vulnerant omnes, ultima necat
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Se todas ferem, a última mata
Nenhuma delas seja desprezada 
Bem mais importantes que ouro ou prata
Mesmo até sem a certeza de nada 

Horas que passam, sois do tempo a nata
Por minutos e segundos cuidadas
Horas que vêm, sois como sonata
Melódica esperança musicada

Horas de agora, sois como adaga
Cortantes como faca de dois gumes 
Mostrando do presente o que se arraiga

Hora derradeira, que o peito esmagas
Permite que eu veja último lume
Porquanto que até mim a morte tragas