Anonimato

Entre rostos desconhecidos me vejo perdido,

Na multidão sinto-me um estranho, sem abrigo.

Minha voz se perde no eco do anonimato,

Enquanto busco um lugar neste vasto relato.

A ansiedade me abraça, a timidez me sufoca,

Enquanto observo os outros, minha alma se choca.

Como navegar em mares de conversas superficiais,

Quando meu coração anseia por laços especiais?

Mas mesmo na solidão dessa estrada tortuosa,

Encontro beleza na singularidade silenciosa.

Pois mesmo que me falte a habilidade de me entrelaçar,

Sou único, com minhas histórias para contar.

E embora seja difícil navegar contra essa maré,

Encontro conforto na minha própria lealdade.

Pois no meio da multidão ou na quietude do meu lar,

Sou completo, mesmo que solitário a caminhar.