CASTRO ALVES 2006 - 135 ANOS

* Nadir Silveira Dias

Estou lembrando de Castro Alves e da importância que teve para o abolicionismo e para a própria República.

Viveu meteoricamente o poeta a última fase do Romantismo e no pequeno lapso de vida que teve se constitui num de seus mais significativos expoentes.

Antônio Frederico de Castro Alves nasceu em 14 de março de 1847, em Curralinho, hoje Município de Castro Alves, Bahia, e faleceu em 06.07.1871, Salvador, Bahia.

É o Patrono da Cadeira n° 7 da Academia Brasileira de Letras – ABL.

Desse modo, na data de hoje (06.07.2006) em que se completam 135 anos de seu falecimento (06.07.1871) ocorre-me lembrar a oitava das dez estrofes em décimas que compõe o poema “O Livro e a América” que já evocava a importância do livro para o bem da humanidade:

O LIVRO E A AMÉRICA

Ao Grêmio Literário

(...)

Por isso na impaciência

Desta sede de saber,

Como as aves do deserto –

As almas buscam beber...

Oh! Bendito o que semeia

Livros... livros à mão cheia...

E manda o povo pensar!

O livro caindo n’alma

É germe – que faz a palma,

É chuva – que faz o mar.

(...)

O poema foi feito em homenagem ao Grêmio Literário e integra o seu primeiro livro - Espumas Flutuantes (1870).

Para completar a sua curiosidade ou para saber mais, acesse ao saite http://www.projetomemoria.art.br/CastroAlves/index.html):

“Expira às três e meia da tarde do dia 6 de julho, no Palacete do Sodré, junto a uma janela banhada pelo sol.”

Escritor e Poeta – nadirsdias@yahoo.com.br

Nadir Silveira Dias
Enviado por Nadir Silveira Dias em 06/07/2006
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