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Humanos!

A fragilidade humana não me surpreende.
Vivemos na ditadura do medo. Medo do julgamento. Medo do abandono, medo da rejeição, medo da miséria,  medo da vida, medo da morte, e fome de ser feliz!
Traçamos um caminho sobre os espinheiros da vida, afanando o percurso com as pétalas macias dos nossos sonhos, nos distanciando mais e mais da nossa realidade bruta. Que felicidade é construída no conforto do alto engano? Como seria útil sermos mais mais tranquilos, enfrentando as dificuldades que a vida nos transfere  naturalmente, na simplicidade das coisas e em cima da nossa realidade, aprendermos a estar felizes mesmo diante das frustrações inevitáveis, ou o que é melhor, aceitando a própria tristeza e aprendendo a conviver com ela.
Muitos dizem "tenho fé e sei amar", no entanto demonstram uma fragilidade em suas manifestações apelativas, para demonstrar que se tem controle da vida e está  intacto a tudo a sua volta, que nada o atinge porque soube ser refratário aos açoites que a vida dá, e se mostram como rochas impermeáveis, mas que na verdade não passa de  uma demonstração do que se quer ser, distante daquilo que realmente são. Será que sabemos amar e temos fé? Quem Somos? Será que temos essa potência toda, que criamos pra nós, simplesmente porque não conseguimos aceitar nossas fraquezas?! Então olhamos à nossa volta e nos estabelecemos numa identidade na qual nos inserimos por vezes como fulga das nossas angústias. Será que somos realmente fortes e livres? Será que vai depender da forma como encaro o mundo real ou quando mergulho na ilusão, encontrando explicação racionalistas em tudo e me escondo atrás de moldes criados por mim mesmo, para melhor me sentir, longe de conflitos. Quem sabe, o fato de ficarmos mais próximos   da nossa essência nos  fará  mais cônscio das coisas ao nosso redor e isso possa nos trazer a lucidez inabalável dos que realmente se conhecem!
O que nos fortalece pode ser aquilo que menos esperamos, pois é o que nos possibilita ir mais além, destrancar portas antes inacessíveis, olha para fora da ""caverna"", e nos situar aonde quisermos ir, quando olharmos para nós  e vermos que os limites somos nós que impomos, pela nossa ignorância ou porque não queremos sair do nosso cobertor quentinho. Então vemos cercados de pessoas e nos sentimos sós, porque não sabemos ouvir, temos preguiça, não nos dedicamos ao outro, não emprestamos  o nosso ombro ou não nos deixamos afagar, quando somos nós que precisamos de acolhimento.
Não queremos, quase sempre, nos abalar com a desgraça do outro. não querendo encarar a nossa. E assim, quando resolvemos agir diferente, valorizando os que estão à nossa volta, enfrentamos novos desafios, saímos da nossa redoma, nos construindo mais fraternos, mais pertencentes e completos e por fim mais felizes, mesmo nos pontos críticos da vida, pois aprendemos mais, vivenciamos mais e construímos mais, com os pés no chão, os propósitos firmes e os objetivos realizados trazendo a paz que tanto queremos. Por visto uma satisfação encarada de forma natural e uma plenitude dentro dos limites do nosso auto-controle. A vida nos favorece em muitas coisas e abraçarmos as oportunidades nos trará  uma vivência harmônica e útil, embora descontraída e feliz. Nos desarmando abrimos as portas para aquilo que selecionamos, e buscamos tudo aquilo que nos fará crescer e nos tornarmos pessoas melhores para nós e para os outros!
Reijane Garcia
Enviado por Reijane Garcia em 14/07/2017
Reeditado em 25/07/2017
Código do texto: T6054784
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Reijane Garcia
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
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Reijane Garcia