MÃE PACIENTE
 
                    É sempre assim. Nós sempre estamos com pressa. Não temos tempo para ouvir e dar atenção a alguém. Nem mesmo a mamãe. E assim levamos a vida. Entram as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos e o nosso discurso são sempre iguais. Não mudamos nem o timbre de voz.  “Não tenho tempo pra nada“. “Ando muito ocupado“. “Outra hora conversamos”. “Tenho coisas mais importantes pra resolver”. “Pra que falar justo agora”, etc.
                    Mas a mamãe não é assim. A mamãe sempre tem muitos minutos da sua vida para nos dedicar. Não importa se tem um único filho ou doze. Abnegada, diuturnamente está presente com o seu coração generoso para atender e acudir a todos.
                    A mamãe cumpre várias jornadas de trabalho na cozinha, no tanque, no escritório, na fábrica, no campo, na roça ou no comércio em geral. Ainda cansada atende o marido com amor e carinho quanto às necessidades físicas conjugais. Mas tudo isso não lhe tira o ânimo e nem o temo para amorosamente dedicar aos filhos sem tempo. Isso sem contar que lavou e cuidou das nossas bundas e partes íntimas sujas, desde que nascemos.
                    Ah! Que saudade sinto da minha querida mãe, tão paciente. À qualquer hora do dia ou da noite que eu chegava a casa, acompanhado ou não, lá estava a mamãe sorrindo com a mesa posta e sempre com tudo aquilo que ela sabia que eu mais gostava.
                    Os meus filhos quando pequenos adoravam ir visitar a vovó, porque ela os esperava com balas e doces de coco e puxa-puxa de que tanto gostavam e que ela mesma os faziam.
                    Dias atrás um amigo, o Arly, lá de São Sebastião, em um bate-papo no Facebook, lembrou-nos dos bolinhos que a mamãe fazia para tomarmos café nas tardes em que nos reuníamos. E eu pra não fugir da raia lia tudo com as lágrimas escorrendo pelas faces.
                    Oh! Mãe Paciente. Só me resta aqui rogar a Deus para que lhe ampare, onde a senhora estiver.  E a você meu caro amigo e leitor tomo a liberdade de registrar o seguinte lembrete:
                    Se a sua querida mamãe está fisicamente presente nesta vida terrena, conserva-a o mais próximo possível e seja paciente para com ela em todos os momentos e em todas as coisas. Até de um conselho repetitivo que não queiras ouvir. Pois só quando ela se for é que perceberá o quanto ela era paciente e importante. Daí sentirás a sua falta.                     
                    Só digo isso porque graças a Deus eu sempre tive tempo de ouvir tudo o que a minha mãe que sempre foi paciente teve pra me dizer e também de atender tudo quanto pude do que ela me solicitou a fazer.