A ela deu uma taça e a outra, brindaram, e beberam o vinho. Uma taça, outra taça e lá se foi a garrafa.
Ela olhou sobre a mesa, havia um vidro de pimenta malagueta que Max tinha comprado junto com várias outras coisas que levou em um cooler ao motel, parecia que foram lá acampar.
Ela abriu o vidro, tirou uma pimenta, sentou-se na cama, abriu as pernas e falou.
- Coloca dentro de mim e enfia seu falo, quero realizar este fetiche,
- Você está maluca, isto vai arder para cacete.
- Vai nada, faz o que estou mandando.
Mas então enfiou a pimenta na vulva dela e tentou enfiar o falo quando deu um grito.
- Cacete meu, como está ardendo
- Aiiiii…socorro, ajuda aqui, está ardendo muito...gritou Rebeca.
- Meu deus o que vou fazer, essa mulher é louca, vamos ali no chuveiro, vou te lavar com o chuveirinho.
- Vai logo…aiiii...
E assim Max fez por várias vezes, sabonete e agua, até que ela se acalmasse e nunca mais quisesse saber de pimenta malagueta.
Independente das loucuras, aquela mulher estava mexendo muito com ele, estava sensível, carente, e ela lhe dava mais do que eu poderia encontrar numa garota de programas.
Acariciara-se como dois animais no cio. Naquele momento Max deixou a sua condição de contratante e ela a condição de contratada e cederam ao extremo prazer.
A cumplicidade da cama e das paredes, os fez sentirem dois animais fazendo sexo selvagem e os corpos caíram extasiados uns sobre o outro.
Sentia-se como um rei. Fez amor como nunca havia feito antes.
O dia havia amanhecido havia um bom tempo e lá estavam jogados na cama, ainda sedentos do prazer carnal apimentado.
- Olha moço, foi muito bom, mas, quero saber se você já vai embora ou quer continuar, porém, o preço agora é dobrado.
- Está certo, vamos ficar mais um pouco. Disse-lhe.
- Aí…que pontada no peito. (Esboçou um grito de dor)
- O que foi, moço, não vá me dar um ataque cardíaco agora hei, precisa me pagar primeiro, disse-me moça.
- Nossa que pontada no peito foi essa? Vamos embora. Disse-lhe Max
- Paga-me antes.
- Está certo, pegue minha carteira ali.
- Toma.
- Quanto é?
- Trezentos reais?
- O que?
- Trezentos reais, sem choro. Eu avisei que seria mais caro o tempo que me dediquei a você.
 - Agora é que vou ter um ataque cardíaco.
- Que nada, você está “ inteiro”.
- Está certo, toma aqui a grana.
- Valeu cara.
Nisso sentiu novamente a dor no peito.
- Me leva a um pronto socorro, por favor, não estou bem.
- Não é possível, o que está acontecendo hei!! Espera um pouco eu não tenho carta de motorista, não posso dirigir.
- Vai logo, não estou aguentando a dor.
- Alô, é da portaria?
- Sim senhora, o que deseja?
- Chama uma ambulância urgente, o moço aqui está tendo um ataque cardíaco?
- Minha nossa, aguenta aí que já estou chamando.





