FERIDAS QUE O TEMPO CURA.
Extrato Pó Ético
 

Aqui neste vasto vale
De sombras profundas
Das noites inglórias
Do passado lembranças
Meu ser tão criança
Infância, ambiência
Anos idos vividos...
 
Chora minha lembrança
No caminho comigo, amigo,
Meninice faz criancice
Tão travesso do vale a criança.
 
O ser inocente inventa...
Brinca isento do mal
Corre, cai, se arrebenta
Faz de conta que é o tal
Caiu, doeu, mas levanta.
 
Quando chega o 'anoitecer'...
Volta a doer às feridas
Algumas até preferidas
Meu cultivo, subjetivo...
Ela volta arde revolta,
Faz-me às vezes perecer
Digo então: Reviver é viver.
 
Com o tempo não dói mais.