OS PÁSSAROS

Embora te ame,
transcendentemente,
com singular
encanto
e com triste
canto

– que de nossos
rancores,
inseguranças
e severos julgos
verbais
tornamo-nos
reféns
em terrível
prisão –,

sinceramente não
sei mais
se nos faria bem
ou mal

– em silente
e longíquo porvir,

depois que
nossos sentimentos
se amenizarem,

depois que
as feridas da alma
se cicatrizarem

depois que
a angustiante dor
dor passar,

depois,
enfim, que,
morto o pássaro
negro,
a um sublime
bem-te-vi
encontrares –

sepultar esse grande
e único amor
com um ponto
final.

Péricles Alves de Oliveira
Péricles Alves de Oliveira (Thor Menkent)
Enviado por Péricles Alves de Oliveira (Thor Menkent) em 27/01/2014
Reeditado em 01/02/2014
Código do texto: T4666853
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