PARTE III
Alguns minutos se passaram e a ambulância chegou. Entrou no quarto os paramédicos e outras pessoas, foram nesse momento que perdi os sentidos.
- Corre aqui, anda logo com esse desfibrilador, o cara apagou. Gritou o paramédico.
- O que aconteceu moça... o homem não aguentou?
- Ele estava bem...
- Será que tomou algum remédio?
- Sei não, pelo menos eu não vi.
- A pulsação está elevada, a respiração está ofegante. Batidas do coração acelerada.
- Não usem o desfibrilador, ele está respirando, vamos levar para a ambulância.
Foi um corre e corre para levar o moço para a ambulância....
Na ambulância.
- Ele está voltando ao normal....
- O que aconteceu? Perguntou Max,
- Ainda não sabemos você apagou.
- Meu Deus!!!
- Cadê a moça que estava comigo?
- Hei, cadê a acompanhante do moço?
- Doutor, a moça sumiu.
-Bom, deixa isto para lá agora. Diga-me uma coisa, você tomou algum medicamento?
- Tomei doutor. Disse-lhe
- Qual?
- Preciso dizer?
- Qual retrucou o médico em tom áspero.
- Cialis.
- Não consultou seu médico? O senhor tem histórico cardíaco?
- Não, pelo menos n’ao sei.
- Pois bem, da próxima vez, fale com seu médico para saber se você pode usá-lo, apesar de que isso não mata ninguém.
- Você está bem, só precisa ir até o hospital para a gente fazer uns exames, pois, sua pressão arterial subiu um pouco.
- O senhor quer que chame alguém da sua casa?
- Não. Não senhor.
- Está bem, então vá ao hospital, por hora o senhor está medicado, nada grave.
- Está bem doutor.
Já era tarde, a madrugada avançava e Max precisava ir embora.
Saiu dali com o pensamento voltado na mulher que havia desaparecido.
Os dias e meses se passaram e aquela mulher não me saia da cabeça.
Meses após meses circulou pela madrugada afora, em cada ponto da cidade onde provavelmente a moça poderia estar, contudo, sem obter resposta positiva.
Nove meses se passaram daquele dia em que esteve com ela.
Os dias que se seguiram não foram mais os mesmos, porque sentia que faltava algo nas mulheres posteriores, algo que ela tinha de sobra.
Era linda, uma mulher excepcionalmente linda, loura, olhos verdes e louca.
No nono mês foi trabalhar na cidade de São José do Rio Turvo, na região de Rio Cabeça, e por lá ficou por uma semana.
Era entediante a noite permanecer no hotel, então saia para dar uma volta, ir ao cinema ou tomar um chope pelos bares da vida.
Certa noite enquanto transitava por uma das avenidas deparou com algumas mulheres da noite, buscando programas na madrugada.
Mas, nada lhe interessava, pois, lhe fazia lembrar daquela mulher que me fez o corpo ardente, me fez queimar corpo até a alma de tanto desejo.
Foi até um restaurante onde se reuniam pessoas do meu meio de trabalho e lá encontrou pessoas conhecidas.
- E aí, meu caro, o que temos para esta noite, me interpelou um conhecido, assim que adentrou ao recinto.
- Por ora nada em mente, estava dando uma volta pela cidade e nada me interessou em fazer hoje, disse-lhe Max
- Bom, estamos indo para uma chácara de um cliente cheio da grana. O cara é gente boa e vai levar algumas garotas para lá, você topa ir?
-Sei não, o que vai custar isso?
- Que eu saiba nada, pois o cara convidou a gente e disse que poderíamos ficar numa boa, sem se preocupar com dinheiro. Disse-lhe o cidadão.
- Se é assim, então vamos.
Era por volta de 23h00 quando chegaram ao local.
Logo de entrada ouviram música sertaneja, no repique da viloa, Tião Carreiro, aproximadamente umas trinta pessoas curtindo as músicas regadas com muita cerveja, vinho, cachaça e whisky do bom e churrasco.
Aquele lugar era o mais secreto dos cassinos naquela localidade, protegido pelas maiores autoridades locais que iam para lá na madrugada se divertirem e perder muito dinheiro nas mesas de jogos, além da discreta prostituição das mais gostosas garotas do Ramirinho, trazidas de outras cidades, até do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, as mais belas gatas do sexo.
Ficaram por ali jogando conversa fora, até chegaram quatro caminhonetes cheias de mulheres e a primeira era do dono da chácara, o Ramirinho, um cara bem relacionado, muito dinheiro e amigos políticos de um modo geral.
Max notou que lá se achavam vereadores, presidente e ex-presidentes da câmara municipal, prefeito, delegado, juiz e até um deputado da região.
As portas das caminhonetas foram se abrindo e dela descendo mulheres e mais mulheres, lindas, exuberantes, todas as garotas de programas já conhecidas de algumas das pessoas que ali se faziam presentes.
O dono da festa, o Ramirinho, chegou todo sorridente, cumprimentando todo mundo, soltado baforadas de fumaça do charuto cubano, ao seu lado uma loura linda, sorridente que é fez tremer as pernas.
Max ficou embasbacado com a presença daquela notável mulher de parar o trânsito. Embora todas as outras fossem não menos apetitosas, aquela era excepcional.
Seu coração acelerou, ficou pálido a ponto de o seu colega ficar assustado.
- Rapaz o que está acontecendo com você, está pálido?
- Nem te conto…está vendo aquela mulher com o cara da Hilux preta, o tal de Ramirinho?
- O dono da chácara?
- Sim, ele mesmo, é mais conhecido como Patrão.
- O que tem ela?
- Estou à procura dessa mulher havia mais de nove meses disse-lhe Max
- Hahahahaha, gargalhou o amigo, - então foi uma bela gestação essa a sua? Ora, procurando por quê? Cuidado, ela é a dondoca do cara ali, e o sujeito não é flor que se cheire, apesar de ser um cara legal. – Mexer com mulher dele é pedir para morrer, o cara tem fama de matador.
 - Você está brincando. Mas, não tenho medo não, também sei manusear uma arma ponto quarenta, um treizoitão ou uns nove milímetros. Retrucou Max
- Você está doido cara, sai fora dessa, aqui não. Está vendo esse povão aí, são todos da laia dele, puxa sacos, fazem de um tudo para ter crédito com o cara.
Não se mete não. Acho melhor a gente ir embora.
- Que nada, não vamos embora não senhor, já está melhor. Quero olhar na cara dela, frente a frente, quero ver se ela se lembra de mim.
- Não faça isso cara, você vai me colocar em fria, fui eu quem o trouxe para cá.
- Não se preocupe não lhe causarei nenhum problema. Falou Max
A noite rolava solta, muita prosa, muita bebida, muita carne, e, principalmente, muita sacanagem.
Ouvia a conversa dos políticos contando vantagens, que deu nó em um, deu nó em outro, vendeu projeto de lei, ganhou comissão vultosa (propina) numa licitação, e por aí foi noite adentro.
Todos ali tinham “ o rabo” preso, até mesmo o churrasqueiro, que embolsava uma gorjeta para levar mais carne e bebidas em uma determinada mesa que não a do patrão.
Olhava por entre a folhagem da samambaia que fumava e via a “ bandida” se deliciando no colo do safado. Volta e meia metia a mão no bolso dele e tirava várias notas verdinhas, pareciam de US$100 e enfiava no sutien, e ria. Ria de gargalhada.
Entre risos, ingeria goles de whisky Ballantaines, chivas, Bucanas, com red Bull, Licor 43 com café, para não se embriagar e fumava baseado.
Lá no meu canto, sentia o cheiro intolerável de “ canabis sativa”, a maconha que era fornecido gratuitamente para as meninas.
Aquele amigo de Max não estava nem aí, infiltrou-se no meio deles e lá ficou curtindo a noite. Fez outra olhava para Max como se me convidasse para entrar na deles e eu balançava a cabeça negativamente.
De repente chega ao meu lado o sujeito que me olhando indagou com uma baforada de charuto:
- . Eu te conheço?
Nesse momento chega o amigo, dá um tapa nas costas do cara e diz;
- Esse cara aí é meu irmão, está aqui comigo, é advogado criminalista.
- Bom ter parceiro por aqui, e por que está quieto aí no canto.
- Estou com dor de cabeça, interpelou Max imediatamente.
- Vá lá à cozinha e toma um remédio, a empregada está lá, peça para ela, disse-me o tal de Ramirnho, virando-me as costas e se retirando.
-Ah! Depois volta aqui para a gente se conhecer melhor, vou te apresentar alguns figurões da cidade, falou-me por derradeiro.
Saiu dali e foi para a cozinha tomar água.
Assim que entrou na cozinha, estava frente a frente com ela, chegaram a se tocarem acidentalmente.
Ela olhou para Max sorrindo e pedindo desculpas. Mas, em um novo olhar, ficou parada, com olhar fixo como se tivesse visto o cão.
- É você Max Sam Giorgio?
- Sim, sou eu.
- Meu Deus, que loucura, jamais poderia imaginar em te encontrar novamente, ainda mais aqui, num lugar como este.
-Eu sou quem pergunta o que você faz aqui no meio dessa corja. Disse-lhe Max
- Ah.meu querido, eu preciso ganhar a vida.
- Vai desaparecer de novo, perguntou-lhe
- Por que quer saber?
- Ora, levei muito tempo para te reencontrar, vou perdê-la novamente?
- Não acredito que esteve me procurando todo esse tempo.
- Estive sim, temos umas contas a acertar, falou-lhe
- Não temos não, respondeu-lhe.
Olhando a frente, pediu licença e foi saindo, pois tinha visto seu “ homem”, o Ramirinho chamando-a.
Ao sair requebrando seus quadris, digam-se, divinos, deixou cair alguma coisa.
De alguns passos e peguei um cartão com o nome da “ casa” onde provavelmente frequentava.
Colocou-o no bolso e foi tomar minha água.
PARTE IV
Lá no meio da festa:
- Com que a moça estava conversando? Perguntou-lhe o homem.
- Ora, sei não, o cara esbarrou em mim quando entrava na cozinha, pedimos desculpas e vim embora, por que da pergunta?
- Nada não, achei que estava de trelelê com estranho.
Risos dela...
- Ô meu amor, aqui não tem páreo para você.
- Safadinha.
- Você é meu homem.
Nisso abraçou-o e depois se levantou, pegando-o pelas mãos levando-o para dentro da casa.
Lá da cozinha viu que o homem trançava nas pernas, estava bêbado e assim mesmo ela o levou para dentro da casa.
Disfarçadamente foi até lá e viu pelas frestas da janela que o cara estava ruim mesmo, ficou por ali e o cara dormiu.
Ficou ali, na tocaia. esperando-a sair.
Quando saiu, sorrateira, Max pegou-lhe no braço e disse;
- Eu quero você.
- Você está maluco, quer me ver morta?
- Não, deixa disso, o cara está dormindo, está bêbado feito gambá.
- Seu safado...
Puxou-a pelo braço e levou-a para um outro quarto que tinha a frente.
Entraram e trancaram a porta, desesperado, arrancou-lhe a roupa e ela também a dele.
Estavam descontrolados na ansiedade, no tesão do reencontro.
Jogou-a na cama e fê-la contorcer-se no desejo de possuí-la. Reviu seus lábios secos, sua carne trêmula e olhando-me com aqueles olhos verdes e uma onça no cio, sussurrou.
- Vem.
E Max sem perder tampo pulou sobre a cama e grudou no seu corpo.
Lá fora, seu amigo Toninho feito doido me procurava, estava aflito, pois, por tudo que a gente conversara antes, estava imaginando o pior.
Entrou pela casa adentro e sem que eu concluísse o que estava fazendo, bateu na porta e em sussurro chamou-me pelo nome, tive que abrir a porta e sem qualquer cerimônia, sentou-se na cama e agoniado disse:
- Não acredito no que vejo, você é mesmo maluco, vamos embora de aqui antes de a gente levar uns tiros na cara.
- Espera aí, cara, agora não.
- Vamos sim senhor e agora, falou em tom áspero evitando ao máximo o tom da voz para os outros não escutarem, apesar do barulho da festa.
Pegou-lhe pelo braço, me fez vestir a roupa enquanto ela se enrolava no lençol e me levou para fora.
Aí começaram a brigar, pois, ele não queria ir, precisava ficar, precisava terminar o que havia começado, depois de tanto tempo, tanta procura, tanta espera.
- Seu filho da mãe, se a gente ficar aqui, morreremos os dois, olha só o que tem ai, ai tem delegado, tiras, e gente perigosa, você acha que se o cara levantar e souber disso, ou te pegar com ela, eles vão deixar a gente ir embora?
Olhou para traz e viu quando ela saiu do quarto e correu para o quarto do Ramirinho, talvez para justificar sua sumida da festa ou algum problema que pudesse surgir comigo.
 Foram para o carro, e partiram para o hotel antes do término da festa.
Max teve notícias de Rebeca, pois, soubera que ela havia sido proibida de sair de casa, e mesmo assim, tentou entrar na casa e enfrentar o Ramirinho.
De fato, isto aconteceu, e foi o grande erro da vida de Max, pois Ramirinho o pegou e depois de uma surra de quebrar-lhes os ossos, nunca mais pode voltar a procurar por Rebeca.
Daquele dia em diante, nunca mais Max procurou Rebeca ou teve notícias dela, desaparecendo do meio daquele antro de perversidade, violência e drogas.
Independentemente desses fatos, as festas continuaram na mansão do Ramirinho.
 - Doutor, quem é aquela maravilha de mulher que está com o “ malandro”.
Perguntou o juiz ao delegado.
- É o quebra galho dele, e ela é um “mulherão” mesmo hei! Respondeu o delega.
- O cara não está lá muito ligado nela, foi dormir e deixou aquela beldade solta. disse o juiz.
- É, entrou no quarto com ele, mas, o cara está “ mamado”! Falou o juiz
- Falando nela, olha ela ali.
- Ai meu Deus, que loucura...
- Está vindo para cá.
- Pode acender meu cigarro doutor, falou o juiz.
- Sim, claro, com todo o prazer.
- Dirigindo ao delegado, a Loira falou vai me apresentar seu amigo?

