Quantas vezes escorreguei em verbos, tropecei nas concordâncias, engoli sinais de pontuação e nem reparei! Quantas e quantas vezes fui presa dentro de mim mesma, sozinha brigando com a inspiração. Condenava-me então a sufocar sentimentos, achando que não deveriam ser expostos ou que seriam mal interpretados. Um poeta não deve agir assim, precisa desvestir a roupa pesada do receio e usar plumas ao vento, espargir palavras sem pejo, sejam reais ou ficção. Posso dizer que passei boa parte da vida na cadeia construída por mim mesma e nem sentia ser ruim. Nela havia conforto e aconchego que evitavam que algum mal atingisse o espaço. prisão doce, a poética em laços de veludo, mas espargir os sentimentos ao mundo é dever de quem escreve, sejam eles verdadeiros ou apenas em construção de sonhos que indiquem algum rumo.
Fiquei presa, percebo ainda algumas algemas invisíveis, nada devo porém ao mundo e poeta serei de fato, esperando receber da poesia sempre algo bom e degustá-la, sentir seus sabores, amores e assim prosseguir atuando no palco da vida, mais um ato!

A pior prisão da vida é a mente e se você não avança, retrocede.

16/01/17
Marilda Lavienrose
Enviado por Marilda Lavienrose em 16/01/2017
Código do texto: T5883521
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