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DOS FINS E DOS (RE) COMEÇOS!

Quem tem acompanhado os meus textos em nossa Revista Digital Plena Idade, coordenada por Sergio Michelleto, percebe que o meu foco é o ser humano, que se manifesta através de seu trabalho, que é uma das marcas de sua passagem por esta terra e por este tempo corrente e que caracteriza em muito o seu modo de viver...
Assim, tenho assinalado trabalhos oriundos de vários estados brasileiros, e apresentado pessoas que não fazem parte do nosso dia a dia, na seção Biblioteca e Literatura, para contribuir para com que os inúmeros leitores de nossa publicação ampliem o seu ângulo de observação... - E saiam um pouco das listas dos mais vendidos, dos mais lidos, divulgada em nossa mídia nativa, lista esta, repleta de títulos importados.
Em minhas Crônicas do Cotidiano, abordando assuntos diversos, procuro atingir as sensibilidades das pessoas, com o fito de provocar discussões e reflexões... – Mesmo que estas crônicas pareçam etéreas, sem bases sólidas de argumentação, como já foram rotuladas. Mas, registre-se aqui, que não quero ser especialista de nada, e furto-me á exaustivas explanações técnicas sobre as coisas e os fatos...
Assim, nesta edição de dezembro, uno o que dá sentido ás minhas duas colunas em nossa revista, e apresento a todos o que segue, para falar dos fins e dos (re) começos...
Estamos no fim de mais um ano, em que houve perdas e ganhos, tanto pessoais quanto coletivos... Ano este, em que o nosso presente político foi redesenhado, e a meu ver, o nosso futuro parece ter muito de um passado, que muitos de nós pensávamos ter esquecido... Culpa de uma promessa de inovação que se mostrou inepta e irresponsável! – Permitam-me a ressalva de que não se trata aqui de uma defesa deste ou daquele partido político, mas antes e, sobretudo da defesa intransigente de que o bem da população e a saúde da sociedade no todo, deve ser e ter o foco primordial de nossos governantes!
Neste fim de 2016, quantas preocupações não assaltam nossos corações e mentes?
E no 2017 que se iniciará, queiramos ou não, estejamos vivos ou não, o que está reservado, para nós mesmos, para os nossos, para a população em geral?
Incógnitas diversas, que não trazem ainda o prenúncio dos rumos que as coisas tomarão... Ou será que me engano?
E assim, vamos caminhando... - Pois o nosso caminho sempre será construído pelos nossos pés... E a cada passo deles...
Já na esfera da cultura, quantas não foram as perdas que tivemos... Perdas que ao serem notificadas, dão-nos idéia da riqueza que nos furtávamos em olhar... O que implica na urgência em ter-se uma divulgação cultural maciça... Mas, o que vemos? O que temos?
Já, no berço de toda cultura para a sociedade, nas escolas, os currículos escolares foram modificados... Será este o caminho?
Assim, os fins parecem plenos de perguntas, carentes de respostas... E é urgente que nós não nos calemos, e que de nossa diversidade surja uma diretriz, fruto de um consenso...
E para dar suporte ás novas diretrizes, eu prego a observância atenta àqueles que pavimentaram o caminho que passamos na corrida dos dias e das horas... Observemos os exemplos de trabalho e dedicação... Para que através deles façamos o nosso melhor! – Pois a cópia dos exemplos é antes de tudo impossível!
Que se quebre o silêncio... Que se juntem as gentes... E que juntos façamos um belo e lindo futuro! Dos fins que venham os mais auspiciosos (re) começos!
E assim, faço a apresentação do livro “Memórias e outras histórias de um irrequieto violinista – O triste fim do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo” de Roberto Twiaschor.
- Não pelo que discorre como perda, mas pelo que mostra em inovação, renovação e confiança no futuro! Confiança em si e nos outros!
Nesta biografia Roberto Twiaschor demonstra familiaridade com as palavras, igual a que desfruta com a música, habilidade desenvolvida em anos como missivista no Jornal O estado de São Paulo, onde põe á mostra toda a sua preocupação social.
É também engenheiro, e foi sucessor de seu pai na gestão de sua empresa familiar, dedicando-se em paralelo à música.
Desde os sete anos de idade, demonstrou intimidade com a música, com talento artístico e sensibilidade resgata de seu violino a arte dos grandes mestres.
Com discrição e carisma o agora escritor colhe desde a muito tempo os aplausos que ecoam nos lugares em que se apresenta.
Assim, realizar em si mesmo o ideal da música não era suficiente, era preciso transmiti-lo aos outros, aos jovens... Daí, que se registre a sua contribuição para o magistério, destacando-se o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, espaço em que empreendeu a criação da Orquestra de Cordas, atuando como “spalla” e diretor musical.
Corajoso, probo, apontando as irregularidades no âmbito do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, é testemunha dos fatos que levaram a seu fechamento.
Este livro é uma biografia, escrita por Roberto Twiaschor e conta a sua trajetória de vida, seus passos na música clássica, e sua luta pela manutenção do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, do qual foi diretor. É também um registro histórico, e um louvor de amor á musica e a arte.
Dando eco á voz de Aracy da Silva, prefaciadora deste livro, também desejo que:
“Esta obra resista ao tempo e constitua instrumento de luta pela prevalência do primado do homem, a razão e, sobretudo, o amor.”
E diante das dificuldades enfrentadas neste ano que finda, e pensando nas que ainda nos aguardam, fica aqui um lembrete: - Que seja bem-vinda a música!
Pois, como assinala F.W. Nietzsche,no livro “Crepúsculo dos Deuses”, “Sem a música, a vida seria um erro.”

Edvaldo Rosa
www.sacpaixao.net
05/12/2016



 
Edvaldo Rosa
Enviado por Edvaldo Rosa em 07/01/2017
Código do texto: T5875309
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Sobre o autor
Edvaldo Rosa
São Paulo - São Paulo - Brasil, 55 anos
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