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21/10/17 19:12 - O Fernandes

Um iludido que cria poesias em seu tempos vagos acreditando poder amenizar o sofrimento que possui e que é compartilhado por muitas pessoas, acredita que por meio de seus escritos pessoas refletirão sobre problemas cada vez mais constantes, amador sabe que suas poesias são fracas, mas não se importa em ser criticado contanto que os seres ao seu redor interpretem aquilo que ele passa e coloque na vida deles.
Esse sou eu. Se quiser saber melhor sobre mim e meus problemas procure meus textos.
Paz e Felicidade!
21/10/17 17:41 - Marcel LP
Suspeita traiçoeira

Ciúme
Podes ter cheiro de perfume
Ou até mesmo de estrume

Pode ser impor a presença
Entrar sem pedir licença
Causar desavença
Formular uma sentença
Não enxergar que se trata de uma doença...

Veja mais em: http://www.recantodasletras.com.br/poesias/6148632
21/10/17 17:36 - Espirito Santo
                    QUEM PODE ESCOLHER...
clique no nome (Espirito Santo) acima citado / clique em (TEXTOS) / clique no (TOPICO) / Leia / Medite e deixe seu comentário ! paz e bem !
21/10/17 17:26 - Arigó
Título: O Troco

Acesso: http://www.recantodasletras.com.br/contossurreais/6149092

Retalho: (Final surpreendente!)

“.......Eu sei, Seu Delegado, que tem um vídeo da câmera de segurança do corredor mostrando eles entrando no banheiro bem depois das aulas, já quase noite. E que logo depois eu apareço entrando também, fico um tempão lá, e depois apareço saindo do banheiro. Sei também que as impressões digitais no bilhete são minhas... Sei também que o exame grafológico atesta que a letra no bilhete também é minha... Quanto a isso não posso negar! É claro que eu escrevi o bilhete, e claro que eu o coloquei pregado no peito de um deles...

Como é que é? Por que eu escrevi: “Tiveram o que mereceram!” Ué, Delegado? E não tiveram, não? Os caras eram uns vermes! No entanto, nem por isso eu vou dizer que os matei, Delegado!

Negativo! Ele nunca foi gay ou trans, Seu Delegado!

Hãm? Se ele era hetero? Ao seu modo, pode-se dizer que sim... Ele optou por essa condição quando decidiu que seria homem!”

Arigó
 
BOA TARDE, PRA TODOS SOU INCIANTE E LANCEI MEU PRIMEIRO TRECHO DO MEU LIVRO GOSTARIA QUE AVALIASSEM...
http://www.recantodasletras.com.br/novelas/6147358
Garanto que e' a coisa mais diferente que vc vera'
21/10/17 13:46 - Alexandre Ivanovski
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O elefante e o sonho
Hoje sonhei que meu dente molar esquerdo doía muito e eu havia ido ao dentista. Chegando lá, encontrava outros cinco pacientes à espera na pequena saleta do consultório dentário. Todos tinham aparência bastante comum, se não fosse por um rapaz dentre eles muito magro que, a princípio, como meu dente doía muito, não prestei a devida atenção. 
De fato, no consultório do meu sonho havia um aquário com duas lagostas pronto para prender minha atenção. Também, para me distrair, grudada na parede atrás do balcão onde se sentava a secretária, que se vestia em um vestido branco vivo, havia um televisor sintonizado no canal das novelas da tarde. 
Minha dor era insuportável, mas como era uma emergência e não havia consulta agendada eu sabia que teria que esperar por um encaixe entre consultas. Não sei dizer em que momento no intervalo entre uma mirada na televisão e outra nas lagostas meus olhos cravaram na carne do homem muito magro que aguardava, como eu, atendimento.
Ele sentava-se na mesma fileira de cadeiras que eu, quase ao meu lado, ficando entre nós uma alemãzinha de olhos azuis que poderiam saltar de suas órbitas a qualquer momento. Eu vi o homem, então, de relance. No princípio ele era estranho por conta de sua extrema magreza. Não havia visto sua face. 
Como tudo em um sonho estranho só pode ser estranho, a secretária soltou uma gargalhada infernal, anunciando a entrada de Fräulein Strudell no consultório três. Ainda pensei: como por diabos poderia existir uma mulher com o sobrenome de comida? Strudell é um tipo de massa folheada! Mas eu sabia que sonhava.
Quando a alemãzinha já se havia levantado de meu lado e entrado para o atendimento, tentei ser simpático com o moço magricela, agora que não havia nada entre nós dois e podíamo-nos olhar face a face. Eu então abafei um grito, para não cometer uma grande indelicadeza: o rosto do homem pedia piedade para quem o visse.
Ele, talvez já muito acostumado com isso, adiantou-se oferecendo sua mão, quebrando qualquer mal-estar entre nós. E nós nos apresentamos: ele, “Hermógenes, encantado”. Eu, “Marcílio, muito prazer”. Por alguns segundos, não surgia qualquer palavra para quebrar nosso silêncio. Até que o jovem homem desfigurado rompeu com nossa mudez.
“Não te sintas mal, não é a primeira vez que alguém se espanta com minha aparência”. Disse ele. Eu tentei argumentar, mas minha voz simplesmente não saía de minha boca. E ele continuou, como um verdadeiro filósofo orador, “Isso que você vê foi obra de meu pai, muitos anos atrás”. E arrematou, “de fato, vem de quando eu era ainda criança”.
Eu já não prestava mais atenção em nada. Mesmo meu dente, que latejava, já não representava a maior preocupação para mim naquele consultório. Eu estava ávido por entender a fisionomia facial do meu novo amigo. Notei que ele não era pessoa de dar muitas voltas para dizer o que era necessário, então o deixei livre para que falasse.

