Medo

Quando minhas mãos tatearam vazios no escuro,

Teus olhos forma meu caminho,

Meus pés puseram-se sobre os teus,

Segui sem medo.

Talvez a coragem tenha sido meu carma,

Não desviei meus passos dos teus,

Decidi que serias minha luz, e sequer olhei pra trás,

O caminho que segui não era meu, nem teu.

Eu, cego que fui, não exitei em caminhar à tua sombra,

Jamais imaginaria que fora ela que me cegara,

Tatei vazios na esperança de tatear teu corpo,

Mas a outro corpo tua mão tocava, eu não via.

A minha coragem foi a maior traiçoeira,

Arrancou de mim a visão do horizonte,

O infinito era tu, efêmero e vão

E aqui estou, na esperança de que meus olhos se abram.

Gilson Azevedo
Enviado por Gilson Azevedo em 31/12/2018
Código do texto: T6539589
Classificação de conteúdo: seguro