DÚVIDA, DÍVIDA E DÁDIVA

Uma dúvida esmurra a minha cabeça

No espelho a imagem que desconheço

Seria eu no meio de uma tempestade?

Ou apenas aquele rei sem majestade?

A dívida que não pago sempre aparece

Como depois da noite um dia que raia

O agiota banqueiro que não me esquece

Confesso, financeiro não é minha praia.

A dádiva que Deus me deu é uma vida

Que carrego pulsando dentro do peito

Eu vago solitário pela infinita avenida

Não há saída para o meu total desajeito.

A certeza que adquiro online não acaba

Com a dúvida que continua martelando

A convicção no homem do nada desaba

Ainda assim, teimoso, eu sigo sonhando.

Neste mundo real uma dívida se acumula

E eu já nem falo mais do déficit ou moeda

Para ser feliz no perigo eu não tenho bula

E não me justifico o porquê de cada queda.

Dúvidas me impedem de ter a explicação

Dívidas eu tiro de letra seguindo na fuga

Mas a dádiva que trago na palma da mão

Rápido evapora enquanto o rosto enruga.

NOTA DO AUTOR: Este poema faz parte da série Pentalogias das minhas pétalas semanais.

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Cláudio Antonio Mendes
Enviado por Cláudio Antonio Mendes em 23/07/2023
Código do texto: T7844039
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