PEDRAS DO TEMPO

 

O mesmo gosto amargo

Que senti quando engoli

Um adeus desmedido

Sinto agora nesta saudade

Que saboreio sem querer.

 

E um sentimento dorido

Alojado em meu peito

Faz minha alma sacolejar

Dentro do corpo cansado

E carente do seu abraço.

 

Busco alguma esperança

Em gavetas esquecidas

Dentro do meu coração.

 

Mas sei que será em vão

Rabiscar sonhos com giz

Sobre as pedras do tempo.

Cláudio Antonio Mendes
Enviado por Cláudio Antonio Mendes em 24/03/2022
Código do texto: T7480107
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