Uma mulher

Viveu uma grande paixão e como todas, nem sempre bem administrada. Um grande amor, devastou aquela vida que perdeu o rumo.
Vinda de uma província muito distante
da capital, saída do seio de uma família que não a orientou, chegou na cidade grande e ficou deslumbrada com tantas coisas bonitas, com tantas oportunidades, pensou em ganhar o mundo de uma só vez;
Acreditou no  primeiro mentiroso que apareceu em sua vida.
Já havia desistido de casar-se, os rapazes de sua cidade não lhe interessavam, ela sonhava com uma vida diferente.
Um dia, saiu com duas amigas, para um lanche próximo à universidade onde estudava. Por  triste sorte, 'Amor à primeira vista'
Do mesmo curso que o dela, chegou um grupo de alunos que sorriram gentilmente e aproximaram-se. Travaram amizade imediatamente. Ela por um deles encantou-se à morte.
 
Finalizando, ela envolveu-se, apaixonou-se perdidamente, entregou-lhe  os seus sonhos de uma vida inteira.
Nove meses depois, estava procurando o rapaz que havia sumido da cidade. Até hoje ele nunca mais apareceu.
Ambos trancaram o curso. Ela teve que voltar para o interior de onde saiu. Foi ter a filha longe de tudo. Passou a desacreditar nas pessoas, afastou-se dos amigos, dedicou todo o tempo que lhe restou, ou seja, a sua vida inteira
à filha, hoje com 16 anos de idade.
Anulou-se, esqueceu de ser feliz, toda expectativa de vida  lançou na filha, nela projetou 
tudo o que nela própria perdeu.
Tornou-se uma pessoa fechada,
arredia, calada. Sofria, pela filha a qual do pai nunca levou o nome e sequer soube que rosto tinha, nem através de uma fotografia, não houve tempo.

 
Ela nunca se perdoou por não saber o que dizer à filha. Foi uma vergonha tão grande que tirou-lhe a força de relutar.
A filha por sua vez agora, está muito triste, pois a sua mãe está em fase terminal;
Uma doença repentina
um câncer generalizado, está levando a minha amiga.

Hoje, uma dor tão grande toma conta da minha alma, ao ver e sentir o quanto, quantas pessoas passam
pela vida e ficam detidas em mundos tão pequenos. Sem aproveitá-la em sua plenitude, sem beber o vento e sorrir para o nada, caminhar falando com as flores, com falsos amores, só pelo simples prazer de viver!
Inventando, fazendo poesias ora alegres, ora tristes. Vivendo...

 
Viver, simplesmente é achar que o amanhã é pouco para tanta felicidade de estarmos vivos... Não importa a mim qual o tamanho do problema, eu sempre encontro um novo caminho.
Mas não somos iguais, cada um tem o seu jeito de ser.

                   
Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 19/07/2013
Reeditado em 06/05/2016
Código do texto: T4394671
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