PoemaS de Natal

 

Muito bom dia para Todas, para Todes e para Todos, neste domingo, 24dez2023, à 00:39.                     

Acróstico de Natal (01)                           |         Acróstico de Natal (02)

 

N a tal data de vinte e cinco,                  |    N o desejo de amar o homem é igual
A o final de cada ano, o amor                |    A o seu próximo, por mais diferentes

T ambém se renova, com afinco,          |    T enham sido seus caminhos, no real

A nimando em todos bom dispor          |    A lcance entre desiguais gentes,

L ivrelavrando portas sem trinco.         |    L aços se fazem e refazem no Natal.

 

PoemaS de Natal (01)

NOTÍCIA   DE   JORNAL

 

Faleceu na noite de hoje

o menor NJC, vulgo "Natal", 

após cair do 25° andar 

de um edifício em construção, 

onde se abrigava com outros menores. 

Perseguidos pela polícia, 

eles escalaram a construção por fora 

mas foram denunciados pelo vigia 

da obra e moradores vizinhos e 

surpreendidos enquanto jantavam 

um peru roubado de um supermercado. 

Na tentativa de fuga, "Natal" veio a cair, 

indo a óbito posteriormente. 

 

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Acrósticos: 

 

N a tal data de vinte e cinco, 

A o final de cada ano, o amor

T ambém se renova, com afinco, 

A limentando um sonho maior: 

L iberdade, uma jóia, um brinco... 

 

 

Na tal data de vinte e cinco de dezembro

A humanidade comemora, no presente, 

Ternas coisas de que me lembro 

Assim como o amor crescente

Louvando a comum-união de cada membro...

 

 

Na tal de vinte e cinco, 

Antes mesmo do ano todo mudar, 

Também eu assim mesmo brinco 

Ao sabor de um presente singular, 

Livre, amando todos com mais afinco. 

 

 

Na tal data festiva de dezembro, 

Antes do mudar anual, mudam as pessoas

Também, pois de tudo que me lembro 

Acho haver no mundo coisas boas 

Libertando o amor em cada ser membro. 

 

 

Na tal data de vinte e cinco 

A humanidade inteira comemora 

Todo mês de dezembro, quase no vinco 

Anual, a passagem mundo afora 

Liberdade consciente, sem trinco.

 

 

Natal 

é um menino pobre que de presente

só tem mesmo seu amor pela vida, 

ainda que sobrevivência somente 

e a felicidade seja apenas uma perdida 

ilusão de menino-gente grande... 

Morre pelas ruas, abandonado 

todos os dias e a dor se expande 

mais, sem futuro, presente ou passado.

 

 

 

© Cláudio Carvalho Fernandes 1999-2022/2023.