A deformidade de Hermógenes era coisa de circo, como uma mulher barbada. Mas não era engraçado como a mulher do circo, ele era de fato perturbador. Da altura abaixo de seus olhos, seu nariz pendia junto com a face sobre a boca. De fato, de seu nariz restava apenas a lembrança de algo que deveria haver e não havia.
Uma analogia, talvez leviana, seria dizer que Hermógenes tinha cara de pênis. O nariz que pendia mole sobre a boca, e o par de bochechas protuberantes, faziam alusão ao órgão genital masculino. Eu enchi-me de curiosidade para saber a razão de sua deformidade severa, mas por não conseguir pronunciar nada fiz de mim todo ouvidos.
E Hermógenes continuou, “Já passei por situações que um ser humano não acredita possíveis”. E continuou, “Não faz muito tempo a filha de um rico comerciante teve um desfalecimento ao ver-me pela primeira vez. Contornado o incidente, e tendo seu pai me enchido de desculpas, ofereceram um emprego num pequeno e lucrativo negócio”.
“Tinha certeza de que o comerciante desejava tirar vantagem de minha diferença e sair-se bem para os de sua classe, como homem generoso que desejava ser. Aceitar uma aberração como eu, para lidar com seu comércio, era certamente ação de um homem de bom coração. Mas, como tudo que é feito sem verdade, seus planos falharam”.
“Em um mês de trabalho perdeu mais fregueses que pôde conquistar em um ano e, por esse motivo, o comerciante pediu a sua filha para presentear-me com uma modesta quantia de dinheiro e dispensar-me de meus préstimos. Como andava necessitando ir ao dentista, tomei o dinheiro de suas lindas mãos e despedi-me. E aqui estou hoje”.
Eu disse, “Mas...” Recuperava minha voz, “e como foi que teu pai um dia teria sido o protagonista de tamanho crime, desfigurando-o ainda criança”? Heródoto me respondeu, “Meu pai era um agricultor e um filósofo. Ele achatou-me o nariz com o cabo de um machado, mas não foi um ato de ódio, como algo feito por pura maldade”. 
“O bom filósofo que era pensava em minha longevidade. Havia perdido todos os irmãos muito cedo – vítimas de suas paixões – como lembrava-me meu pai. Por cautela, para que não me perdesse um dia no caminho da vida como fizeram meus tios, fez meu pai o trabalho em minha face de forma a que eu parecesse sempre humilde para os outros”.
“A minha face mutilada, de nariz esmagado, garante a humildade frente as pessoas. De fato, nunca passei frio ou fome vagando por esse mundo vasto, pois sempre encontrei uma alma piedosa que me oferecesse alimento ou um teto para descanso. Por isso, jamais odiei meu pai, embora nunca tenha tido oportunidade de agradecer pelo serviço”.
“Seu pai teve a chance de vê-lo quando moço, já homem de calças”? Perguntei. “Meu pai morreu no ano em que completei dezoito anos. Eu ainda não havia saído de casa e nada conhecia do mundo afora. Na noite em que deixou a mim, minha mãe e minhas duas irmãs, abraçou-me afetuosamente dizendo que um dia eu lhe compreenderia”. 

“Em casa, sempre fui tratado com normalidade. Enquanto vivi com meus parentes, não conheci o estranhamento do mundo. Confesso que, ao olhar-me no espelho, não possuía então nenhum sentimento de curiosidade sobre meu rosto. Um ou outro primo ria-se de mim, apontava para minha face deformada, mas de fato eu nada compreendia”.
“No ano em que fiz vinte anos, um inverno inclemente levou para a terra minha mãe e minhas duas irmãs de pneumonia. Sofri muito com a perda das duas. Meu tio mais velho chamou-me a si e, calmamente, explicou-me que aquele era o momento de minha partida. Era chegada a hora de juntar minhas coisas e ganhar o mundo”.
“No dia seguinte à conversa com meu tio fiz um bornal juntando algumas peças de roupa e dois envelopes com dinheiro da venda da casa de meus pais. Fui informado que na cidade grande encontraria ajuda de um velho conhecido da família, que me pagaria bem pelo trabalho na cozinha de seu restaurante”.
“Minha compleição física muito franzina e meus poucos estudos não permitiam que conseguisse trabalho melhor. E isso, sem mencionar minha deformidade, a minha carta de apresentação. Fui embora de casa em uma manhã fria, sem olhar para trás para não chorar de saudades. Isso faz hoje onze anos. Eu tenho trinta e um anos”.
Um pequeno periquito que pousara nas mãos da secretária calou o relato de Hermógenes. A secretária beijava o bico do passarinho enquanto lhe acariciava a cabeça com o dedo indicador; e soltava as gargalhadas terríveis. Pensando bem, a mulher tinha cara de orgasmo. Era lívido seu semblante e o caso com o periquito era quente. 
“Pois então”, disse-lhe eu, “Estou encantado em conhecê-lo e saber de sua história”. O passarinho então voou da mão da moça e sobrevoou o lugar; mas retornou para a mão de sua dona e ela ofereceu a ele novamente mil carícias. Foi aí que alguma coisa me lembrou da dor de dente insuportável que eu sentia. Mas eu ainda sonhava.
Com força, deixando de lado a dor, inclinei-me para Hermógenes suplicando para que falasse mais de sua história. Já compreendia como veio ao mundo, a deformidade que como favor lhe fora feita, o dinheiro que recebera do comerciante para tratar dos dentes, mas não o que planejava fazer de ali por diante. Hermógenes era um elefante.
Mas, assim que o homem se preparava para falar, a secretária soltou outra gargalhada e anunciou a entrada do Sr. Hermógenes no consultório um. Ele passou por mim com calma e ofereceu-me sua mão pela última vez. Apertei-a. Depois que entrou, procurei em vão pelos outros três pacientes da sala de espera. Mas parece que me equivocara.
Sozinho com a secretária, as lagostas e o periquito que se lançava em mais um voo, senti-me só. E senti meu corpo ser tomado de assalto novamente pela dor de dentes, acordando em minha cama logo em seguida. Corri para o telefone para marcar consulta e lembrei-me de Hermógenes. Ele existiria?
Texto de Alexandre Ivanovski. 110x101
Visite minha página:
www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=64408 
21/10/17 12:55 - Morgana Laís
Como toda solicitaçao é bem vinda, gostaria de convida-los a lerem meus escritos. Um pouco de inspiraçao faz bem a nossa vida e nos ajuda a ver o mundo com outros olhos! vamos la? Saudações.  :)
 
21/10/17 10:46 - Vitor Pereira Jr
Olá, pessoal!
Quero dividir com vocês meu site de escritor aqui pelo Recanto.
Pelo site vou poder compartilhar mais de nosso mundo literário!

http://www.vitorpereirajr.prosaeverso.net


Passem lá e obrigado pela visita!
 
Vitor Pereira Jr

 
21/10/17 10:30 - Ary Carlos Moura Cardoso
VERDADES OCULTAS?

Sem desnudarmos o imo das emoções,
A existência se arrasta entre farsas,
É máscara, óbice ao viver Profundo.