- Claro, este é o Doutor Williback, juiz de direito da cidade vizinha...
-Hum.uma autoridade desse nível aqui?
- Sem problemas, aqui é uma sociedade secreta dos não muitos secretos, vem até desembargador aqui. Disse o juiz.
- Posso me sentar?
- Fica à vontade.
- Doutor, vou ver se tem café na cozinha, disse o delegado.
- Ok.
- Então, me fala um pouco sobre você, perguntou o Juiz.
- Aqui, sou a mulher do Ramirinho o “ patrão”, lá fora, sou dama da sociedade sustentada por ele.
- Sei! Murmurou o juiz.
Nesse momento, a moça levantou-se e arrumando a saia, disse-lhe.
- Até logo senhor juiz, prazer em conhecê-lo.
- Você não pode ir, não vai me deixar aqui assim não é! Disse o Juiz.
- Por que não, algum problema senhor juiz?
- Problema nenhum, mas, eu quero você na minha cama.
- O senhor está maluco? Não sabe o que está falando.
- Ora...mocinha, sei sim, não desistirei de você hoje.
- Até logo senhor juiz, cuidado com o que está querendo, meu homem não vai gostar se eu falar isso para ele (Se referindo ao seu homem).
- Você não faria isso, eu sou juiz e em quem você acha que ele vai acreditar.
- Não sei, não sei, mas, com certeza em mim, finalizou a moça em riso sarcástico.
- Com licença, vou ver meu homem.
- Então me deixa seu telefone.
- Para que, o senhor é um juiz, não vai querer se envolver comigo.
- E por que não, algum problema?
- Só estou pensando alto.
- Vai me dar o fone?
- Sim, me de sua caneta e eu anoto.
- Pronto, a gente se fala por aí.
- Valeu, fazendo um gesto com a mão direita com um sinal V.
             
