Novo lar

Enganei-me que não queria mais amor

Já bastavam as mágoas passadas

Fechei-me ao sol e a lua, sozinho

Sentia-me, apenas sombra

Silêncio, escuridão, talvez obra

De algum deus inexistente.

Via-me, somente projecção sem fonte.

Vieste-te, enfeitiçar-me

Disseste-me que seria apenas diversão

Um momento por esquecer,

Algo que nunca aconteceu,

Sensação, emoção passageira

Mas teu jeito de menina doce

Revirou meu corpo, m'nha mente

E minha alma. Fiquei leve

Meu coração odioso, fizeste encher de luz

Sorri, flori, voltei a crer

Conseguiste me fazer entender

Que o amor é real e não ficção

Apresentaste-me o senhor mundo,

Acendeste-me de paixão, integral

E minha gratidão louca para se esconder,

Um dia, não mais aguentou, se entregou

Provou coisas sagradas e se condenou

Não conseguiu mais se livrar

Abriste-me olhos cegos,

Meu olhar feliz, de ver tamanha beldade

Atravessou paredes impróprias, perdeu-se

Num mundo cheio de você e ninguém mais

Não mais voltou, nem pretende voltar

Não o achem, não quer se achado

Acomoda-se em seu novo lar.

ALANITO (O MENSAGEIRO)
Enviado por ALANITO (O MENSAGEIRO) em 05/07/2017
Código do texto: T6046658
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