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Fazia tempo que meus olhos não brilhavam tanto;

Afinal, estontear pela visão á coisa fina, rara demais...

Buscar na intimidade a nudez, quando bem vestida,

Invadindo espaços íntimos d’uma desejada mulher,

Alimenta sonhos que transcendem instintos animais!

Não que sejamos bichos, mas em cada nova investida,

Existe um pouco do que desejamos e do que se quer.

Desejar seria unicamente coisa de homem, o que me diz?

E se você, mulher, for apenas a mais eloquente atriz?

Se meu desejo, estampado num palco ainda distante,

Ostentar, mesmo que por segundos, o cair da cortina...

Umedecerei minha saliva e meu corpo, voraz e viril crina,

Silenciará dentro do seu corpo num colapso palpitante!

Ah, como seria bom despir-me da vaidade num rompante!

As bocas, quando silenciam em grunhidos desiguais,

Resgatam a libido que nos separa injustamente dos ais.

Aqui, d’onde busco o que as aparências descerram,

Úmido – o calor que emana de mim ferve e aquece –,

Juro, pelo que se pode jurar e por todas as insanidades:

Ouso, assim como desejei, buscando o gemido que você merece.

Crato-CE, 13 de maio de 2011.

13h38min

Obs.:

Alguns acrósticos postados aqui foram feitos a pedido e outros são de nomes fictícios (nesses casos, qualquer semelhança com nomes reais terá sido mera coincidência. Entretanto, sabemos que as pessoas mudam. Assim, considerando que algumas solicitações já foram feitas por e-mail, reitero: embora autorizado anteriormente em alguns casos, todo pedido para exclusão do nome da lista dos acrósticos será imediatamente aceito.

Nijair Araújo Pinto
Enviado por Nijair Araújo Pinto em 13/05/2011
Reeditado em 04/11/2011
Código do texto: T2968012
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