                                         O Autoconhecimento é Livro base,


Nota: O poemeto prossegue em meu modesto espaço.
21/10/17 09:53 - Duncan McAndrews
A menina e a parede.
Conto
Por todo planeta foram descobertos tuneis e passagens subterrâneas e abaixo de cada cidade do mundo existe um lugar secreto cercado de magia e contos de fadas, nesse mesmo local uma parede muito diferente de qualquer outra já vista separa este lado do outro, estas paredes são guardadas por uma menina de doze anos que nunca viu a luz do Sol, da Lua, das estrelas ou de uma simples vela. Ela não possui poderes mágicos, apenas o dom de atravessar outras pessoas para o outro lado. O que está do outro lado? É bom? É ruim? Será que é algo divino ou algo diabólico?
 
Fevereiro aqui em Berlin
Não era para nevar
Ao menos não assim
Vento forte a soprar
E o asfalto úmido
Convidando todos a escorregar
 
Inverno de 2016. Berlin. De uma janela de dentro do trem que eu peguei do aeroporto até a estação Zoologischer Garten percebi que o vento gelado vindo do norte soprava constante e açoitava todas as pessoas que andavam pelas ruas e avenidas molhadas devido à leve garoa que caía em forma de pequenos cristais de gelo que umedecia até o mais pesado dos casacos... 
Gostou e quer saber mais? Acesse o texto completo e deixe seu comentário!!
21/10/17 09:38 - João Carlos Hey
21/10/17 09:07 - Markos dos Santos
Sem pudor(áudio)
Prosa-poética
Compositor: Marcos dos Santos
Te quero assim...
Completamente nua
Desnuda de qualquer
Receio
 
Quero que esse teu cheiro
Seja meu assim como
Cada arrepio desse
Teu corpo...
 
Confira o restante de Sem pudor
e muito mais em Meus textos e Meus áudios!
21/10/17 08:04 - Edmur (Murinho)
Um pouco do trabalho desse aspirante...

Todos estão sob o seu manto,
Como a pipa erguida ao vento.
A uns dá histórias de encanto,
A outros tece o seu pranto
Completo→
O Tempo

Mas eu te vejo, sobretudo como um Anjo!!!
Que me remete à existência do sagrado.
Completo→
Como eu te vejo

Desgraçando meu passado,
Com pessoas que nem sei,
Como chegaram ao meu lado
Completo→
Um sonho que se perdeu

Deixa-me falar de futuro,
Deixa-me seguir sentindo.
Completo→
Deixa-me falar de amor

Pra que brincar com azar e sorte
Não vamos para o corredor da morte
Se o que dissermos for verdade
Completo→
A verdade

Existe o ali e existe o lá.
Ambos dependem do aqui.
Do que conservo,
Do que desfaço.
Completo→
Ali na frente

De qualquer forma o que importa,
É o que o meu coração me diz.
Completo→
A magia de se amar 

https://www.facebook.com/poemaspoesiaseafins/
21/10/17 07:37 - zemary
POEIRAS DA ALMA
Maria José Vital Justiniano

POEIRAS DA ALMA
Maria José Vital Justiniano

POEIRAS DA ALMA
​​​​​​​​​​​​​​Maria José Vital Justiniano


 
21/10/17 03:59 - Dalton LA Carvalho
Um pouco de poesia para alegrar o dia
Tem news no blog...
(Decifra este amor - Numa variação da Esfinge de Tebas:
-O que do alvorecer ao por do sol tem quatro patas?
-Meu amor por você gatinha
-Decifrado, mas mesmo assim este amor vai te devorar)


                                   Decifrado
21/10/17 00:43 - Rubens Jardim

REVISITANDO

a mesma luz o mesmo ângulo
a igualdade
da desigualdade


(poema de MALU VERDI, poeta gaúcha, é formada em letras, mestre em literatura brasileira e doutora em teoria literária pela Universidade de Brasília. Possui muitos textos musicados por autores italianos, seja de música experimental, seja erudita. Publicou Personagem possível (1984), Matéria sem nome (1987), Falas (1988) e Este fruto outro/Questo frutto altro (ltália, 1994). “O caractere do sono – entre Oriente e Ocidente” e “Coito com o real”.Malu Verdi está na 99ª postagem da série AS MULHERES POETAS...Se quiser ler mais, clique no link http://www.rubensjardim.com/blog.php?idb=51996
21/10/17 00:18 - Isis Lima
Carta sobre amar 
"Somente quem transborda em amor, sabe que amor não se cobra, não se pede. É dado de bom grado, flui, sem exigências, puro, intenso. Não tem preço definido, não é objeto. Atinge igualmente aquele que também transborda... ou ao sentir a energia se permite transbordar. É o único transbordar sem se perder, é a expansão, deixar tua marca no mundo. Ao transbordar, escorre, quebra os limites da alma, do corpo e o brilho consome o lugar, brilho visto somente a quem se permite transbordar. Então por que mendigas amor? Logo ti? Um ato de agressão cometes, um pecado, uma violência contra teu próprio corpo. Se alguém negou teu amor, pena, perdeu a oportunidade de te sentir e adentrar em teu universo, pena, porque este ser ainda não transbordou também. Deixe estar, porque quem também transborda irá te encontrar..." 

Isis Lima 
16.10.2017 – 21h16 – h verão –
O macho humano é mesmo sem Inteligência. Mas, Deus foi com ele muito generoso. Livrou-o do parto, e fez as mulheres todas iguais. Assim se ele entender uma, já entende todas.
20/10/17 21:57 - Túlio Henrique Pereira
Boa noite queridos e queridas, quem puder ajudar o projeto Escola de Poesia & Wole Soynka, basta acessar o canal, conhecer todo o projeto e, se optar, doar qualquer quantia a partir de R$ 10,00!

No ato da sua doação você pode escolher um brinde que deseja receber.
Ajude-nos a fazer com que as palavras tenham mais força que as metralhadoras!

Caso não possam doar, compartilhem!

Clique no canal para conhecer o projeto: Escola de Poesia & Wole Soyinka
20/10/17 21:28 - Marília Francisco
Um protesto contra a venda da Amazônia!
Arte é Arma! Juntos venceremos!

http://www.recantodasletras.com.br/tautogramas/6148009

 

20/10/17 20:44 - Josea de Paula
                    S aber
                    Explicitar
                    Rimas

                    Para se ler
                    Originalmente

                                             Em se querer
                    Transmitir
                    A poesia...

