CASTRO ALVES, O POETA
 
 
 
Aos amigos e companheiros poetas. Abnegados divulgadores da cultura, do amor e da paz o meu cordial bom dia, bom final de semana e boa sorte hoje e sempre. Vamos poetar e brindar o mestre.
Com justiça comemoramos o nascimento do nosso maior poeta do século XIX, ocorrido, segundo os historiadores e a nossa fonte de pesquisa, há cento e sessenta e sete anos.
Deixou-nos prematuramente, com vinte e quatro anos de idade. Para nós ainda ignorantes dos desígnios de Deus uma pena, mas para a sua evolução espiritual, segundo o Divino Criador uma necessidade, levando-o para outras esferas esse grande poeta. (14/março/1847 a 06/julho/1871.
“ A CACHOEIRA DE PAULO AFONSO “, “ ESPUMAS FLUTUANTES “ e “ NAVIO NEGREIROS “ são alguns dos seus legados a nós pequenos marisqueiros de poesias.
Contento-me em ter a oportunidade de falar algo sobre o Mestre “ Antonio Frederico Castro Alves “ ou simplesmente CASTRO ALVES, auto me analisando, já que aos sessenta e nove anos engatinho nessa seara poética, enquanto que aquele jovem aos dez anos de idade já nadava de braços largos para todo canto poetando e fazendo valer a sua poesia.
Quando o mundo e a vida do artista, do ator, do músico, do poeta já eram difíceis, privilégios de poucos, Castro Alves conseguiu sobressair-se por si e por sua competência.
Hoje, com toda tecnologia, parafernália eletrônica, mídia, redes sociais, internet, imprensa escrita, falada e televisada a gente mal consegue mostrar nossas obras em um sarau, posto que seja tão complicada a divulgação. Convidamos para um SARAU mil pessoas amigas entre as dos nossos relacionamentos e ficamos felizes quando comparecem trinta, quarenta ou cinquenta.
E nesse particular penso que os poetas estão cada vez mais desunidos do que bêbados, Ah! Ah! Ah! Ah!.
Os bêbados vão para os botecos da vida, bebem juntos, falam de futebol, de política e da vida alheia em geral até não querer mais, choram suas mágoas um no ombro do outro e assim por diante. Quando saem do boteco, fazem questão de dizer que não se conhecem. Um tem vergonha do outro e o taxa de “ bêbado “.
Infelizmente, muitos dos poetas que eu conheço agem dessa forma. Vão aos saraus só para recitar os seus versos e as suas poesias. Não querem dar chance para mais ninguém. Se o dirigente não colocar um freio ele toma conta do espaço. Terminando fecha a sua pasta, pega suas coisas e se manda, deixando os outros poetas ali plantados. Por isso a rigor o sarau se inicia com um determinado número de participantes, exemplo: trinta, e já na metade não têm nem dez pessoas. Ninguém quer prestigiar os seus colegas.
Essa desunião é igualzinha à dos bêbados.
Mas voltando ao Mestre Castro Alves, essa minha modestíssima homenagem. Tudo o que possamos falar sobre ele será meramente recorrência.