MORTE

Não à morte

Não à sua guilhotina de todos os dias

Do peso nos ombros

Da lágrima por alguém que se foi.

Antes quero à vida um canto:

Um pássaro alegre sobre os galhos da árvore

Sua melodia sempre única.

Um sol escaldante, derramando a vida em cor

O sorriso sem fim das nuvens do céu.

Sentar ao meio dia de luz e contemplar a brisa

Tocar as palmas da mão, o solado dos pés...

Ó primavera sem fim dos meus sonhos

Ó emanação das almas das coisas simples

Saber que a vida pulsa nos miseráveis caminhos

E não se abandonar às amarguras dos amargurados!

Ó doce tempo que renova a vida!

Exato instante em que o homem é mais que homem

Uma exclamação!

Sonhei, tempos atrás, que as rosas falavam comigo

E que na minha idade os anos não passavam.

E que a alegria residia não só no vinho

Mas nos abraços que infinitamente

Os comunas, de verdade, se ofereciam...

Entretanto era sonho

E como todo aquele que sonha desaba

Acordei

E a vi...

Esperava à frente, na voz triste de meu companheiro

Decapitado...

WAMOURA
Enviado por WAMOURA em 19/11/2017
Código do texto: T6176273
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