              Parabéns, poetas
 
         Deste recanto das Letras
20/10/17 20:07 - Sirlanio Jorge Dias Gomes
Feliz dia do poetas,a todos os poetas do recanto das letras.
20/10/17 19:42 - Leandro Ferreira Braga
Hoje é teu dia poeta/poetisa! Tu que fazes da vida um encanto e do encanto vida. Parabéns! 
20/10/17 18:51 - Tânia de Oliveira
Acesse esse link...
http://www.taniadeoliveirataniamoreno.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=6148295

b u r i t i

http://www.taniadeoliveirataniamoreno.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=6148295
20/10/17 18:12 - AnnaLuciaGadelha
Acordei com pássaros canoros
Contemplei o nascer do Sol
A emoção vazou pelos poros
Avermelhada como o arrebol
Corri em busca do meu poeta
Comemoramos essa data especial
Encontrei-o tocando sua lira
Fechei os olhos diante do homem ideal
A inspiração brotou no meu coração
Ele abraçou-me com emoção
Nós teríamos um dia especial
Coloquei um vestido lindo
Ele me tatuou com poesia
Dia do Poeta, seja bem-vindo!
Hoje não tem nostalgia

Comemoramos a poesia com alegria


AnnaLuciaGadelha






Resultado de imagem para barrinha douradas
 
20/10/17 17:50 - ROBERTO BARROS XXI
ROBERTO BARROS XXI
Cartas17:49
 
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Biografias02/10/17
 
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Pensamentos30/09/17
 
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Crônicas30/09/17
 
ROBERTO BARROS XXI
Contos > Causos30/09/17
 
ROBERTO BARROS XXI
Crônicas29/09/17
20/10/17 17:25 - fchagass
POR VIDA SAUDÁVEL: RECLAME DE FORMA SENSATA!!! (MENSAGEM 01)
 
 
BOA TARDE!!!
  • BOA NOITE!!!
BOM DIA!!!

ESSA SAUDAÇÃO DEPENDERÁ DO MOMENTO DA LEITURA, POR ISSO ESTOU COLOCANDO-A DE FORMA VARIÁVEL E VOCÊ PODERÁ FAZER ESSA OPÇÃO, ASSIM COMO DESEJO QUE PROCEDA EM MUITAS OUTRAS COISAS, SIMPLESMENTE, AO INVÉS DE ENGROSSAR O CORDÃO DE QUEM PROTESTA POR PROTESTA...

AFINAL, EM NOSSA ÉPOCA TEM SIDO COMUM PESSOAS PROTESTANDO OU RECLAMANDO SEM SABER PORQUE ESTÃO ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO - OU SEJA: RECLAMANDO DE TUDO E DE TODOS, QUAANDO O BOM SENSO DEMONSTRA QUE SÃO RESPONSÁVEIS EM PARTE PELODESAJUSTE...



ENTRE ALTOS E BAIXOS!!! EM MEIO A INÚMEROS DESAJUSTES!!! UMA COISA DIREI:

RECLAMAR MUITO RESOLVE POUCO, LANÇARÁ MAIS DÚVIDAS NO PROBLEMA, ATRAPALHA OU NÃO RESOLVERÁ!!!

ASSIM, SERÁ MELHOR POUPAR AS ENERGIAS, PRA OUTROS COMBATES QUE VIRÃO!!!

PARECE QUE ALGUMAS VEZES RECLAMAR SERÁ APENAS UMA OPORTUNIDADE DE APARECER, CONSIDERANDO QUE NA MAIORIA DAS VEZES A REAÇÃO INICIAL DE OUTRAS PESSOAS SERÁ FICAR COM PENINHA OU SEM CONDIÇÕES DE DIZER ALGUMA COISA, COM MEDO DE PARECER INSENSÍVEL...

ASSIM, PENSE BEM, ANTES DE DEMONSTRAR UMA CARA DE PREOCUPAÇÃO, TENHAS UM BOM DIA E DEUS ABENÇOE!!!
20/10/17 17:07 - Charles Alexandre
Poeta Luta - 20 de Outubro - Dia do Poeta

Poeta luta,
Para que a literatura não falte a mesa do cidadão,
Para que o livro se transforme em travesseiro,
Para que as letras se tornem bagagem,
Conduzindo através de palavras e frases, passageiros a uma bela viagem.

Poeta luta,
Contra a exclusão da emoção,
Contra o descaso ao sentimento,
Contra o excesso de razão.
Com versos ternos escreve, para que sentimentos sensibilize o coração.

Poeta luta,
Luta para publicar seus textos,
Luta para ser reconhecido,
Luta a frente de várias batalhas,
Buscando seu sustento e contornando percalços continua escrevendo.

A batalha é intensa,
Outra batalha perdida.
Mas enquanto o sangue correr nas veias,
Coração está a pulsar,
Caneta e papel são armas,
Para enfim está guerra ganhar.
Paulo Caldas