Alguns minutos e a loira voltou. E por curiosidade perguntou-lhe o nome.
- Como se chama a Patroa?
- Rebeca é o meu nome.
- Então, como está o patrão? Perguntou o Juiz
- Dormindo, respondeu-lhe.
- Vem aqui, sente-se, me responda uma coisa. – Você está morando com ele?
- Sim.
- Há quanto tempo?
- três Anos.
- Mora na mesma casa? Vivem como se fossem casados?
- Sim.
- Ele tem parente?
- Não sei, nunca conheci um sequer nesses três anos.
- Eu sei que o cara é bilionário a você não vai casar com ele?
- Ele não quer, mas, disse que quase tudo está no meu nome, pois, não quer deixar para o “Governo” se alguma coisa acontecer a ele.
- Você a ama?
- Claro que não, é meu homem, mas, ele me dá tudo que eu quero, não preciso amá-lo por isso. – Aliás, ele também não me ama, tem outras mulheres, mas eu não ligo. Ele tem muita grana a eu tenho tudo o que quero. – O único problema é que ele me sufoca, quando está irado com os negócios, me bate, me estupra, mas, não tenho alternativa.
- Isto acontece mesmo? Perguntou-lhe o juiz
- Quase sempre à é por isso que não o amo, a ele me paga o que faz com o Euros que tem a eu suporto.
- Interessante, disse o juiz.

                   
Nesse momento chegou o delegado de polícia fazendo companhia aos colegas que já se encontravam no local.
- A coisa aqui está ficando animada doutor, falou o delegado ao juiz em tom de ironia.
- De fato, isso aqui sempre foi animado. Mas anota aí uma coisa, aqui não tem juiz, entendeu! Respondeu o juiz.
- Está certo, mas deixa-me perguntar uma coisa.
- Pois não.
- Está “rolando” uma conversa no nosso meio que o nobre Juiz vai pedir a quebra do sigilo bancário e telefônico do “ patrão”, a pedido do Promotor? O senhor está sabendo de alguma coisa. (Balbuciou o delegado)
- Fica tranquilo, tem muita grana na jogada, pelo jeito, o “bode expiatório” que foi pego vai ser “desossado” logo, não haverá testemunha. A coisa está sigilosa.
- Assim fica mais tranquilo, vou negar o pedido do Promotor, não há embasamento legal, nem indícios de provas da alegada ilicitude.
                     
