DRUMONLAMA

DRUMONLAMA

E agora João?
Cadê o pão de cada dia...
A barragem desabou
o aterro soterrou
o vale virou lama
como o desvio que pagou
para segurar a fama.

E agora João?
Cadê a aurora
os filhos sumiram
os bichos desertou
já não acham panelas
nem elas nem telas...
Os peixes pelos rios
sob o barro se moldou.

E agora João?
Cadê aquela boca
aquele plano e o batom...
Cadê o beijo da verdade
o bolo de queijo para dividir
a tal felicidade...
As barragens estão por ai
com suas prosas...
Impregnando sonhos, os quais
se transformaram em pesadelo
diante da deturpação
gananciosa.

E agora João?
O doce amargou
o vale esturrou sua ignorância
sobre a ingenuidade do amor.

Antonio Montes
Amontesferr
Enviado por Amontesferr em 31/01/2019
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