 
Até que ponto o real é real mesmo ou é apenas um espelho de sonho no qual a verdade é um ponto de vista?  A ambiguidade dos nossos anseios nos trazem inquietações filosóficas e espirituais porque são dúplices e tríplices ou as inquietações filosóficas e espirituais nos trazem anseios ambíguos porque são dúplices e tríplices?  Paulo Caldas, exímio artesão das artes plásticas, propõe uma “flecha mensagem” que nos atinge no peito, no coração...
Como em René Magritte, para quem as ambiguidades de um quadro seu “vêm da sua natureza profundamente introspectiva e são a resposta de um pensativo observador para a vida superficial ao redor de si”, nas palavras de Edmond Swinglehurst, Paulo Caldas pensa o mundo filosófica e espiritualmente, tanto quanto ideológica e socialmente.  Suas influências, segundo suas próprias palavras, vêm mais do que leu e do que ouviu do que propriamente do que viu.  As leituras de Richard Bach (Fernão Capelo Gaivota, Longe é um lugar que não existe), Khalil Gibran (O Profeta), Hermann Hesse (Sidarta, O Lobo da Estepe), Jiddu Krishnamurti (Sobre a liberdade), Lobsang Rampa (A Terceira Visão) e Manoel de Barros (O livro das ignorãças) alimentaram e alimentam sua arte surrealista ao lado de Pink Floyd, Vangelis, Tom Jobim e Chico Buarque, na música.
Profundo conhecedor do desenho e das suas possibilidades, o artista leva o observador de suas obras às indagações e conjecturas sérias a respeito da sua existência com jogos extremamente elaborados de figura e fundo. Também se utiliza de formas que se transformam e se metamorfoseiam numa verdadeira dança imagética onde as cores têm o papel fundamental de atrair o espectador.
A viagem que M. C. Escher – um irmão e mestre para Caldas – realizou à Granada, na qual foi fortemente impactado pelos azulejos mouros, de onde surgiram nele as inspirações para os padrões geométricos, transfigurados ao serem repetidos, formando novos desenhos, Paulo Caldas explorou nos recônditos da sua própria psique, da sua alma.  Suas pinturas são verdadeiras viagens fantásticas que estruturam realidades oníricas em concomitância com imaginações concretas, feitas no real palpável do pictórico e do gráfico.
Do modo de Iberê Camargo, o artista segue a linha do “não nasci para fazer berloques, enfeitar o mundo... eu pinto por que a vida dói.” Paulo conhece como poucos a arte de instigar e provocar, sendo um virtuoso desenhista que constrói pontes entre a imaginação e a realidade sem fazer falsas concessões aos modismos de qualquer natureza midiática.
Salvador Dalí, em sua grande voracidade surrealista, inspirou também fortemente Paulo Caldas, que soube extrair da arte delirante, alucinada, deliciosamente cativante e magnífica do catalão, seu substrato para uma criação autônoma e original que nada deve a nenhum dos pintores surrealistas de todos os tempos.
A situação atual do país o inquieta muito e o pintor deixa uma mensagem para todos os brasileiros e brasileiras: “Ser bom é mais barato.  Quando somos bons, economizamos energia positiva para o nosso país.  Vejam o que está sendo desperdiçado em decorrência da ação dos maus que infestam nosso Brasil.”

Mauricio Duarte
 
Referências:
A Arte dos Surrealistas . Edmund Swinglehurst . Ediouro . Rio de Janeiro . 1997
M. C. Escher . Artista gráfico holandês . http://www.ebiografia.com/m_c_escher/ . visitado em 16-10-2017
M. C. Escher . O artista das construções impossíveis .
http://www.bontempo.com.br/dicas/m-c-escher-o-artista-das-construcoes-impossiveis/  visitado em 16-10-2017
M. C. Escher . Wikipédia . https://pt.wikipeida.org/wiki/Mauritis_Cornelis_Escher / visitado em 16-10-2017
 
Contatos com o artista:
Telefone: 82 999552464
E-mail: cordao-nordeste@hotmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/paulo.caldas.125
Endereço: Rua Marco Aurélio, 146 - Jd. Petrópolis II - Tabuleiro dos Martins, Maceió . AL

Maurício Duarte
[20/10/2017]

Leia mais em: https://www.revistasinestesia.net/paulo-caldas-visualis
20/10/17 16:38 - Raquel de Paula
Sobre o que se foi
quero guardar lembranças.
Guardarei assim, a aprendizagem
sobre aquilo que 
um dia chegou e saiu
 
Dos momentos vividos...
Dos bons, guardarei os risos
e todas as travessuras no memorial da alegria.
Dos maus momentos
Ah, estes são os piores...
Destes guardarei a força adquirida.
 
O que importa afinal?
O que vale é que estes momentos, sejam bons ou maus,
pode ou não 
nos redesenhar ou nos aprimorar.
Se acertarmos nas decisões ante a esses momentos,
seremos beneficiados, pois amadureceremos.
Se não, seremos tragicamente atingidos
e continuaremos a mercê.
20/10/17 16:37 - Espirito Santo
                                 CULTURA DA MORTE

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20/10/17 15:11 - Antônio Bacamarte

wink

Bioa tarde pessoal.
Toda sexta, às 17h19min,
estou aqui no RL com uma nova crônica.
A de hoje (mais cedo) é:


HY BRASIL
http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/6148081

Abração!

yes


 
20/10/17 13:28 - Iolanda Pinheiro



PARA O MEU AMOR SECRETO & DECLARADO


-PAIXÃO-


 
Desenho o teu rosto em pensamento
E, em promessas, moro em teus braços
Repouso nos teus beijos, estilhaços
Deste querer que é todo meu intento
 
Eu mando minhas juras, poesias
Pela janela espero teu chamado
Apego que em meu corpo, alinhavado
Espalha, atenta, arde em fantasias
 
Destino certo é teu corpo invisível
Que no fechar dos olhos, vaga e voa
E pousa na centelha mais sensível
 
Paixão que toda a NOITE atravessa
A gana de beijar,
saudade boa
Desejo
de nós dois que jamais cessa.
 

Iolanda, para você, você, você..
20/10/17 12:43 - Alexandre Ivanovski
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O elefante e o sonho
Hoje sonhei que meu dente molar esquerdo doía muito e eu havia ido ao dentista. Chegando lá, encontrava outros cinco pacientes à espera na pequena saleta do consultório dentário. Todos tinham aparência bastante comum, se não fosse por um rapaz dentre eles muito magro que, a princípio, como meu dente doía muito, não prestei a devida atenção. 
De fato, no consultório do meu sonho havia um aquário com duas lagostas pronto para prender minha atenção. Também, para me distrair, grudada na parede atrás do balcão onde se sentava a secretária, que se vestia em um vestido branco vivo, havia um televisor sintonizado no canal das novelas da tarde. 
Minha dor era insuportável, mas como era uma emergência e não havia consulta agendada eu sabia que teria que esperar por um encaixe entre consultas. Não sei dizer em que momento no intervalo entre uma mirada na televisão e outra nas lagostas meus olhos cravaram na carne do homem muito magro que aguardava, como eu, atendimento.
Ele sentava-se na mesma fileira de cadeiras que eu, quase ao meu lado, ficando entre nós uma alemãzinha de olhos azuis que poderiam saltar de suas órbitas a qualquer momento. Eu vi o homem, então, de relance. No princípio ele era estranho por conta de sua extrema magreza. Não havia visto sua face. 
Como tudo em um sonho estranho só pode ser estranho, a secretária soltou uma gargalhada infernal, anunciando a entrada de Fräulein Strudell no consultório três. Ainda pensei: como por diabos poderia existir uma mulher com o sobrenome de comida? Strudell é um tipo de massa folheada! Mas eu sabia que sonhava.
Quando a alemãzinha já se havia levantado de meu lado e entrado para o atendimento, tentei ser simpático com o moço magricela, agora que não havia nada entre nós dois e podíamo-nos olhar face a face. Eu então abafei um grito, para não cometer uma grande indelicadeza: o rosto do homem pedia piedade para quem o visse.
Ele, talvez já muito acostumado com isso, adiantou-se oferecendo sua mão, quebrando qualquer mal-estar entre nós. E nós nos apresentamos: ele, “Hermógenes, encantado”. Eu, “Marcílio, muito prazer”. Por alguns segundos, não surgia qualquer palavra para quebrar nosso silêncio. Até que o jovem homem desfigurado rompeu com nossa mudez.
“Não te sintas mal, não é a primeira vez que alguém se espanta com minha aparência”. Disse ele. Eu tentei argumentar, mas minha voz simplesmente não saía de minha boca. E ele continuou, como um verdadeiro filósofo orador, “Isso que você vê foi obra de meu pai, muitos anos atrás”. E arrematou, “de fato, vem de quando eu era ainda criança”.
Eu já não prestava mais atenção em nada. Mesmo meu dente, que latejava, já não representava a maior preocupação para mim naquele consultório. Eu estava ávido por entender a fisionomia facial do meu novo amigo. Notei que ele não era pessoa de dar muitas voltas para dizer o que era necessário, então o deixei livre para que falasse.

