O CAMINHO DO CALVÁRIO

Este ser que você vê

não é tão belo assim.

Pois este meu ser

a muito já não é

senão um ser entristecido.

Minha canção perdeu a melodia.

Já paguei a duras penas

e morri em tantas tardes,

que já não mais sei,

se sobrou algo para ser enterrado

quando deste mundo eu partir.

Lamento baixinho a minha sorte,

pois bem sei que a Moura Torta,

se ouvir me, trará a morte

para residir em minha porta.

Minha canção não é tão bela

e esse meu ser, tão triste,

trás nas faces escrito

o desalinho das promessas vans,

que ouvi de sua delicada boca.

Para nós tudo se apagou,

enquanto eu, sozinho,

vou subindo o caminho do calvário.

Nada lhe pedi, senão,

um pouquinho do seu amor.

Você nada tem a me oferecer

e minh'alma entristecida,

em prantos de suplícios,

vai seguindo pelos caminhos frios

de minha desconsolada vida.

Nova serrana (MG), 21 de novembro de 2012.

Tadeu Lobo
Enviado por Tadeu Lobo em 24/03/2017
Código do texto: T5951064
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