HORAS REGRESSIVAS

Tempo, tempo...

Um vento que sopra

nos meus cabelos brancos.

Um fio de areia a correr pelas veias,

vou-me petrificando.

Tempo, tempo...

A neve dos janeiros

apresenta-se como um véu

e no céu uma nuvem branca

se faz andorinha,

leva-me peregrino

ao encontro do verão eterno.

Tempo, tempo...

No crepúsculo dos anos

no desfolhar dos dias,

nas horas regressivas

em meio a tantas interrogações,

deixo como herança as entrelinhas.

gilbapoeta
Enviado por gilbapoeta em 15/02/2014
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