Viagem
 

Hoje o dia aqui foi de pouco sol, de pouco calor.

O anoitecer caiu manso e a impressão de que anoiteceu mais cedo.

O véu da noite desceu me falando desse amor que é seu.

Acredito que nesse final de noite eu não estive muito presente.

A minha alma viajava...
Viajava em busca de você, louca para saber

onde você estava e o que você fazia...
E o que faz assim nesse frio.

Até que de repente sentada à mesa
num alpendre solitário no fundo do meu quintal

Senti uma saudade e vontade imensa de você.

Espalhados livros, papéis em branco,
canetas e quieto o computador, um indagar!
Eles me perguntavam, não vai escrever hoje?

Onde está o seu amor?

O que você faz aí tão silenciosa e pensativa?

Me pediram, escreva...
Escreva uma carta apaixonada para o seu amado,

conte desse amor.

Quando vi eu estava escrevendo,
sentindo do fundo do meu coração

a minha alma a lhe dizer... Eu te amo.

Percebi que não me ouvia, mas senti
que a sua alma escutou.

Ainda ouvi mais uma vez a sua voz e bebi
o seu sorriso

lindo, discreto igualzinho a você.

Percebi que eu estava quieta mas era de felicidade,
por saber

que mesmo distante você existe e é o meu amor.

 

Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 09/11/2012
Reeditado em 09/06/2021
Código do texto: T3976251
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