Lá pela madrugada, a neblina cobria silenciosamente o local e quase todos já se haviam retirados, inclusive o Juiz e o Delegado.
O dia amanheceu e o local estava sendo limpo pelos empregados, enquanto o “ patrão” e a loura dormiam na suíte.
Por volta de dez horas o Ramirinho, mais conhecido como “patrão” acordou, olhou para o lado, pegou a loura pelos cabelos.
- Ai! Você está louco, isso é jeito de acordar alguém?
- Vem cá loura, não reclama.
- Está bem, mas, seja gentil por favor.
- Gentil o cacete, você tem mais é que ficar quieta e agradeça por eu ter acordado de bom humor.
- O que você quer, disse a loura.
- Você não tem que perguntar o que eu quero, vem cá e pronto.
Nisso puxou a loura contra seu corpo, arrancou-lhe o “penoir” e fê-la acariciar-lhe a pênis com os lábios, fazendo-a sugá-lo até quase perder o fôlego.
Depois, num ato selvagem e impetuoso jogou-a na cama e penetrou-a de forma violenta, arrancando-lhe gritos de dor e prazer.
                               
Ela gostava, apesar da violência que deixaria marcas, não tinha alternativa, então, relaxar e gozar.
Depois de toda a orgia o “patrão” deu as chaves do carro para a mulher e mandou-a embora.
- Vai lá para o escritório e diz para a “mão santa” arrumar a “lista” e me trazer aqui.
Depois, pede para que ele ligue “para o jiló” na “penita” para que ele faça as ligações para os “gerentes” dar andamento ao descarregamento do “pó”. Você tem o número do celular dele lá, não é?
- Sim, tenho.
- Pede para o “ Veio” ir lá no apartamento e pegar a chave do cofre e guardar os dez milhões que está na “toca velha”.
- Dez milhões! Em real?
- Não seu imbecil, em dólares e Euros. Eu lá trabalho com real!!!!.
- Está certo, estou indo.
- Olhos abertos loira, não vacila que teu caixão pode ser grande demais para esse corpinho gostoso.
Saindo dali a loira foi cumprir o “comando do patrão”.
No meio do caminho, em um cruzamento, enquanto aguardavam no semáforo, o juiz parou do lado da loira e disse:
- Hei, está lembrada de mim?
Assustada ela olha ao lado e percebe o rosto conhecido.
- Juiz!!!
- Eu mesmo. Quero falar contigo, pega meu cartão e me liga mais tarde, já que deve ter jogado fora a anotação que te passei tempos atrás.
-Ok Senhor Juiz, rindo e dando início a marcha do seu veículo.

PARTE V

Dois dias se passaram quando o telefone do juiz toca:
Alô, com quem deseja falar?
- Com o Senhor Juiz.
- É ele, quem é?
- Ora, não se lembra mais de mim, para quem deu o cartão e pediu para ligar?
- Maravilha, exclamou o juiz.
- Estou indo lá para minha chácara, você quer ir lá?
- Onde é?
- Onde você está, pergunta o juiz.
- No Boullevard.
- Estou indo aí te pegar, me espera no estacionamento.
- Está certo.
Aproximadamente trinta minutos se passaram quando o juiz estacionou seu carro e a loira entrou.
O juiz era um sujeito apessoado, jovens nos seus 45 anos.
Trocaram beijos no rosto de cumprimento e deixaram o local discretamente.
Lá na chácara depois de muita bebida e muito sexo, a loira contou todo o segredo para o juiz, inclusive do dinheiro, que deixou o juiz de olhos arregalados.
- Onde fica essa “ toca velha”?
- Não sei, só o “ Véio” sabe.
- Leva-me onde está esse “ Véio”.
- Você está louco, quer morrer!
- Que nada, “o patrão” tem muito dinheiro, só quero saber onde está escondido esses dez milhões de dólares e Euros.
- E você terá sua parte em dinheiro se der tudo certo.
- Leva-me de volta, tenho que acabar o que comecei.
- Você é quem manda loira.
-  Só uma última pergunta (indaga o Juiz)
- Diga!
- Quem é esse “ Véio”?
- É o cão de confiança de “ Chefe”, está com ele a mais de trinta anos, ele mata e morre pelo “ Chefe”, é o que faz o serviço sujo, portanto, não aconselho a se meter com ele. (Respondeu a loira)
- Está certa, mas, quem não tem medo do Juiz? Até mais tarde, respondeu o Juiz.
Saindo dali a Loira seguiu em direção a sua casa e tomou um banho, passou seu creme Victória Secret, os cabelos, ainda, molhados, nua, sentou-se frente ao computador e começou a escrever seus poemas eróticos em um site, selecionou um a um e colou na página de seus namorados com os seguintes dizeres:
-Amor, nestas palavras estão nossas vidas de amor e paixão. Colecionei meus devaneios e estou te mandando, quero que leia um a um e depois, se ficar excitado, vem para cá e vamos fazer tudo de novo, então escreveu um poema erótico e postou:

Meus seios como frutas...
Abre-te o apetite,
Meus lábios em desejos,
Na romântica doçura bruta,
Mesmo que de prazer não grite,
Deixa-me maluca nos beijos.
Minha vulva minha língua rasga,
Sinto na boca teu penal salivar,
Meu fogo não apaga,
Mais e mais minha libido vem se ativar.
E no gemido em êxtases,
Meu corpo desenfreado contorce,
Minha vulva te engole em todas as fases,
Das preliminares até no triplo gozo sem disfarce.
Meus seios é o caminho,
Que me arde em fogo em labaredas,
Loucuras e carinho,
Minha vagina te engole pelas veredas.
E nessa cama entre quatro paredes,
Na escada, no elevador, ou na rua...
Ou mesmo numa larga rede,
Quero de fazer meu homem vestido de pele nua.
Minha língua enrijece, salivo...
De tanta vontade de te receber por dentro, fundo,
Na mente te faço meu macho lascivo,
Tua Vadia, mulher indomável de gozo profundo.

QUERO TEU GOZO

Quero o teu gozo na minha boca,
Sentir na minha língua o gosto do teu prazer,
Sentir o olfato do teu licor,
Que na minha vulva me traz no teu orgasmo.
Quero ouvir teus gemidos loucos,
Quando dentro de mim teu falo tremer,
Rasgar minhas entranhas aos poucos,
E fazer meu corpo gemer.
Quero sentir o teu suor derramar,
E se ao suor do meu corpo se misturar,
Quero ter na ponta da língua meus mamilos rígidos,
Pedindo loucamente para os chupar.
Quero minha língua em movimento insano,
Lambendo e chupando meu falo,
Que somente depois do gozo profano,
É que sem folego me calo.

Depois de escrever e enviar por e-mail, para Ramirinho, seu amado amante, recebeu um telefonema.
- Ei, o que está acontecendo?
- Nada não amor, meus desejos por você nestas linhas de sacanagem, me aguarde, estou fervendo, meu corpo arde, está em chamas desejando você.
- Então vem cachorra, vem sua ordinária, minha putinha exclusiva, vem agora, é uma ordem.
- Já vou então.

Eram por volta de 17h00, ela chegou na casa do dito namorado, amante, na sua frontier branca, estacionou e abriu as portas com suas chaves e foi direto onde ele estava esperando com todas as informalidades possíveis, vestido num roupão branco, um charuto cubano espalhando cheiro de banana maça, um cheiro suave misturado com a fumaça baforada que tomava conta do quarto.

Ali mesmo ele arrancou suas roupas e a jogou na cama, e com um par de algemas, a prendeu na sua barra de ginástica e pegou-a pelo pescoço e selvagemente beijou sua boca num demorado beijo de língua e foi descendo, lambendo seu peito, e na mão uma garrafa de vinho espumante NERO e derramou sobre seus seios, lambendo gananciosamente, deixando os mamilos bem firmes e pontudos, pareciam duas tetas de vaca, bem avantajados e ele chupava feito bebê faminto.
Continuou a derramar o vinho sobre seu corpo e lambe-lo, até chegar na virilha, e ali abrindo as pernas como numa abordagem policial, abrindo-as bem e com a mão levantada a altura dos seios, derramava o vinho e com a boca sobre o clitóris bebia aquela bebida dos deuses e ela se contorcia, mordia os lábios, gemia, ruminava feito animal no cio e ele com a língua penetrava sua vulta trêmula, quente, encharcada de vinho, ela gritava, se debatia, gritando....
-Morde, morde, rasga, sangra-me, meu homem, meu louco tarado, me virar do avesso e ele feito um jumento mordia seu dorso e ao mesmo tempo gritava.
Aí ele se levantou, puxou suas pernas e ela as traçou pelas costas e ele feito um cão selvagem, louco de desejos, a penetrou com força, socando como quem soca a terra cavando e semeando a com seu sêmen louco, ela vibrava, jorrando seus óvulos como nunca ele tinha visto, não sabendo se ela gozava ou se urinava tanto que jorrava e gritava se contorcendo como se possuída.
Foram longos minutos de espasmos e gemidos que se ouviam em todos os cantos da casa.
Aqueles corpos ardentes, queimavam feito vulcão lançando lavar em fogo liquido, incontroláveis, absurdamente incontroláveis como se fossem os últimos.
Arrancou-lhes as algemas, e a colocou com as mãos no chão e feito carriola, com as pernas ainda traçadas, socava e ela movimentava seus braços se locomovendo e ele socando até que não aguentando, caíram sem forças e desfalecidos no chão gelado e todo encharcado de vinho, sêmen e óvulos e aquele cheiro de sexo no ar que tomou conta de todo o quarto a meia luz e uma música francesa que ainda gemia e sussurrava Je T’ aime moi non plus.

A noite caia lentamente e os dois ali esparramados no chão em meio aquele cheiro forte de sexo, vinho e sacanagem.
 Era por volta de 20h00 quando foram incomodados com toque na porta de alguém avexado, querendo falar com urgente.

- O que foi? Gritou
- Pegaram o “ Véio”
- Onde ele está?
- La na cadeia do delegado Serjão.
- Liga para o advogado e manda ele lá buscar o Véio.
- Ok patrão, too indo.
- De notícias.