A deformidade de Hermógenes era coisa de circo, como uma mulher barbada. Mas não era engraçado como a mulher do circo, ele era de fato perturbador. Da altura abaixo de seus olhos, seu nariz pendia junto com a face sobre a boca. De fato, de seu nariz restava apenas a lembrança de algo que deveria haver e não havia.
Uma analogia, talvez leviana, seria dizer que Hermógenes tinha cara de pênis. O nariz que pendia mole sobre a boca, e o par de bochechas protuberantes, faziam alusão ao órgão genital masculino. Eu enchi-me de curiosidade para saber a razão de sua deformidade severa, mas por não conseguir pronunciar nada fiz de mim todo ouvidos.
E Hermógenes continuou, “Já passei por situações que um ser humano não acredita possíveis”. E continuou, “Não faz muito tempo a filha de um rico comerciante teve um desfalecimento ao ver-me pela primeira vez. Contornado o incidente, e tendo seu pai me enchido de desculpas, ofereceram um emprego num pequeno e lucrativo negócio”.
“Tinha certeza de que o comerciante desejava tirar vantagem de minha diferença e sair-se bem para os de sua classe, como homem generoso que desejava ser. Aceitar uma aberração como eu, para lidar com seu comércio, era certamente ação de um homem de bom coração. Mas, como tudo que é feito sem verdade, seus planos falharam”.
“Em um mês de trabalho perdeu mais fregueses que pôde conquistar em um ano e, por esse motivo, o comerciante pediu a sua filha para presentear-me com uma modesta quantia de dinheiro e dispensar-me de meus préstimos. Como andava necessitando ir ao dentista, tomei o dinheiro de suas lindas mãos e despedi-me. E aqui estou hoje”.
Eu disse, “Mas...” Recuperava minha voz, “e como foi que teu pai um dia teria sido o protagonista de tamanho crime, desfigurando-o ainda criança”? Heródoto me respondeu, “Meu pai era um agricultor e um filósofo. Ele achatou-me o nariz com o cabo de um machado, mas não foi um ato de ódio, como algo feito por pura maldade”. 
“O bom filósofo que era pensava em minha longevidade. Havia perdido todos os irmãos muito cedo – vítimas de suas paixões – como lembrava-me meu pai. Por cautela, para que não me perdesse um dia no caminho da vida como fizeram meus tios, fez meu pai o trabalho em minha face de forma a que eu parecesse sempre humilde para os outros”.
“A minha face mutilada, de nariz esmagado, garante a humildade frente as pessoas. De fato, nunca passei frio ou fome vagando por esse mundo vasto, pois sempre encontrei uma alma piedosa que me oferecesse alimento ou um teto para descanso. Por isso, jamais odiei meu pai, embora nunca tenha tido oportunidade de agradecer pelo serviço”.
“Seu pai teve a chance de vê-lo quando moço, já homem de calças”? Perguntei. “Meu pai morreu no ano em que completei dezoito anos. Eu ainda não havia saído de casa e nada conhecia do mundo afora. Na noite em que deixou a mim, minha mãe e minhas duas irmãs, abraçou-me afetuosamente dizendo que um dia eu lhe compreenderia”. 

“Em casa, sempre fui tratado com normalidade. Enquanto vivi com meus parentes, não conheci o estranhamento do mundo. Confesso que, ao olhar-me no espelho, não possuía então nenhum sentimento de curiosidade sobre meu rosto. Um ou outro primo ria-se de mim, apontava para minha face deformada, mas de fato eu nada compreendia”.
“No ano em que fiz vinte anos, um inverno inclemente levou para a terra minha mãe e minhas duas irmãs de pneumonia. Sofri muito com a perda das duas. Meu tio mais velho chamou-me a si e, calmamente, explicou-me que aquele era o momento de minha partida. Era chegada a hora de juntar minhas coisas e ganhar o mundo”.
“No dia seguinte à conversa com meu tio fiz um bornal juntando algumas peças de roupa e dois envelopes com dinheiro da venda da casa de meus pais. Fui informado que na cidade grande encontraria ajuda de um velho conhecido da família, que me pagaria bem pelo trabalho na cozinha de seu restaurante”.
“Minha compleição física muito franzina e meus poucos estudos não permitiam que conseguisse trabalho melhor. E isso, sem mencionar minha deformidade, a minha carta de apresentação. Fui embora de casa em uma manhã fria, sem olhar para trás para não chorar de saudades. Isso faz hoje onze anos. Eu tenho trinta e um anos”.
Um pequeno periquito que pousara nas mãos da secretária calou o relato de Hermógenes. A secretária beijava o bico do passarinho enquanto lhe acariciava a cabeça com o dedo indicador; e soltava as gargalhadas terríveis. Pensando bem, a mulher tinha cara de orgasmo. Era lívido seu semblante e o caso com o periquito era quente. 
“Pois então”, disse-lhe eu, “Estou encantado em conhecê-lo e saber de sua história”. O passarinho então voou da mão da moça e sobrevoou o lugar; mas retornou para a mão de sua dona e ela ofereceu a ele novamente mil carícias. Foi aí que alguma coisa me lembrou da dor de dente insuportável que eu sentia. Mas eu ainda sonhava.
Com força, deixando de lado a dor, inclinei-me para Hermógenes suplicando para que falasse mais de sua história. Já compreendia como veio ao mundo, a deformidade que como favor lhe fora feita, o dinheiro que recebera do comerciante para tratar dos dentes, mas não o que planejava fazer de ali por diante. Hermógenes era um elefante.
Mas, assim que o homem se preparava para falar, a secretária soltou outra gargalhada e anunciou a entrada do Sr. Hermógenes no consultório um. Ele passou por mim com calma e ofereceu-me sua mão pela última vez. Apertei-a. Depois que entrou, procurei em vão pelos outros três pacientes da sala de espera. Mas parece que me equivocara.
Sozinho com a secretária, as lagostas e o periquito que se lançava em mais um voo, senti-me só. E senti meu corpo ser tomado de assalto novamente pela dor de dentes, acordando em minha cama logo em seguida. Corri para o telefone para marcar consulta e lembrei-me de Hermógenes. Ele existiria?
Texto de Alexandre Ivanovski. 110x101
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20/10/17 12:39 - Betho Ragusa
Boa tarde amigos!

