Delirio reluzente

Os olhos brilham, mas seu lume pródigo .... encenam apenas

Adornos de citilância (d`uma áurea )que nunca tivera

Deveras magia , revestida em envolvente quimera

Ora, porque as desventuras da vida renega como tais?

Mas a cada reluzir há o piscar em hábil delação:

de que a fugacidade do instante os faz fraquejar

Não mais que o recordar os olhos hão de eternizar

Sob à luz da verdade lacrimejam em contradição

Ah fantasia do brilho, que efusivo colírio!

Os olhos tão bem sabem gozar tal ato cínico

De forjar o bem-viver com fervor extático

Soberamente reluzir mais que o sol talvez

Faça dos olhos contemplação de teatral altivez

Um dia ser astro-rei incita-lhe o delírio

Alex Melloh
Enviado por Alex Melloh em 19/12/2017
Código do texto: T6203331
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