A História do Homem - Parte XXVIII (Carlos Magno 742-814 d.C.)

O Império Romano foi a realidade política dominantes na Europa e no Mediterrâneo por meio milênio quando de sua queda em 476 d.C.. Com tal colapso, a Europa, que perdera a unidade de um império que havia estado presente por várias gerações, tornou-se um continente fragmentado, formado por vários reinos rivais.

Embora politicamente a Europa estivesse retalhada, ela estava unificada por uma religião comum: o Cristianismo.

Embora Roma, onde os papas cristãos residiam, permanecesse como o centro espiritual da Europa, o eixo do poder militar havia se deslocado mais para o norte, onde habitavam os francos. Por volta do final do século oitavo, seu líder mais poderoso tinha apenas 26 anos de idade: era Carlos Magno, filho de Pepino, o Breve (714?768 d.C.) e neto de Carlos Martel (789?-741 c.C.) hoje considerado um dos maiores governantes da história da Europa.

Mas mesmo os grandes governantes encontram oposição. O rei italiano Desidério...(o principal adversário de Carlos Magno) foi derrotado e isto fez com que a maior parte dos estados do norte da Itália ficassem sob controle dos francos.

. Carlos Magno então seguiu para Roma, onde se encontrou com o papa. Lá, Carlos Magno descobriu que, a longo prazo, os objetivos de ambos eram muito compatíveis. A meta de Carlos Magno era tornar-se o líder de um império que fosse tão vasto quanto o romano. E o papa Adriano I precisava de uma força política unificada e dominante que governasse a Europa e se aliasse à Igreja.

Uma de suas principais tarefas seria proteger e expandir o Cristianismo do mesmo modo que os exércitos mouros difundiam o Islã.

Assim, com a benção papal, Carlos Magno acrescentou boa parte da Dinamarca, da Alemanha e da Europa central a um império que já incluía a França e um bom pedaço da Itália. E também reconquistou parte da Espanha dos mouros.

No natal do ano 800 d.C. em Roma, enquanto assistia à missa, Carlos Magno viu-se inesperadamente coroado por Leão III, sucessor de Adriano I, como o “Imperador dos Romanos”.

...Assim a Pax Romana estava de volta ao continente europeu.

Isto permitiu que e Europa novamente se transformasse num ambiente pacífico e unificado.

Por isso, costuma-se dizer que o governo de Carlos Magno trouxe um momento de brilho no turbulento milênio que assolou a Europa após a queda do Império Romano.

*Texto retirado do Livro 100 Homens que mudaram a História do Mundo*

* Editorial Prestígio – Bill Yenne

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A História da Europa é encantadora.

Seus grandes guerreiros e suas estratégias de guerra, sua visão política, mas também pelos acordos que em séculos fizeram tantos povos diferentes viverem em paz.

Percebemos que o homem vindo lá da antiguidade, propenso a viver em sociedade,

Envolto por mistérios da natureza e dos flagelos das guerras provocados por ele mesmo se resguarda na religião na manutenção da paz.

E a igreja e a política se encontram. Descobrem afinidades.

Mesmo a religião sendo um re-ligação do homem com Deus, o estado percebe que é possível através da religião fazer uma ligação do povo com a sua política.

E a igreja neste pacto que permanece ainda hoje, muitas vezes, faz vista grossa a tantos desmandos, corrupções e abandonos em que se encontram grande parte dos povos.

Um povo flagelado procura mais os dons divinos. Percebem em sua fraqueza, a força de sua alma. Sua dependência do próximo o torna mais humilde, algumas vezes revoltados.

Carlos Magno, o Imperador dos Romanos, governou por 27 anos oferecendo ao povo a paz que todos nós almejamos. .

Robertson
Enviado por Robertson em 02/04/2009
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