Insanidade

Uma casa grande

Um lugar distante

Uma mulher correndo

Um olhar brilhante

Perto dali um penhasco

Perto dali um mar raivoso

Perto dali nada além de almas tristes

Nesse dia tão chuvoso

Um sorriso molhado

Um vestido colado em seu corpo

Sua mente se lembrando

Daquela criança q tanto amava

Um coração antes entristecido

Se alegra a pensar

No pequeno fruto de seu ventre

Q irá reencontrar

Mulher linda e perfeita

Olhos azuis e lábios rosados

Antes correndo para um destino

Agora parada sem saida

Lembra do rosto da criança

Deitada em sua cama

Lembra de seus olhos se fechando

De seu choro se calando

Lembra da criança adormecendo

Em um interminável sono

Cabelos loiros e ondulados

Agora bagunçados

Por uma mãe enlouquecida

Q n vê mais saida

Corre em direção a insanidade

Sem ser compreendida

Presa por anos em um quarto trancado

Finalmente decidida

Mulher pura e inocente

Olha o mar a sua volta

As ondas ainda agitadas

Sentada a beirada

Decidida a reencontrar

Sua pequena amada

Mulher forte e corajosa

Agora já a beirada

Sua alma livre

Sua mente iluminada

Mulher louca e insana

Mergula cada vez mais fundo no abismo

Na cabeça a imagem de sua amada

Agora n tem mais volta

Agora seu coração não chora

Agora sua mente não surta

Agora não sente mais a dor das agulhas

Agora seu corpo não adormece

E nem há medicamentos para sua dor

Finalmente ela sente paz

Sem ter que esticar o braço

Finalmente ela se sente livre

Finalmente sentirá o tão esperado abraço

Daquela que realmente a ama

Fanny Pereira
Enviado por Fanny Pereira em 06/03/2017
Código do texto: T5932641
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