CESTO DE LIXO

Fazer versos é sempre um dilema,

Se o poeta quer ser original;

Busca as estrofes dentro de um tema,

fazendo as rimas certas no final...

E eis que, então, termina o poema,

Achando que já leu outro igual;

E testa a métrica de forma extrema,

Lendo em voz alta, em um tom formal...

Depois, relê e, um tanto insatisfeito,

Passa a procurar nele um defeito...

E lá se vai ao lixo um novo texto,

Juntar-se a outros que, ali jogados,

São como sonhos não realizados,

Esquecidos ali naquele cesto...

Jorge de Oliveira
Enviado por Jorge de Oliveira em 04/02/2017
Reeditado em 06/02/2017
Código do texto: T5902848
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