Chegando na delegacia, o advogado do patrão, o Dr. Juvenal foi direto com o Delegado Serjão.
- E aí doutor, o véio aí é chapa do patrão, seu braço direito, esquerdo, etc..o que aconteceu?
- Denúncia anônima de que havia uma descarga de drogas próximo ao aeroporto, e lá chegando, pegamos o Véio na parada.
- Mas tinha a tal descarga de droga?
- Não, denuncia falsa, e ele alegou que estava indo para casa de uma putinha sua, mas, tinha no porta-luvas um tijolo da erva e o trinta e oito municiado.
- Então Dr. O que vai fazer?
- Pode levar o Véio, mas, o tijolo e a arma ficam e fala para esse vacilão não ficar carregando tijolo de maconha no porta-luvas e arma, depois vou lá levar para o patrão.

PARTE VI

Os dias se passaram e o delegado foi até a Chácara visitar o Patrão.

- Abrindo-lhe a porta, ouviu-se - boa tarde doutor, cumprimentou Ramirinho o delegado, com sorriso sarcástico nos lábios, sabendo de pronto o que aquele sujeito estaria ali àquela hora do dia.
- Vim trazer-lhe o tijolo de maconha e a arma que o véio carregava consigo.
- Está certo doutor, obrigado pela colaboração.
Nisso o Ramirinho chamou o Véio, recomendando-o entregar-lhe um envelope grande e grosso.
O Delegado sem abrir o envelope, o colocou embaixo do braço e se despediu, indo embora.
Fechando a porta, disse Ramirinho olhando para seu capataz.
- Esse merda de delegado não passa de um bosta, mas, você não pode ficar me dando problemas e nem despesas assim Véio, tome tenência, se cuida melhor, esse cara vai estar sempre por perto para me sacanear pedindo dinheiro.
- Está certo patrão, foi mal, vacilei, desculpa aí.
- Você é um homem de sorte Véio, não vou te cobrar essa grana do delegado, mas, recupere-a fechando aquele negócio com a turma lá do morro do cipó.
- Está certo patrão, providenciarei. A propósito, segunda-feira que vem, será feita a entrega, quem vai comigo?
- Liga para o delegado e se programe, deixe as coisas arranjadas e sob a proteção da turma dele. Já leva a outra grana para ele e peça para ele manter longe os meganhas.
- Ah ! e fala para ele acertar tudo com a PM.
- Outra coisa Véio, como está seu filho Jiló?
- Bom chefe, o advogado disse que ele vai para o semiaberto.
- Então providencie para o advogado informar ao juiz o local onde ele vai prestar serviços durante o dia, pede para ele fazer a declaração que eu assino.
- Ok chefe, obrigado.

Naquela noite, após um longo deleite de sexo violento com Rebeca, Ramirinho havia cheirado pó e ficado extremamente violento e numa discussão, perdeu a razão e foi ás vias de fato, quase matando Rebeca quando soube que ela esteve de trelelê com um moleque que ela encontrou na rua, e, ainda desconfiado de alguma treta com o juiz.

Com a cara machucada e toda dolorida, mortífera de raiva, foi posta para fora de casa pelo Véio a mando de Ramirinho, mandando-a embora apenas com o carro e as roupas.

Duas semanas se passaram e Rebeca ligou para o Juiz e marcou um encontro fora da cidade, dizendo que tinha uma informação importante para ele.

As 22h00 do dia seguinte, se encontraram na cidade vizinha, num hotel no subúrbio, disfarçados.

- Senhor juiz, já descobri tudo sobre a grana, onde exatamente está e como fazer para tira-lo de lá.
- Muito bem loira, a gente racha a grana e você tem que sumir do mapa pelo resto da vida, porque se o Ramirinho souber ele a mata.
- Com certeza, apesar de tudo, quero que Ramirinho se foda, que morra, se exploda e o senhor trate de dar um jeito com o delegado seccional para prendê-lo, porque o delegado da sua Comarca não vai fazê-lo, como o senhor sabe, também tem o rabo preso com ele.
- Então me fala onde está a grana que eu vou mandar pega-la, tenho meios para isto;
- Não senhor, eu irei junto, quero minha grana e depois cada um para o seu lado.
- Está bem, faremos assim então.
No dia seguinte o Juiz ligou para seus comparsas e passou as informações necessárias.
- Alô.
- Quem?
- Eu, quero que reúna a turma para aquele serviço.
- Ok Doutor.
- Olha, diga a ela que não poderei ir, depois de tudo feito, dê a parte dela e fala para ela desaparecer, mas, manda o Tião segui-la e quando ela estiver voltando, intercepte-a, tome a mala dela e acabe com ela. Jogue o carro na ribanceira após colocar fogo.
- Ok Doutor, assim será feito.

Dias antes, desconfiado, Ramirinho chamou o delegado e deu-lhe a seguinte ordem.
- Doutor, estou sabendo que Rebeca está de conluio com o Juiz e devem estar tramando alguma coisa, quero que grampeie o telefone dele agora.
- Sim patrão.

Naquele instante o delegado fez uma ligação e mandou interceptar as chamadas do juiz para Rebeca e vice e versa.

Certo da trama do juiz com Rebeca, Ramirinho mandou substituir todo o dinheiro que eles iriam pegar por malas trancadas com cadeados, e apenas uma com dinheiro verdadeiro.

Assim, no dia combinado entre o juiz a Rebeca, o Véio de longe acompanhou todo o esquema dos dois, inclusive quando Rebeca fora interceptada, morta e seu carro incendiado e jogado morro abaixo, queima de arquivo.

