MOTEL ROSE PARTE 4 TERROR

Duas semanas depois - Denise sai da cabine e vai a cozinha, confere o estoque e anota o que falta, ela irá a compras logo pela manhã devido a ausência do patrão que fora para o Paraguai por forças maiores, agora ela é responsável por tudo até que ele chegue.

- Tudo bem Jonas se lembrar de mais alguma coisa me diga antes de eu ir.

- Tudo certo.

Denise olha para o homem ali e não se segura.

- Quer me dizer algo, Jonas?

- Eu, por quê?

- Sei lá, sinto que você não gosta nem um pouco de mim.

- Acho que trabalhar não é quesito de fascinação.

- Como assim?

- Olha, sei que todos aqui pensam o mesmo, o diferente, eu tenho coragem de dizer.

- Dizer o quê?

- Olha, Denise, nada pessoal, mais você não é tão principal assim.

- Como assim?

- Eu conheço pessoas bem mais capacitadas para ocupar o seu posto.

- É, por que não diz isso ao sr Jair?

- Eu já falei.

- E?

- Ele acha que te deve isso.

- Sério, ele te disse isso mesmo?

- Não leve a mau, eu só não quero ficar a mercê de alguém........

- Alguém o quê Jonas?

- Louco, para mim você é louca.

- Você percebe o que acabou de dizer, me chamou de louca.

- Olha, só acho que deveria se tratar antes de querer assumir tipo, vidas.

- Sabe, já que disse tudo que estava entalado na garganta, vou te dizer, o louco aqui para mim é você.

- Devo ser mesmo, por ainda estar a trocar farpas com gente assim.

- Me respeite Jonas.

- Então tenha atitude coerente, pare de colocar medo em todo mundo.

- Obrigado Jonas.

Denise sai da cozinha, nisso ouve-se um grito, ela e Jonas segue para o quarto 17.

Ali na suíte, Virgínia esta de joelhos, olhos fechados, corpo trêmulo e tudo ali em volta salpicado de sangue.

- Virgínia, o que houve, você esta bem.

Jonas vai ao banheiro e logo retorna.

- Vou buscar a pá.

- O que houve ?

- Um gambá, morto.

- Gambá?

- Sim.

Jonas e Orlando retiram o corpo do animal que é colocado em um saco preto, ambos cavam um buraco aos fundos do motel e enterram o animal, Denise auxilia Izabel que chegara para pegar o seu turno na limpeza da suíte, Virgínia é amparada por Rafael que também chega para o seu plantão na cozinha, ali ele prepara um chá a mulher que ainda treme todo o corpo.

Parque das Andorinhas, Joana que recebera a indenização trabalhista e seus direitos referentes a seu desquite com seu ex marido e marinheiro, decidira colocar tudo na abertura de um bar no bairro, logo consegue uma freguesia fluente.

- Tudo que eu quero é esquecer todos os lugares que já trabalhei, agora tudo é passado, só quero paz, dinheiro e sossego.

- Olha amiga, eu achava que fosse torrar tudo em viagens e boys.

- Ficou louca Maura, sofri muito, trabalho desde os 14 nas colheitas de algodão, feijão, depois casei, filhos, larguei, fui para os canaviais, quando conheci o traste e depois eu entrei no motel sem contar que tive de manter o bonito enquanto fazia o curso para a marinha.

- Para depois te abandonar, trocando para uma novinha.

- Graças a Deus, a melhor coisa que ele fez.

- E o Luan?

- Meu filho quis ficar com o pai, direito dele, agora o que posso dizer, que ele seja feliz, só isso.

- Te admiro amiga.

- Obrigada, mais deixa eu trabalhar, já estão chamando ali na mesa.

- Vai lá.

Próximo das 23 horas, Joana guarda as últimas cadeiras, confere os freezers e fecha aporta, quando ouve algo no corredor do banheiro, ela pega um porrete e segue para o local quando se assusta com um gato que pula da caixa de bebidas.

- Seu danado, vai para sua dona ou seja lá quem for.

Aproveita e desliga o registro de água e segue para o salão, tranca o portão de acesso e sobe o lance de 5 degraus onde abre a porta do corredor para os seus 3 cômodos ao fundo do estabelecimento, logo esta na varanda onde acende a luz e olha os varais com roupas, recolhe todas e segue para a cozinha, prepara uma sopa com sobras de legumes e carnes.

- Quero ver o que tem de bom. Liga a tv e acende a luz do banheiro, toma uma ducha e sai de toalha ao corpo secando o cabelo com outra.

Toca seu fixo e ela não atende deixando a secretária eletrônica fazer o trabalho.

Ali no sofá ela assiste ao filme enquanto degusta a sopa que fizera quando ouve um barulho na varanda.

- Que droga, gato de novo, que inferno viu.

Larga a tigelinha e segue para a varanda quando vê a luz apagar na mesma, ela pega o seu spray de pimenta e segue.

- Seja quem for ou que for, saia, não quero problemas.

Continua a andar até que liga a luz, nisso seus olhos arregalam ela tem seu pescoço cortado por um fio de prata.

160323......................

ricoafz e IONE AZ
Enviado por ricoafz em 19/03/2023
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