RAÇA COM RAÇA
MAMÃE ÁFRICA BRASIL TERRA DE PINDORAMA


 M eu nome e até meu deus, 
 A qui nesta terra eu perdi, 
 M eus pais e os filhos meus, 
 A migos a quem não disse adeus, 
 E que nunca mais eu vi!

A o Papa dono da verdade, 
F alando com sua sabedoria, 
R indo da própria maldade, 
I ronizando cheio de alegria, 
C ão e negro, sem alma ou vontade... 
A penas nascem para serventia! 

B rava gente brasileira, 
R ica terra, minha prisão, 
A qui sob o som da açoiteira, 
S uei lagrimas de aflição; 
I mpondo a força guerreira, 
L utando por esta nação! 

 T udo o que eu podia trazer, 
 E ra a vida e a alma vazia, 
 R eis que lá tinham poder, 
 R ainha que lá tinham querer, 
 A qui só era mercadoria! 

D as coisas a que eu tenho direito, 
E u quero apenas, mais respeito! 

P or tudo o que eu trabalhei, 
I nda hoje do país sendo a mola, 
N as penúrias que eu passei, 
D os dias de fome que me assola, 
O  tanto que eu já cobrei, 
R esolveram me dar esmola, 
A gora fizeram uma lei, 
M e disseram que eu ganhei, 
A lgumas vagas na escola. 

 
84351-mini.jpg   Mestre Trovador das Alterosas

 

Acróstico publicado, salvaguardo copyleft ¹ da obra.
Copyrights ©, créditos  e direitos são reservados
ao autor original Mestre Trovador das Alterosas com registro por
processo eletrônico EDA - Biblioteca Nacional e BNP Lisboa,  
e com licença anteriores do autor Creative Commons.Intl. 

Visite o Mestre, clique aqui na (mini) fotografia dele , obrigado!

 
Trovador das Alterosas ©
Enviado por Judd Marriott Mendes em 24/08/2018
Código do texto: T6428795
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2018. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.