LUZES NA JANELA

VEJO A NOITE DA JANELA.

A NOITE E O QUE HÁ DENTRO DELA.

O AMARELO DAS LUZES

DOS POSTES, NAS CRUZES.

UMAS FRACAS, OUTRAS FORTES,

BRILHANDO NAS CASAS. ALGUNS HOLOFOTES,

RISCANDO AS RUAS. NOS FREIOS DOS CARROS.

TAMBÉM NOS FARÓIS PREVENINDO ESBARROS.

QUE VOAM, PISCANTES,

ALERTAM NAVEGANTES.

UMA OUTRA, IRREQUIETA,

NO GUIDÃO, NA BICICLETA.

A QUE ALTERNA, INTERMITENTE,

DA POLÍCIA, BEM À FRENTE.

AQUELOUTRA, DE IMPORTÂNCIA,

LÁ TETO DA AMBULÂNCIA.

NO PRÉDIO, SINALIZANDO,

A ROTA BALIZANDO.

A SETA, NO CARRO, AVISANDO:

À DIREITA! VOU DOBRANDO!

O LETREIRO PISCADOR

SEDUZINDO O COMPRADOR.

NO CARRINHO DO SEU JOCA,

LUZ COM CHEIRO DE PIPOCA.

ALGUÉM QUE JÁ TEM PIGARRO

ACENDE MAIS UM CIGARRO

QUE SE QUEIMA POR INTEIRO

E DA RUA FAZ CINZEIRO.

PARAM, OS MOTORISTAS

NO VERMELHO DO SINAL.

ESPERAM O VERDE DAR VISTAS

NO INTERVALO VITAL.

QUISERA! NA JANELA, EM FRENTE,

NO PRÉDIO DA MESMA RUA,

PUDESSE VER, DE REPENTE,

UM CORPO DE MULHER NUA.

Anunnak – 07-05-2010 – 09:47hs

Amelius
Enviado por Amelius em 15/06/2013
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