Depois de todo o trabalho, o juiz verificou que somente uma mala tinha dinheiro, isto é, notas de cem reais que não chegavam a cem mil, e o resto notas falsas também de cem reais que não valiam absolutamente nada.

O juiz ficou enfurecido e ordenou com mandado de prisão, busca e apreensão, para que o delegado invadisse e fechasse a chácara onde morava Ramirinho e o prendesse junto com o Véio e todos os seus comparsas, com a ordem de que no presidio, tanto Véio quanto Ramirinho fossem executados depois de uma briga provocada premeditadamente entre facções existentes no presidio.

Alguns dias se passaram, e recuperado das lesões causadas pela tocaia de Ramirinho, Max procurou Jiló que estava em liberdade e contou-lhe todo o ocorrido, inclusive o fato de que o Juiz mandou executar o Véio na mesma ordem que deu para executar Ramirinho.

O tempo havia passado, mas, Max, além da vingança da surra que levou, queria se vingar da morte de Rebeca por ordem de Ramirinho, e não perdeu a oportunidade de abrir o jogo com Jiló que enraivecido pela morte do pai, planejou dar cabo do juiz, na primeira e única oportunidade que teria doravante.

Com sangue e  ódio nos olhos, com calma o bastante para planejar um atentado contra o juiz e o delegado Jiló arquitetou com Max a vingança, ciente Jiló que seria a única chance e teria que arcar com as consequencia de um processo, julgamento e condenação certa pelo Tribunal do Juri local.

Mesmo consciente do seu destino futuro, Jiló não pensou duas vezes e assumiu todas as consequencias e o fez de forma que não despertasse a segurança do Forum, uma vez que não teria escolta policial, posto que estava solto cumprindo a sua liberdade pelo cumprimento parcial de sua pena e que o Juiz sequer teria se lembrado de que Jiló era filho do Véio, imaginando, inclusive que poderia ter havido esquecimento.

Sem saber que o Jiló sabia de tudo nos mínimos detalhes, mandou o oficial de justiça intima-lo para a audiência de advertência como se nada tivesse acontecido.

No dia da apresentação de Jiló ao Juiz, para audiência de advertência, aconteceu o inesperado ou o já planejado por ele sem que o advogado soubesse, tudo em silencio e marcado pelo ódio do Juiz que aproveitou o máximo do puxa-saquismo e aproveitamento na chácara de Ramirinho.

Como Jiló não estava preso, pois, cumprira toda sua pena, estando solto, compareceu ao Fórum, juntamente com seu advogado e como assistente, o Max, e vários outros detentos nas mesmas condições dele.

Certo é que a cidadezinha não tinha as tecnologias protetivas, ou seja, portas giratórias ou detectores de metais, Jiló se aproveitou disso e compareceu ao fórum com cabelo cortado, barba feita, de paletó e gravata, sem levantar quaisquer suspeitas aos guardas que mantinham a segurança do Fórum.

A audiência estava designada para as13h00, era uma audiência simples, apenas de advertência a Jiló, sobre as providências que deveriam tomar a partir dali, salvaguardando os seus direitos constitucionais.

Apregoadas as partes, e acompanhado de seu advogado, entrou na sala de audiência, sentou-se ao lado do advogado, frente ao Promotor de Justiça aguardando a entrada do Juiz.

Nisso entrou o Juiz, vestido com sua toga preta, fazendo com que todos se levantassem para recebe-lo.

- Boa tarde senhores, doutor advogado, Digníssimo Promotor de Justiça, vamos dar início a audiência de advertência.

_ Senhor Promotor com a palavra.

Pela ordem, o Promotor, iniciou-se a audiência, fazendo as advertências de praxe, devolvendo o condenado Jiló a sociedade, sem qualquer exame criminológico, ou perícia técnica atestando a capacidade de o mesmo voltar à sociedade da qual foi tirada por longos oito anos.

Na hora da saída, todos se levantaram, inclusive o juiz, com intuito de despedir-se e voltar a seu gabinete para sentenciar, momento em que Jiló, num ato vingativo repentino e abrupto, empurrou o advogado e arrancou uma arma ponto quarenta da cintura e descarregou-a no peito do Juiz que caiu sobre a mesa já sem vida, fazendo com que todos se abaixassem sob a mesa da audiência e no chão com o estampilho dos projeteis da arma de fogo letais.

Ato contínuo com toda a gritaria na sala e nos corredores do Fórum, chegaram os guardas, empunhando suas armas, e gritando para Jiló largar a arma, entretanto, sem alternativa, colocou a arma na própria boca e conscientemente puxou o gatilho com a última bala na agulha, qual lhe jogou o cérebro na parede da sala azul de audiências do Juiz assassino.

enquanto todos atravessavam um momento de desespero pelo improvável surto psicótico de Jiló, observou-se um sorriso sarcástico e satisfeito nos lábios de Max, que indiretamente, vingou-se daquele diretamente foi responsável pela morte da mulher que um dia acendeu suas chamas de amor e desejos, fazendo com que seus corpos em chamas ardentes devorassem seus mais ardentes desejos de paixão e loucuras.

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Socrates Di Lima
Enviado por Socrates Di Lima em 04/01/2019
Reeditado em 03/02/2019
Código do texto: T6542989
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