Amor abundante

Quando te vi não sabia que outrora não sentira
O amor que se revelava puro e intenso
Em minha última quimera tentei incessante
Evolvê-lo em meus braços em vil pretenso

Eu que há muito estava a renegar o amor
Acostumada ao revés do infortúnio
Dissabores de amores insanos, a dor
Depois, como magia, amor único

Tu viestes encantar minhas manhãs
Completar-me nas noites de luar
Redundar-me de natureza nas estações do ano
Enfeitar-me-ei de ouro louçã

Seguiremos, assim, noites aprumo
Sem rumo, o torpor dos amantes
Como tudo o que é bom, abundante
E viver o instante, amar, em resumo


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Silvinhapoeta
Enviado por Silvinhapoeta em 27/10/2018
Código do texto: T6487930
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