Hoje publiquei um dos roteiros que considero entre os que já escrevi o mais maluco de todos. Trata-se de uma jovem que embarca numa aventura para tentar salvar alguém que ela defende com garras e unhas. O texto contém muitas mensagens sobre abusos que cometemos durante toda a nossa vida, a maneira como modificamos o que é certo e errado aos nossos olhos. O valor que damos ao próprio prazer se esquecendo de coisas simples da vida. Selma invade nosso subconsciente e tenta limpar nossas impurezas mas a tarefa não será fácil, ela terá obstáculos bem peculiares pela frente, apresento-lhes "QUEM ABUSA SE LAMBUZA".
Abraços!
#Rumoaos10anosdeRecantodasLetras
20/10/17 10:50 - João Adolfo Guerreiro
20/10/17 10:45 - Amontesferr
DIA MORTO

Você já observou, o quanto é rápido
um 'tic-tac' de um dia morto, sob
a pirâmide de ossos velhos e frio...
O quanto as xícaras e colheres tremem em
mãos enrugadas pelo decorrer do tempo!
Os rascunhos de mãos que jovens,
aprenderam a escrever mas, entediadas
pelo peso da idade, só sabem rabiscar!..
Interno de um dia morto, as horas da idade,
perambulam sem valor e arfam sob os braços
do momento o qual agora, compridamente,
em outro tempo, era curto e pouco.
Esse momento, esse tempo... Hoje longo!
Faz questão de ressaltar para o seu fôlego...
Que, pesado e curto, Esse curto tempo!
Que tritura os segundos e joga o bagaço nos
desavisados e azedos sentimentos.
Sob o espaço de um dia morto...
Os olhares no retrato fixado na moldura da sua
sala, nevoam sobre o alto e se perde no labirinto
da saudade permeada pela juventude e esquecida
no ápice de uma jovem vida. Sob espaço de um
dia morto as passadas passam apressadas,
os passos cogitam os quadrados agitados...
De cá de lá, de um lado para o outro... E os
ouvidos saltam e gritam, com o 'tic-tac'
de um dia morto.
Quando tudo não se dão conta de afronta...
A tarde chega com sua brisa de bronca e a noite,
desfalece sobre o travesseiro, cochilando... Babando
sua vertigem, e em sonhos abstrato... Fart e ronca.
Não se avexe com seu dia, ele lhes trará outro dia
e no outro! Você sentira o tremor de suas pernas
bambas, Seus passos ficarão pequenos seu fôlego
encurtarão abafando no peito, o grito de externo
amores. Não se avexe com seu dia... Acabo de outros
 e outros dias, e nos dias vindouros, todas a fibras
por você  ingeridas hoje, em segundos... Se tornarão
a ti, elixir do seu terrível veneno.

Antonio Montes

 
20/10/17 10:18 - Lilian Vargas
Dramas & Tramas

 
 
Sou uma fã de carteirinha dos filmes e séries que falam de dramas humanos. A intrincada gama de relações e suas vertentes, causando mudanças e retalhando o ego ao máximo. Gosto sim e quando assisto me envolvo de tal forma, que chego às lagrimas com certas cenas marcantes, pois há situações que tocam e “fisgam” aquilo que de mais íntimo e pesaroso encontra-se na alma.

Esses dias assisti a um filme que na crítica é ridicularizado,o que para mim, já é um ponto a favor da película -, e, em cena pesada e tensa onde uma mãe tenta ver o filho (menor), que está sob a guarda do pai, pois a mãe tem um histórico um tanto duvidoso no que toca à saúde mental, se bem que nada que ela faça demonstre esta suposta agressividade, mas assim, se vendo proibida de ver o filho por medida judicial esta tenta encontra-lo e é expulsa pelo pai do menino, numa cena tensa e que me deixou em prantos.

Outro segmento que estou acompanhando é uma série televisiva (This is us), onde os membros de uma família tem seus caminhos interligados de forma inusitada e fortemente emocional, cada um deles, tentando de formas diversas conseguir lidar com conflitos prementes e muito espinhosos, acerca do contexto em que atuam.

Vale a pena, conferir, isto é para aqueles que não temem chorar ou ficar pensando e repensando sua vida, valores e medos, através de uma cadeia de acontecimentos que poderá ser casual ou determinada, depende da ótica em que se vê o mundo e sua contínua evolução.

Há quem diga que de drama a vida está cheia, concordo plenamente, mas faço um adendo, dramas temos aos borbotões, mas o que temos em demasia e nos causa vários tipos de sentimentos, desde ojeriza ao apático silêncio são as tramas. As tramas não se resumem somente em corriqueiros acordos no dia a dia, em núcleos familiares. As tramas se desenrolam a olhos vistos em nosso meio social (trabalho e relações com colegas), e mais ainda, no âmbito político, haja vista que vivemos em municípios e sabemos que há muitos conchavos para privilegiar este ou aquele empresário ou favorecer um determinado setor que alavanca e propicia certos ganhos a um grupo seja este político ou não.

