S e j a    b r e v e




Nem tão breve que não dê tempo
perdoar antes de ir.
Nem tão breve que não possa
dizer o quanto ama.
Que a pressa não seja tanta,
para antes dissipar
mágoas que estão na alma.
Nem tão breve que
não dê tempo curar
as feridas que causou,
e foram tantas!
Que não precise lamentar,
mas corrigir seus erros,
mesmo perdoados
e esquecidos... Que dê tempo perceber
que a ofensa
dói em quem ofende.
Há tanta suavidade
em minha alma, que
não deseperdiço palavras, nem dou passos sem rumo.
Sei de onde venho e onde quero ficar,
ao meu redor quero só o que for para me fazer feliz.
Quando não sinto leveza, quando a sombra é mais
escura que a noite, fujo.
Que não seja breve o seu aprendizado,
que caia por terra toda maldade.
Ser breve não significa que não foi marcante,
depois pode ir sem remorsos...
E eu que nada trouxe, nada levarei,
exceto pelo amor, esse o tempo não haverá
de apagar, registrado deixarei.
Deixarei também algum gesto de ternura.
Um tanto de obsessão,
no ímpeto de nordestina na alma autêntica
de leonina,
que prefere viver só
do viver a dois sem paixão.
Estou viva, não findou a ilusão,
um pouco de ousadia,
também de calmaria
aprendi a praticar, breve seja o ímpeto
de sem motivo algum ferir, magoar,
porque?
Seja infindo essa vontade de somente
o amor, semear.
 
Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 09/12/2020
Reeditado em 16/12/2020
Código do texto: T7131910
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