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Do Recanto Divino ao Submerso Profano

Em momentos de fervuras árduas
O meu todo se despedaça
Já não sei mais por onde começar
Pois até meu começo já se acabou

Portento eu não sou
Portento de fracasso somente fui e sou
A impetuosidade de minha vida escarnece o que sobra
A perpetuidade do fracasso é fixa

Hoje já não sei mais se mereço sobreviver
Pois de vida somos somente peões a esticar a corda de enforcamento
Dos arrependimentos que matam eu já esgotei as vidas após a morte dos cemitérios
Da vergonha de habitação nem carente hoje posso ser

A via árdua em minha vida a trilhar já não sei se posso mais aguentar
Da direção certa a seguir as rachaduras do errado já ficou embutida no certo
Da vida que me deram, já não sei mais se mereço esse título

O fracasso e a tristeza percorrem a face de minha alma, pois o seu coração já virou pó.
Cristiano Gonçalves
Enviado por Cristiano Gonçalves em 19/05/2017
Código do texto: T6003895
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Cristiano Gonçalves
Tubarão - Santa Catarina - Brasil, 18 anos
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Cristiano Gonçalves