No meio político o que mais vemos são tramas para livrar um ou outro de uma situação que no futuro venha a recair sobre os demais. (Veja exemplo última votação no Senado Federal – caso Aécio Neves), oras, sabemos que houve uma manobra fantástica daqueles que estão sendo alvos de investigação, para que o citado não fosse prejudicado e pudesse manter sua situação parlamentar, o que lhe confere privilégios. Na Câmara de Deputados, o cenário não é diferente, onde o mandatário se encontra mais uma vez na berlinda e através de dispositivos nada republicanos ou morais, faz uso de várias tramas para apoio e segue assim, sua empreitada, mediada por quase todos parlamentares, somente um ou outro, muito aleatoriamente, se opõe, e com dignidade, não apenas se pautando no próximo pleito ou interesses pessoais. Nestes contextos vale tudo desde o xingamento à retaliação  e tudo regado a muitos discursos com apelos emocionais, narrativas prenhes de valorização da índole, tudo com um entusiasmo visceral, que se fossem emprestados a uma personagem de Daniel Day-Lewis, este certamente ganharia outro Oscar.

O que vemos diariamente extrapola todos os conceitos de drama, parece algo caricato e grotesco. São personagens não fictícios, e com muito empenho em suas apresentações midiáticas. Alguns gritam, esperneiam,vestem a máscara do mocinho, e pasmem, outros se esforçam e chegam às lágrimas. Tão comovente!

 
Enfim, por mais drama que se veja, parece que sempre há novos enredos, novos ardis, novos personagens e muitas, muitas outras tramas que ainda não vimos. Então, prepare-se, escolha o roteiro, sintonize as antenas, que a sessão apenas começou... haja lenço.
 
20/10/17 10:07 - MARIADAFLORPOESIA

BOM DIA, AMIGOS,
TENHAM UMA FELIZ SEXTA-FEIRA!
UM GRANDE ABRAÇO.

MOMENTOS BONS E INESQUECÍVEIS. (EXPERIMENTAL POESREDONDINHO)
20/10/17 08:47 - MárciaLiz
20 de outubro - Dia do poeta.
O poeta é aquele que namora a lua, o sol, as estrelas, namora a vida. Senta-se para escrever quando sente que a inspiração vêm de dentro da alma... e assim meio que em transe desenha as letras dos versos de amor na folha de papel.
MárciaLiz
 
20/10/17 04:40 - Jorge Gomes Oliveira
CULPADOS E INOCENTES
Culpas imaturas
Jogo de injustiças...
Adultos donos de ações covardes,
Inocentes sem culpas
Que são chamados de culpados;
Culpados pelos problemas
Pelas dores de cabeça.
Adultos que não sabem medir os gestos
Que faz da dor
Maior que o carinho e a compreensão,
Agem sem pensar
Sem sentir...
Como se inocentes merecessem as culpas
Como pode inocentes,
ainda Anjos,
A inocência do mundo,
Ter a culpa de existir...
Muitas vezes sua existência não é bem vinda
E seus olhos chorão
Ao ver o desamor e a falta de afeto entrelaçando seu coração.
Sangue do sangue
Semente de duas vidas...
Como esses adultos podem ser tão ignorantes?
Inocentes são chamados de culpados
E nada pode evitar a tal culpa.
São inofensivos demais,
Tão pequenos
Tão preciosos...
São Culpados Inocentes.
19/10/17 23:21 - Sandra Fayad Bsb
Este áudio na voz do poeta Joaquim Sustelo é de um poema de minha autoria intitulado Velho Olhar. Eu gostei muito e trouxe pra vocês avaliarem o poema: 
http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/audio.php?cod=76938
19/10/17 22:40 - MARCOS V VIEIRA
Boa noite amigos do Recanto, tô passando para convidar a todos a lerem meu escrito, EU SOU O UNIVERSO, MEU UNIVERSO, confele no link abaixo:

EU SOU O UNIVERSO, MEU UNIVERSO

Abraços e até mais!

Marcos V Vieira
19/10/17 22:21 - Fabiano Stopassolli
O BRASIL...

É a chuva que cai em terra seca.
É Amor que vai e sem pressa regressa.
É Cor de um mundo inteiro.
É Sono de outro mundo inteiro.
É o cheiro bom do calor suave em noites confortáveis.
É ironizar o sobe e desce sem gritar vita detestabilis.
É prosa de horas e saudade em caminhos paralelos.
É a raiva arrancando os cabelos.
É o coração calmo dando ninho a um benzinho,
Um carinho, um ronrrono, um estorvinho.
É alma pairando em baia de brisa mansa.
É a gratidão inconsciente por ter o lume das estrelas e as sombras dos cantinhos atentando os desejos.
É em cada fevereiro, carne crua em demasia 
Em outros agostos é água vestida de agonia.
É a carência de uma rede atada entre as mangueiras do quintal, sempre em vai e vem, arrefecendo a pele dos pés e os calos da alma.  
É correr de mãos dadas em dias com ar de casamento de viúva.
É inventar graça em brincar com barquinhos de papel nas tardes de sol e chuva.
É abrir os olhos e ignorar o peso da cancela.
É fechar a mão direita e caminhar pela esquerda.
                                                                                   FCS.
10.10.2017 – 10H13 –
Uma prosa só se desenvolve se os proseadores tiverem, além da boa fala, uma ótima audição.
BOA NOITE PRA TODOS
SOU INCIANTE E LANCEI MEU PRIMEIRO TRECHO DO MEU LIVRO
GOSTARIA QUE AVALIASSEM...

QUE A ''FORCA'' ESTEJA COM VCS
DR EUFRATES EUCLIDES DA CUNHA
19/10/17 16:57 - Vitor Pereira Jr
Olá, pessoal!
Quero dividir com vocês meu site de escritor aqui pelo Recanto.
Pelo site vou poder compartilhar mais de nosso mundo literário!

http://www.vitorpereirajr.prosaeverso.net


Passem lá e obrigado pela visita!
 
Vitor Pereira Jr

 
19/10/17 14:12 - Maristela
yesBOA TARDE.---AMIGOS(AS),SE VOCÊS ESTÃO PASSANDO POR MOMENTOS DIFÍCEIS,POR PROBLEMAS,SOFRIMENTOS;VÃO PASSAR...
    ISSO TAMBÉM VAI PASSAR 
    O SENHOR JESUS LHES DÊ PAZ,FELICIDADES E SOSSEGO!

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 É SÓ TER CUIDADO!
 "GALINHA QUE ACOMPANHA PATO,MORRE AFOGADA." RSRSRS.
  VENHAM ME FAZER UMA VISITA.

    GRAÇA E PAZ!heart!
novos textos a serem apreciados, conto com a vossa aprovação.
Desejo um otimo fim de semana a todos!!!


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Última atualização em 21/10/17 21:01